Geografia
Localização: Extremo oeste da Região Norte.
Área: 153.149,9 km².
Relevo: depressão na maior parte do território; planície estreita a N.
Ponto mais elevado: serra do Divisor ou de conta(609m).
Rios principais: Juruá, Xapuri, Purus, Taraucá, Muru, Embirá, Acré, Moa.
Vegetação: floresta Amazônica.
Clima: equatorial.
Nº de Municípios: 22 (1999).
Municípios mais populosos: Rio Branco (259.537), cruzeiro do Sul (62.691), Feijó (25.086), Taraucá (23.894), Sena Madureira (22.595), Xapuri ( 14.231), Brasiléia (13.930), Senador Guiomard (13.830), Plácido de Castro (11.911), Epitaciolândia (10.357) (est. 1999).
Hora local: 2h.
Habitante: acreano.
População: 527.937 (est. 1999).
Densidade: 3,45 hab./ km².
Crescimento demográfico: 3% ao ano (1991 - 1996).
Migração interna: 14,93% (1997).
IDH: 0,75 (1996)
Mortalidade infantil: 44,7% (1998).
Médicos: 4,77 por 10 mil hab. (1999).
Leitos hospitalares: 2,8 por mil hab.( 1999).
Hospital públicos: 23 (1999).
Criança de 7 a 14 anos fora da escola: 20, 7% (1996).
Matrículas no ensino fundamental:144.181 (1999).
médio: 22.832 (1999).
Matrículas no ensino superior: 3.514 (1998).
Analfabetismo: 17,71% (1996).
Governador: Jorge Viana ( PT).
Tel. Governo de Estado:
End. Internet: www.ac.gov.br
Tel. Assembléia Legislativa:
Senadores: (3)
Marina Silva PT
Nabor Júnior PMDB
Tião Viana (1) PT
Deputados federais (8)
lldefonço Cordeiro PFL
João Tota PPB
José Aleksandro PFL
Márcio Bittar PPS
Marcos Afonso PT
Nilson Mourão PT
Sérgio Barros PSDB
Zila Bezerra PFL
Deputados estaduais : 24.
Eleitores: 318.955 (1998).
Capital Rio Branco
Data de fundação: 28/12/1882
Altitude: 153 m
Área do município: 9.962,4 Km²
Habitante: rio-branquense
População: 259.537 (1999)
Prefeito: Mauri Sérgio Moura de Oliveira (PMDB)
CEP: 69.900-000
Tel. Prefeitura Municipal:
End. Internet:
Tel. Câmara Municipal:
End.
Internet:
Telefonia:
Até o início do
século 20 o Acre pertencia à Bolívia. Porém, desde o princípio do século 19,
grande parte de sua população era de brasileiros que exploravam seringais e que
e que, na prática, acabaram criando um território independente. Em 1899, os
bolivianos tentaram assegurar o controle da área, mas o brasileiros se
revoltaram. Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do tratado de
Petrópolis, o Brasil recebeu a posse definitiva da região em troca de terras do
Mato Grosso, do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas e do compromisso de
construir a estrada de ferro Madeira-Marmoré. O Acre foi então integrado ao
Brasil como território, dividido em três departamentos. Em 1920 unificando e,
em 15 de junho de 1962, elevando à categoria de Estado.
9 ESTADOS – ACRE
No extremo oeste da região Norte, divisa com
Peru e Bolívia, 2 183 de fronteiras formam dois lados de um tosco triângulo de
153.150 km². É o Acre, Estado criado em 15 de julho de 1962. Vinte e cinco anos
de pois, seu principal problema ainda é a dificuldade de contato com o resto do
Brasil: em 1986, o Estado contava pouco mais de 2 000 km de rodovias.
No Acre, a mais importante via de Comunicação e transporte são os rios. Mas essas "estradas de água" só podem ser navegadas na época das cheias, pois durante a seca só se pode percorrê-las em canoas leves. Por isso, os principais, portos que escoam a produção acreana situam-se no Estado do Amazonas: Boca do Acre, para a bacia do rio Purus, e Eirunepé, para a do rio Juruá. Esse relativo isolamento do Acre, somado à grande extensão de suas fronteiras internacionais, tem outras conseqüências . Assim, o arroz, os óleos combustíveis, enlatados e outros industriais de Cruzeiro do Sul, segundo cidade mais populosa do Acre, vêm sobretudo de Pucallpa, no Peru, a preços bem inferiores aos do mercado brasileiro. Da mesma forma, ao longo dos 1565 km que fazem limite com o Peru, muitas são as crianças que atravessam diariamente a fronteira e aprendem espanhol nas escolas peruanas, por falta de escolas nacionais na região. Os prolongamentos orientais dos Andes peruanos vão perdendo altitude pouco a pouco. Ultrapassada a serra do Divisor, também chamada da Contamana - barreira entre as bacias dos rios Juruá e Ucayali -,já se está em terras do Brasil. Nessa região, as maiores altitudes não ultrapassam 600 m. O relevo do Acre é formado por uma vasta planície de terras firmes, de altitude entre 100 e 300 m. Não existem aí as grandes várzeas tão comuns no resto da região Norte. De modo geral, os terrenos são formados de rochas sedimentares ("areias" resultantes do desgaste de terrenos antigos). A falta de afloramentos rochosos (e o Acre é o único Estado brasileiro nessa situação) cria um problema especial: é difícil construir os alicerces das casas, calçar as ruas e conservar o piso das poucas estradas, pois o chão é "arenoso". Como em toda a Amazônia, o clima do Acre é muito quente e úmido. Ocorre, entretanto, uma curta mas nítida estação seca entre junho e agosto: durante um ou dois meses as chuvas praticamente desaparecem. Em sua maioria, os rios do Acre têm leitos estreitos e várzeas insignificantes. Os principais são o Juruá, o Puru, o Acre, o Abunã, o Iaco, o Tarauacá e o Envira. Apesar dos rios e do relevo sem acidentes, a ocupação do Acre foi dificultada pela presença de uma densa mata de terra firme, cujas árvores alcançam porte incomum no resto da região Norte.
Povoamento e economia
O povoamento do Acre foi feito principalmente por nordestinos, em fins do século passado. Em busca da borracha, subiram os cursos do Purus e do Juruá, ultrapassando de muito as fronteiras do Brasil estabelecidas em 1750 pelo tratado de Madri (que cedia aos portugueses terras a oeste do meridiano de Tordesilhas, antes pertencentes aos espanhóis). Quando o Governo boliviano tentou impor tarifas às mercadorias entradas e saídas da região, seus habitantes rebelaram-se e, liderados por Plácido de Castro, foram vitoriosos em diversos choques armados. Em 1903, o Tratado de Petrópolis solucionou os conflitos: o Brasil ficava com o Acre, comprometendo-se a indenizar a Bolívia com a quantia de 2 milhões de libras e a construir a Estrada de Ferro Madeira - Mamoré, facilitando o escoamento dos produtos bolivianos. Com o declínio da borracha, nos anos, 20, o Acre sofreu um esvaziamento demográfico: em 1920 possuía 92 379 habitantes, que se reduziram a apenas 80 000 em 1940. Em 1980, os acreanos somavam 301 303 habitantes, e a taxa de crescimento era a menor de toda a região Norte. Mais de 1/3 da população do Estado se concentra na capital, Rio Branco, que tinha 117 103 habitantes em 1980 e funciona como centro comercial de uma vasta área que se estende além dos limites estaduais.
Extrativismo e subsistência
O pequeno
crescimento demográfico do Acre é conseqüência de seus problemas econômicos. Ao
contrário dos demais Estados, é o único
que ainda depende do extrativismo vegetal. É o primeiro produtor nacional de
borracha e o terceiro de castanha-do-pará. A agricultura, baseada no cultivo de
mandioca, arroz, milho e feijão, é praticada apenas ao redor de Rio Branco e
Cruzeiro do Sul, para consumo local. A pecuária, embora esteja ocupando as
terras, serve ao desenvolvimento de superlatifúndios ligados a grandes grupos
econômicos do sudeste e sul do país. Donos de vastas extensões de terra chegam
a transformar a mata em pastos (expulsando "posseiros" que vivem do
extrativismo), mas ainda não há estradas que tornem viáveis a importação de
gado e o comércio de carne e outros produtos da pecuária (como o leite e o
queijo).
9 ESTADOS - AMAPÁ
Geografia
Localização: extremo norte do país.
Área: 143.453,7 km².
Relevo: planície com mangues e lagoas no litoral; depressões na maior parte, interrompidas por planaltos residuais.
Ponto mais elevado: serra Tumucumaque (701 m ).
Rios principais: Amazonas, Jari, Oiapoque, Araguari, Maracá
Vegetação:mangues litorâneos, campos gerais, Floresta Amazônica.
Clima: equatorial.
Nº de Municípios: 16 (1999).
Municípios mais populosos: Macapá (256.033), Santana (81.949), Laranjal do Jari (27.671), Mazagão (12.989, Oiapoque (11.449), Porto Grande (8.384), Vitória do Jari (7.589), Amapá (6.298), Calçoene (6.014), Tartarugalzinho (4.543) (est. 1999).
Hora local: a mesma
Habitante: amapaense.
População: 439.781 (est. 1999).
Densidade: 3,06 hab. / km².
Crescimento demográfico: 5,3% ao ano (1991 - 1996).
Migração interna: 31,11% (1997).
IDH: 0,79 (1996).
Mortalidade infantil: 31,87% (1998).
Médicos:6,54 por 10 mil hab. (1999).
Leitos hospitalares: 1,8 por mil hab. (1999).
Hospital públicos: 17 (1999)
Criança de 7 a 14 anos fora da escola:10,3% (1996).
Matrículas no ensino infantil: 8.974
Matrículas no ensino fundamental: 126.679 (1999)
Matrículas no ensino médio: 28.599 (1999).
Matrículas no ensino superior: 2.713 (1998).
Analfabetismo: 12,98% (1996).
Governador: João Alberto Capiberibe (PSB)
Tel. Governo de Estado:
End. Internet: www.amapa.gov.br
Tel: Assembléia Legislativa:
Senadores: (3):
Gilvan Borges PMDB
José Sarney (1) PMDB
Sebastião Rocha PDT
Deputados federais (8):
Antônio Feijão PSDB
Badu Picanço PSDB
Benedito Dias PPB
Eduardo Seabra PTB
Evandro Milhomen PSB
Fátima Pelaes PSDB
Jurandil Juarez PMDB
Sérgio Barcellos PFL
Deputados estaduais :(24)
Eleitores: 213.289 (1998)
Capital Macapá (Zona Franca)
Data de fundação: 4/2/1758
Altitude: 16 m
Área: 6.562,4 km²
Atividades Econômicas: extração e Comércio
Cotas de Compras: Individual
Casal
Distâncias: Brasília 1.783 km e Belém 600 km.
Habitante: macapaense.
População: 256.033 (est. 1999).
Prefeito: Anníbal Barcelos (PFL).
CEP: 68.976-000
Tel. Prefeitura:
End.
Internet:
Tel.
Câmara:
End.
Internet:
Telefonia:
Macapá, única
capital brasileira na margem esquerda do rio Amazonas, é cortada pela linha do
Equador, que divide os hemisférios Norte e Sul. O nome Macapá é uma variação de
Macapa-ba, que significa "estância das
macabas", um fruto gorduroso originário da bacabeira, uma palmeira
nativa da região. Há dez anos Macapá era conhecida apenas como sede administrativa
do território do Amapá. Hoje, além de capital estadual, é um pólo turístico e
comercial em franca expansão. Esse crescimento aconteceu depois da criação da
Área de livre Comércio, que trouxe consideráveis vantagens econômicas para a
região. Com isto, muitos empresários se mudaram para lá. Em 1995, as 64 empresas importadas
instaladas na cidade faturaram US$ 35 milhões, gerando cerca de 4 mil empregos
diretos e indiretos. A cota para as compras de mercadorias importadas isentas
de impostos é de R$ 4 mil, o que atrai visitantes, todos os dias.
9 ESTADOS - Amapá
Com o nome de
capitania da Costa do Cabo Norte, a região sofreu invasões de ingleses e
holandeses, expulsos pelos portugueses.
No século 18 a França reivindicou a posse da área. O Tratado de Utrecht, de
1713, estabeleceu os limites entre os Brasil e a Guiana Francesa, que não foram
respeitados pelos franceses. A descoberta do ouro e a valorização da borracha
no mercado internacional, durante o século 19, promoveram o povoamento do Amapá
e acirraram as disputas territoriais, mas em 1° de maio de 1900, a comissão de
Arbitragem de Genebra concedeu a posse do território ao Brasil, incorporado ao
Pará com o nome de Araguai. Em 1943
tornou-se território federal batizado como Amapá. A descoberta de ricas jazidas
de manganês na Serra do Navio, em 1945, revolucionou a economia local. Em 5 de
outubro de 1998 foi elevado à categoria de estado.
No período colonial, o território foi disputado por espanhóis, holandeses e ingleses. Só em 1858, durante o Império, com a criação da freguesia de Nossa Senhora do Carmo - que em 1890 deu origem ao município de Boa Vista do Rio Branco, integrado ao Estado do Amazonas -, a ocupação da região fica garantida. Em 1904, com o término da disputa territorial com a Inglaterra, o Brasil perdeu as terras do Pirara, ao norte. Em 1943, com o desmembramento de uma área do Amazonas, foi criado o território federal do Rio Branco. Em 1962, a denominação foi alterada para Roraima, expressão indígena que significa "monte verde". Em 1980, a administração do território sofreu reformulação, visando a transformá-lo em Estado.
O estado do Amapá, com uma área de 143.454 km², está localizado na região Norte. A baixa densidade demográfica do território (1,66 habitante por km²) permitiu que a floresta amazônica - que recobre todo o oeste e o centro do território - se mantivesse quase inalterada. Na verdade, a maior parte da população se encontra na região leste: apenas duas áreas do planalto central e ocidental, dominando pelas cristas montanhosas da serra do Tumucumaque, foram efetivamente ocupadas - a região das nascentes do rio Caciporé e a região da Serra do Navio. Os principais municípios do território são Macapá (a capital), Mazagão, Amapá e Calçoene. Macapá localiza-se na margem esquerda do rio Amazonas e tinha cerca de 168 839 habitantes em 1985 (estimativa). Dispersas pela planície litorânea, a pecuária e a agricultura se destinam quase exclusivamente ao consumo local. A grande fonte de riqueza do Amapá é a exploração mineral. Na década de 50, a Indústria e comércio de Minérios S.A. (Icomi, associação do Grupo Antunes com a empresa norte-americana Bethlehem Steel) se tornou proprietária dos 40 milhões de toneladas de manganês da Serra do Navio, a 200 km de Macapá. Em 25 anos de exploração intensiva, as reservas caíram para 8 milhões de toneladas. Para fornecer energia à Icomi ( e à cidade de macapá), foi construída a hidrelétrica Coaracy Nunes, proxima à Serra do Navio, com capacidade para gerar 70 000 kw. Como há sobra de energia (poucos consumidores), Macapá tornou-se a cidade mais bem iluminada do país, com quase 8 000 luminárias. Para manter as turbinas em funcionamento, em 1980 a hidrelétrica era obrigada a descarregar nos rios as sobras de energia (cerca de 20 000 kw/h).
9 ESTADOS - Amapá
A ocupação do território
No período colonial, o território foi disputado por espanhóis, holandeses e ingleses. Só em 1858, durante o Império, com a criação da freguesia de Nossa Senhora do Carmo - que em 1890 deu origem ao município de Boa Vista do Rio Branco, integrado ao Estado do Amazonas -, a ocupação da região fica garantida. Em 1904, com o término da disputa territorial com a Inglaterra, o Brasil perdeu as terras do Pirara, ao norte. Em 1943, com o desmembramento de uma área do Amazonas, foi criado o território federal do Rio Branco. Em 1962, a denominação foi alterada para Roraima, expressão indígena que significa "monte verde". Em 1980, a administração do território sofreu reformulação, visando a transformá-lo em Estado.
O estado do Amapá, com uma área de 143.454 km², está localizado na região Norte. A baixa densidade demográfica do território (1,66 habitante por km²) permitiu que a floresta amazônica - que recobre todo o oeste e o centro do território - se mantivesse quase inalterada. Na verdade, a maior parte da população se encontra na região leste: apenas duas áreas do planalto central e ocidental, dominando pelas cristas montanhosas da serra do Tumucumaque, foram efetivamente ocupadas - a região das nascentes do rio Caciporé e a região da Serra do Navio. Os principais municípios do território são Macapá (a capital), Mazagão, Amapá e Calçoene. Macapá localiza-se na margem esquerda do rio Amazonas e tinha cerca de 168 839 habitantes em 1985 (estimativa). Dispersas pela planície litorânea, a pecuária e a agricultura se destinam quase exclusivamente ao consumo local. A grande fonte de riqueza do Amapá é a exploração mineral. Na década de 50, a Indústria e comércio de Minérios S.A. (Icomi, associação do Grupo Antunes com a empresa norte-americana Bethlehem Steel) se tornou proprietária dos 40 milhões de toneladas de manganês da Serra do Navio, a 200 km de Macapá. Em 25 anos de exploração intensiva, as reservas caíram para 8 milhões de toneladas. Para fornecer energia à Icomi ( e à cidade de macapá), foi construída a hidrelétrica Coaracy Nunes, próxima à Serra do Navio, com capacidade para gerar 70 000 kw. Como há sobra de energia (poucos consumidores), Macapá tornou-se a cidade mais bem iluminada do país, com quase 8 000 luminárias. Para manter as turbinas em funcionamento, em 1980 a hidrelétrica era obrigada a descarregar nos rios as sobras de energia (cerca de 20 000 kw/h).
9 ESTADOS - Amapá
Geopolítica da integração
Se o Amapá, com a foz do conhecido e sempre citado rio Oiapoque, perdeu o título de ponto mais setentrional do País para o até recentemente desconhecido monte Caburaí, em Roraima, poderá ganhar agora um novo destaque nacional e até internacional. O estado tem condições geopolíticas e de infra-estrutura para tornar-se ponta-de-lança do Mercosul no extremo norte do subcontinente sul-americano numa aliança com a União Européia. As negociações estão em andamento. Em recente Encontro Bilateral Amapá-Guiana Francesa, foram lançadas as bases para a criação da Agência Mercorope. Um nome que simbolizar uma possível associação entre o Mercosul e a União Européia por meio da Guiana Francesa e do governo francês. Do ponto de vista geopolítico, numa época de globalização, a integração da economia do Brasil e do Amapá com os países vizinhos está evoluindo rapidamente. Para isso contribui a rede de rodovias pavimentadas Interligando cidades brasileiras como Amapá, Boa Vista e Manaus e todas as Guianas, e estendendo o asfalto até Caracas, na Venezuela. O porto de Amapá, um dos mais bem-equipados do País, está passando por reformas para ampliar sua capacidade de estocagem e movimentação de mercadorias, podendo tornar-se o principal ponto de distribuição de grandes cargas nas operações de comércio exterior entre o Amapá e a Guiana Francesa, e futuramente com a União Européia e até com o Nafta, o mercado comum dos Estados Unidos, do Canadá e do México. Diante do fato consumado da globalização da economia, o Brasil dispõe de vários pontos estratégicos no Norte e no Nordeste, além de estradas com destino a portos do Pacífico para embarcar Commodities e produtos industrializados para os principais mercados do mundo. Um desses pontos é o Amapá.
Retrato do Consumo
Quem é, o que consome e quanto gasta o amapaense. Um levantamento sem similar, feito especialmente para esta edição.
O Amapá tem 0,169% do poder de compra das famílias brasileiras, a soma do que consomem e do que investem em bens duráveis. Isso corresponde a US$ 1,049 bilhão/ano
Castanhas à francesa
Os pequenos produtores amapaense de castanha-do-pará estão ganhando o mundo. Organizados em cooperativas desde o início da década de 1990, eles compraram uma usina de beneficiamento que estava prestes a fechar no sul do estado e realizaram neste ano a primeira exportação: sete toneladas de castanhas para a França. Eles apostam que esse volume crescerá no próximo ano. Concentrados na região de Laranjal do Jari, na divisa com o Pará, onde o potencial de produção está avaliado entre 80 e 100 mil toneladas por ano de castanhas com casca, os produtores do Amapá estão conseguindo elevar a quantidade e a cotação de sua produção. Para se Ter uma idéia, quilos do produto que há cerca de dez anos eram trocados por um litro de leite no extremo norte do Brasil, hoje são negociados por R$ 25 a R$ 30. Isso se deu depois que produtores abandonaram a postura puramente extrativista e passavam a se preocupar com o desenvolvimento sustentável da região. Fato que atraiu a atenção de algumas indústrias francesas, que estão comparando a produção das cooperativas Axtex-Ca, Axtex-Ma, Comaru e Comaja para extrair óleo da castanha, utilizado em larga escala na confecção de cosméticos. "O resultado tem sido tão animador que no máximo em dois anos será instalada na região uma fábrica de óleo", diz José Ramalho de Oliveira, secretário de Planejamento do Amapá. Uma das empresas que não quer perder tempo nem mercado é a Provance Regine, que está investindo R$ 1 milhão em pesquisas para avaliar o potencial e produção do mercado brasileiro.
9 ESTADOS - Amapá
Mapa de Oportunidades
Principais municípios e áreas de influência, de acordo com o potencial de mercado
Penúltimo estado brasileiro no ranking do consumo, o Amapá é dos mais rarefeitos, em termos de consumo. A concentração é tal, que 92 % do potencial de consumo ficam em apenas três municípios - Macapá, Santana e Laranja do Jari - uma situação parecida a outro estado do extremo Norte, o Acre. A capital, Macapá, isoladamente, tem 73 % do poder de compra estadual.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
0,786
O Amapá tem 0,169 % do poder de compra das famílias brasileiras, a soma do que consomem e do que investem em bens duráveis. Isso o corresponde a US$ 1,049 bilhão/ano
Poder de compra
Maior potencial Médio potencial Menor potencial
( ) Número de cidades na área de influência do município
População
Total: 401.916
Urbana: 87,12%
Rural:12,88%
População Economicamente ativa:27,83%
PIB:US$ 1,6 bilhão
PIB per capita: US$ 4,24 mil
Agricultura / Pecuária: 3,01%
Indústria:46,68%
Serviços: 50,31%
9 ESTADOS - AMAZONAS
Geografia
Localização: Centro da Região Norte
Área: 1.577.820,2 km².
Relevo: depressão na maior parte; faixa de planície perto do Rio Amazonas e planalto a L.
Ponto mais elevado: Pico da Neblina na serra Imeri (3.014 m).
Rios principais: Solimões, Amazonas, Juruá, Purus, Negro, Içá, Japurá.
Vegetação: floreta Amazônia
Clima: equatorial
Nº de Municípios: 62 (1999)
Municípios mais populosos: Manaus (1.255.049), Parintins (80.277), Manacapuru (71.007), Itacoatiara (70.314), Tefé (67.800), Coari (63.815), Maués (41.082), Tabatinga (34.659), Minicoré (33.422), Iranduba (31.846) (est. 1999)
Hora local: - 1h a L da linha Tabatinga-Porto Acre; - 2h a O.
Habitante: amazonense.
População • 2.580.860 (est. 1999)
Densidade: 1,63 hab./ km².
Crescimento demográfico: 2,6% ao ano (1991 - 1996)
Migração interna: 13,58% (1997).
IDH: 0,78 (1996).
Mortalidade infantil: 35,25‰ (1998).
Médicos: 6,52 por 10 mil hab. (1999)
Leitos hospitalares: 1,8 por mil hab. (1999)
Hospital públicos 96 (1999).
Criança de 7 a 14 anos fora da escola: 17,6% (1996).
Matrículas no ensino infantil: 1.717.542 (1999)
Matrículas no ensino fundamental: 657.393 (1999)
Matrículas no ensino médio: 109.449 (1999)
Matrículas no ensino superior: 20.096 (1998)
Analfabetismo: 9,33% (1996).
Governador : Amazonino Armando Mendes (PFL)
Tel. Governo de Estado: (92) 654-5383/654-5430/622-2840
End.
Internet: www.am.gov.br
Tel: Assembléia Legislativa: (92) 623-1200
Senadores: (3)
Bernardo Cabral PFL
Gilberto Mestrinho (1) PMDB
Jefferson Peres PDT
Deputados federais: (8)
Arthur Virgilio PSDB
Átila Lins PFL
Francisco Garcia PFL
José Mello PFL
Luiz Fernando PPB
Pauderney Avelino PFL
Silas Câmara PTB
Vanessa Grazziotin PC do B
Deputados estaduais: 24
Eleitores: 1.368.084 (1998)
Altitude: 92 m
Área: 11.458,5 km²
Habitante: manauara ou manauense
População: 1.255.049 (est. 1999)
Atividade Econômica:
Indústria, Comércio, Turismo, Navegação
Cotas de Compras: Individual: U$ 4.000,00
Casal: U$ 8.000,00
Prefeito: Alfredo Pereira do Nascimento (PL)
CEP: 69.000-000
Tel. Prefeitura: (92) 672-1500
End.
Internet:
Tel.
Câmara: (92) 633-1130/633-2722
End. Internet:
Telefonia: Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações: (92) 633-1040/0800-332001
Embratel – Empresa Brasileira de Telecomunicações: (92) 621-8182/622-4933
Telamazon Celular: (92) 621-9000/622-0990
Telamazon – Telecomunicações do Amazonas: (92) 621-6444
Manaus, a capital do Amazonas, está encravada no coração da selva e teve seu momento de glória entre 1890 e 1920, devido ao "ciclo da borracha". Nessa ocasião, a cidade gozou de uma prosperidade que as capitais do Sul ainda não haviam experimentado: água encanada, bondes elétricos, avenidas construídas sobre pântanos aterrados, imponentes edifícios, entre os quais o luxuoso Teatro Amazonas, o Palácio do Governo, o Mercado Municipal, o prédio da Alfândega. Mas, com a decadência do "ciclo da borracha", a economia amazonense entrou em colapso, e da noite para o dia, a cidade "ficou pobre". Em 1967 com a criação da Zona Franca, um centro de livre comércio, a cidade voltou a se destacar. Nesse local se podem comprar bens de consumo e equipamento pesado estrangeiros sem pagar impostos de importação. Por causa disso, surgiram várias indústrias (que importam peças e montam aparelhos) e o comércio prosperou. Em 1972, por exemplo, a sharp instalou na cidade a primeira fábrica de calculadores eletrônicas do país, produzindo também minicomputadores e televisores em cores. Manaus tinha, numa estimativa de 1985, 8090914 habitantes. Como a área do município é de 14 337 km², a média de habitantes por km² era de 56,49.
Pelo tratado de Tordesilhas, a região Amazônica pertencia à Espanha. No entanto, desde o começo do século 16 foi invadida pelos portugueses. As disputas com a Espanha terminaram em 750, com o Tratado de Madri, que deu a Portugal a posse definitiva da área. Em 1755 foi criada a capitania de São José do Rio Negro que, com a volta em 1832 exigiu sua autonomia, finalmente concedida em 1850. A exploração da borracha, no início do século 19, levou a riqueza para a região, mas a decadência econômica veio em seguida, com a concorrência dos produtores de borracha do Oriente. O Estado retomou seu crescimento a partir de 1950, graças aos incentivos fiscais. Em 1967 foi criada a Zona Franca de Manaus, que trouxe a industrialização.
9 ESTADOS – Amazonas
Amazonas
Pouca gente, muita água
No Amazônia, a
presença do homem quase não se reflete na paisagem. Ela se manifesta
principalmente nas pequenas clareira abertas nas margens dos rios e separadas umas
das outras por centenas de quilômetros. Essas clareiras normalmente abrigam
umas poucas fazendas, com algumas dezenas de habitantes. Mas é também na margem
dos rios - e às vezes até mesmo sobre os rios, em casas flutuantes - que se
erguem as cidades. São cidades minúsculas, com poucos milhares de habitantes,
que mesmo assim abrigam, juntamente com Manaus, 60% da população de Estado. As
principais cidades amazonenses, fora a capital, são Manacapuru, Itacoatiara,
Parintins, Coari e Careiro. Até 1930, a economia amazonense baseou-se no
extração da borracha, mas como essa indústria torna-se francamente deficitária,
o Governo estadual projetou , no início da década de 80, a implantação de 50
000 hectares de seringais de cultivo, visando à produção de 15 000 t anuais, só
nesses campos. Apesar de sofrer
concorrência da borracha sintética, a borracha natural ainda é exportada. Para
obtê-la, os seringueiros seguem, ainda
hoje, o mesmo processo utilizado no
século XIX: andam pela selva, fazendo cortes na casca da seringueira e
amarrando um pequeno canesco na árvore, para recolher a seiva (látex) que
escorreu dos cortes. O látex é depois enrolado em torno de um bastão a fumaça
de uma fogueira de lenha ("defumação"), obtendo-se "bolas"
de borracha de até 40 kg de peso. Essa
borracha é então vendida aos seringalistas (donos das terras onde estão os
seringais), que a revendem aos exportadores. Outras atividades muito importante
é a extração dos recursos florestais: madeiras, castanha-do-pará, piaçava,
guaraná etc. O principal produto da agricultura, desenvolvida nas vázeas
(sobretudo na desembocadura do rio Purus), é a juta (fibra têxtil), introduzida
pelos japoneses em 1930. O Estado do Amazonas é o maior produtor brasileiro de
juta (20 000 t em 1986). Destacam-se ainda na área da agricultura a mandioca (957 027 t em 1986) o cacau (1 150 t) e
a pimenta-do-reino (55 t). A pecuária (420 940 bovinos e 177 425 suínos em
1985) enfrenta um problema bastante sério: o gado pode ser criados nas várzeas,
mas na cheia deve ser transportado para a terra seca, onde quase não há pastos.
Assim, a melhor e mais abundante fonte de proteína - tanto para alimentar a
população como para fins de exportação - é a pesca das espécies fartas e
variadas que habitam os rios amazônicos: pirarucu, tucunaré etc.
9 ESTADOS - MARANHÃO
Localização: oeste da Região Nordeste
Área: 259.333 Km²
Relevo: costa cortada, planície litorânea com dunas e planaltos no interior
Ponto mais elevado: chapada das Mangabeiras (804 m).
Rios principais: Tocantins, Gurupi, Pindaré, Mearim, Parnaíba, Turiaçu, Itapecuru
Vegetação: mata dos Cocais a L mangues no litoral, floresta Amazônica a O, cerrado ao S.
Clima: tropical.
Nº de Municípios: 217 (1999)
Municípios mais populosos: São Luís (837.588), Imperatriz (224.564), Caxias (133.980), Timon (125.812), Codó (103.153), São José de Ribamar (98.318), Bacabal (93.121), Açailândia (87.871), Barra do Corda (71.478), Santa Inês (71.471) (est. 1999).
Hora local: a mesma.
Habitante: maranhense.
População: 5.418.349 (est. 1999)
Densidade: 16,25 hab. / Km²
Crescimento demográfico: 1,1% ao ano (1991 - 1996)
Migração interna: 8,9% (1997).
IDH: 0,55 (1996)
Mortalidade infantil: 60,27‰ (1998).
Médicos: 3,84 por 10 mil hab. (1999)
Leitos hospitalares: 4,6 por mil hab. (1999)
Hospital públicos: 356 (1999).
Criança de 7 a 14 anos fora da escola: 16,3% (1996)
Matrículas no ensino infantil: 164.282 (1999)
Matrículas no ensino fundamental: 1.653.196 (1999)
Matrículas no ensino médio: 183.398 (1999)
Matrículas no ensino superior: 20.476 (1998)
Analfabetismo: 33,12% (1996)
Governadores: Roseana Sarney Murad (PFL)
Tel. Governo de Estado: (98) 232-1633/232-3382
End.
Internet: www.ma.gov.br
Tel: Assembléia Legislativa: (98) 231-3466/232-5764
Senadores (3)
Bello Parga PFL
Édison Lobão PFL
João Alberto de Sousa (1) PMDB
Deputados federais: (18)
Albérico Filho PMDB
Antonio Joaquim Araújo PPB
Cesar Bandeira PFL
Costa Ferreira PFL
Eliseu Moura PPB
Francisco Coelho PFL
Gastão Vieira PMDB
João Castelo PSDB
José Antônio PSB
Parlamentar Partido
Mauro Fecury PFL
Neiva Moreira PDT
Nice Lobão PFL
Paulo Marinho PFL
Pedro Fernandes PFL
Pedro Noivas PMDB
Remi Trinta PST
Roberto Rocha PSDB
Sebastião Madeira PSDB
Deputados Estaduais : 42
Eleitores: 2.987.233(1998)
Data de fundação: 8/9/1612
Altitude: 24 m
Área: 813,7 Km²
Habitante: ludovicense ou são-Juisense
População: 837.588 (est. 1999)
Prefeito: Jackson Kepler Lago (PDT)
CEP: 65.000-000
Tel. Prefeitura: (98) 231-4461/231-0216
End.
Internet:
Tel.
Câmara: (98) 231-5161
End. Internet:
Telefonia: TELMA – Tele Norte Leste Participações: (98) 215-2105/215-2712
Geografia
Localização: oeste da Região Centro-Oeste
Área: 906.806,9 Km²
Relevo: planalto e chapadas no centro, planície com pântanos a oeste e depressões e planaltos residuais a N.
Ponto mais elevado: serra Manto Cristo (1.118 m)
Rios principais: Juruena, Teles Pires, Xingu, Araguaia, Paraguai, Piqueri, Cuiabá, São Lourenço das Mortes.
Vegetação: cerrado na metade leste, floresta Amazônica a NO, Pantanal a O.
Clima: Tropical
Nº de Municípios: 126 (1999)
Municípios mais populosos: Cuiabá (453.813), Várzea Grande (214.435), Rondonópolis (155.115), Cácere (74.460), Sinop (70.660), Tangará da Serra (55.956), Barra do Garças (47.686), Pontes e Lacerda (44.795), Alta Floresta (38.687), Sorriso (33.014) (est. 1999)
Hora local: - 1h
Habitante: mato-grossense.
População: 2.375.549 (est. 1999)
Densidade: 2,62 hab./km²
Crescimento demográfico: 1,9% ao ano (1991 - 1996)
Mortalidade infantil: 27,96‰ (1998)
Médicos: 6,7 por 10 mil hab. (1999)
Leitos hospitalares:2,8 por mil hab. (1999)
Hospital públicos: 169 (1999)
Criança de 7 a 14 anos fora da escola: 10,7% (1996)
Matrículas no ensino infantil: 18.996 (1999)
Matrículas no ensino fundamental: 611.367 (1999)
Matrículas no ensino médio: 92.933 (1999)
Matrículas no ensino superior:30.336 (1998)
Analfabetismo: 11,93% (1996)
Governador : Dante Martins de Oliveira (PSDB)
Tel. Governo de Estado: (65) 623-6513/623-7028/322-8111
End.
Internet: www.mt.gov.br
Tel: Assembléia Legislativa: (65) 623-0942/623-4017/623-4223
Senadores:(3)
Antero Paes de Barros (1) PSDB
Carlos Bezerra PMDB
Jonas Pinheiro PFL
Deputados federais: (8)
Celcita pinheiro PFL
Lino Rossi PSDB
Murilo Domingos PTB
Pedro Henry PSDB
Ricarte de Freitas PSDB
Teté Bezerra PMDB
Welinton Fagundes PSDB
Wilson Santos PMDB
Deputados estaduais: 24
Eleitores: 1.516.415 (1998)
Data de fundação: 8/4/1719
Altitude: 176 m
Área: 3.984,9 Km²
Habitante: cuiabano ou papa-peixe
População: 453.813 (est. 1999)
Prefeito: Roberto França Auad (PSDB).
CEP: 78.000-000
Tel. Prefeitura: (65) 322-4355/624-5000
End.
Internet:
Tel. Câmara:
(65) 624-1621/321-1813/623-4445
End. Internet:
Telefonia: Telecomunicações de Mato Grosso S/A – TELEMAT: www.telemat.net.com
Geografia
Localização: Centro da Região Norte.
Área: 1.253.164,5 km²
Relevo: planície amazônica a N, depressões e pequenos planaltos.
Ponto mais elevado: serra do Acari (906 m).
Rios principais: Amazonas, Tapajós, Xingu, Jari, Tocantins, Pará.
Vegetação: mangues no litoral, campos na Ilha de Marajó, cerrado a S e floresta Amazônica
Clima: equatorial.
Nº de Municípios: 143 (1999)
Municípios mais populosos: Belém (1.186.926), Ananindeua (400.940) Satarém (241.771), Marabá (167.795), Castanhal(127.634), Abaetetuba (111.258), Itaituba (101.320), Cametá (92.779), Bragança (87.866), Altamira (85.901) (est. 1999)
Hora local: a mesma
Habitante: paraense
População 5.886.454 (est. 1999)
Densidade: 4,69 hab./ km²
Crescimento demográfico: 2,2% ao ano (1991 - 1996)
Migração interna: 18,25% (1997)
IDH: 0,7 (1996)
Mortalidade infantil: 35,83‰ (1998)
Médicos:6,66 por 10 mil hab. (1999).
Leitos hospitalares: 1,9 por mil hab. (1999)
Hospital públicos: 208 (1999)
Crianças de 7 a 14 anos fora da escola: 14,8% (1996)
Matrículas no ensino infantil:259.171 (1999)
Matrículas no ensino fundamental: 1.631.108 (1999)
Matrículas no ensino médio: 238.954 (1999)
Matrículas no ensino superior: 38.902 (1998)
Analfabetismo: 12,41% (1996)
Governadores: Almir José de Oliveira Gabriel (PSDB)
Tel. Governo de Estado: (91) 248-1344/248-4844/248-7544
End.
Internet: www.pa.gov.br
Tel: Assembléia Legislativa: (91) 213-4200/241-2344
Senadores(3)
Ademir Andrade PSDB
Jader Barbalho PMDB
Luiz Otávio Campos(1) PPB
Deputados federais: (17)
Anivaldo Vale PSDB
Deusdeth Pantoja PFL
Elcione Barbalho PMDB
Gérson Peres PPB
Giovanni Queiroz PDT
João Batista Babá PT
Jorge Costa PMDB
José Priante PMDB
Josué Bengtson PTB
Nicias Ribeiro PSDB
Nílson Pinto PSDB
Paulo Rocha PT
Raimundo Santos PFL
Renildo Leal PMDB
Valdir Ganzer PT
Vic Pires Franco PFL
Zenaldo Coutinho PSDB
Deputado estaduais: 41
Eleitores: 3.220.778 (1998)
Data de fundação: 12/1/1616
Altitude: 10 m
Área: 1.070,1 Km²
Habitante: belenense
População: 1.186.926 (est. 1999)
Prefeito: Edmilson Brito Rodrigues (PT)
CEP: 66.000-000
Tel. Prefeitura: (91) 242-3344
End.
Internet:
Tel.
Câmara: (91) 242-5522/233-2907
End. Internet:
Telefonia: Embratel: (91) 0800-902000/216-8182/222-2200
Telemar - PA: (91) 105-1011
Telesp Celular: (91) 222-2111/222-3544
Pará: Privilegiado até na localização
Pará é um Estado privilegiado geograficamente, por se localizar numa posição estratégica na Região Norte ou Amazônica e, para efeito de planejamento econômico, na Amazônia Legal (de acordo com a SUDAM – Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia). É atravessado no extremo norte pela linha do Equador, possuindo terras, portanto, nos dois hemisférios, com predominância territorial no hemisfério sul. Limita-se ao Norte com a Guiana e o Suriname, através do Planalto das Guianas (representado pelas Serras de Acarai e Tumucumaque); a Nordeste com o Estado do Amapá (através do Rio Jarí) e com o Oceano Atlântico; a Leste, com o Estado do Maranhão (através do Rio Gurupi); a Sudeste com o Estado do Tocantins (através do Rio Araguaia); ao Sul e Sudeste com o Estado do Mato Grosso (através do Planalto Central, representado pelas Serras dos Gradaús e Cachimbo e o Rio Teles Pires); a Oeste com o Estado do Amazonas (através de uma linha imaginária e do Rio Jamundá); e no extremo Noroeste com o Estado de Roraima (através do Planalto das Guianas, representado pelo prolongamento da Serra do Acarai).
Com uma superfície de 1.253.164,5 km² é o segundo maior Estado da Federação: sua área representa 14,66% de todo o território brasileiro. Todo o litoral paraense, com 562 km de extensão, é banhado pelo Oceano Atlântico. Tem uma vegetação marcada pela variedade de espécies; uma fauna igualmente rica; inúmeros e caudalosos rios, igarapés, lagos, furos e paranás; clima quente e úmido, que varia entre meses com muita chuva e outros com menor índice pluviométrico, e um relevo dividido entre planície e áreas mais elevadas.
COORDENADAS GEOGRÁFICAS
02º37’36’’ de latitude Norte
09º50’27’’ de latitude Sul
46º03’18’’ de longitude Leste
58º53’42’’ de longitude Oeste (Greenwich)
A população paraense é estimada pelo IBGE em 5.332.187 habitantes. Até 1991, segundo o IBGE, a densidade demográfica do Estado era de 5,07 habitantes por km². As maiores concentrações populacionais estão na Região Metropolitana de Belém, nas Microrregiões de Santarém, Cametá e Guamá.
Na formação do povo, paraense predomina a influência indígena, pois sua área, desde a pré-história, foi habitada por um grande número de nativos, pertencentes a grupos diferentes. Esta influência continua a se fazer sentir não somente no seu biótipo, como também em nossa cultura, através dos ritmos, alimentação, artesanato, em suma, no nosso folclore. Ainda hoje a população indígena do Pará é bastante significativa, principalmente no extremo Norte e no Centro Sul do Estado, predominado nas áreas do Parque Indígena do Tumucumaque, nas áreas indígenas do Rio Paru d’Este e de Cuminapanema, áreas indígenas de Menkranotire, Kaiapó e Baú, além de outras dispersas, especialmente ao Sul do Rio Amazonas, entre as Bacias do Xingu e do Tocantins.
No início do século XVII chegaram os colonizadores portugueses, liderados por Francisco Caldeira Castelo Branco, que se estabeleceram na foz do Rio Guamá onde fundaram o Forte do Presépio, posteriormente denominado Forte do Castelo, marco de origem da hoje capital do Estado, Belém ou Santa Maria de Belém do Grão-Pará.
Pedro Teixeira, um dos remanescentes da expedição de Castelo Branco, conhecido como “Conquistador da Amazônia”, anos depois partiu de Belém, seguindo através do Rio Amazonas em direção às suas nascentes, percorrendo como desbravador as terras paraenses em direção ao Oeste. Seguiram-se outras expedições, fundou-se outro forte, na cidade Óbidos, no “cotovelo do Amazonas”, ponto estratégico pelo fato de aí, o grande rio apresentar sua menor largura – 1,5 km. Muitos foram aqueles que se dirigiam ao interior paraense em busca das chamadas “drogas do sertão”ou “especiarias”, destacando-se dentre elas a canela, o sândalo, o patchouli, o pau d’água etc.
Posteriormente foi o Ciclo da Borracha o responsável pela vinda de imigrantes, que se estabeleceram nos seringais, onde os seringalistas – os donos – de origem portuguesa, iniciaram o período de atração de imigrantes internos, nordestinos, que passaram a trabalhar como seringueiros – como peões – nas “estradas”da borracha. O auge do Ciclo da Borracha trouxe grandes riquezas para a Região Amazônica como um todo e, também, especialmente ao Pará. Belém transformou-se em metrópole da Amazônia, importando padrões de vida característicos da Europa. O período de 1850 – 1910 representou um marco exponencial na fisionomia e na vida de Belém – construíram-se palácios, teatro, avenidas, monumentos; traziam-se artistas famosos diretamente da Europa para apresentações não só em Belém, como na capital do vizinho Estado do Amazonas. No entanto, com a queda do Ciclo da borracha, veio a decadência, que teve como conseqüência, inclusive, uma diminuição da população no período de 1920 – 1940. Enquanto no período de 1900 – 1920 a população paraense havia mais do que duplicado, entre 1920 – 1940 ocorreu um decréscimo de cerca de 40.000 habitantes, voltando a crescer, embora em ritmo lento, no período de 1940 – 1950.
Nas décadas de 50 e 60, a população voltou a crescer, tendo como principais causas a construção de Brasília e a abertura da Belém – Brasília. No entanto, foi a partir da década de 70 que houve um maior incremento populacional, devido à implantação dos grandes projetos agropecuários e extrativistas (vegetais e minerais) que se estabeleceram no Estado, atraídos pelos incentivos fiscais da SUDAM.
Nesta época se iniciou a fixação de grandes correntes de imigrantes, principalmente no Sul e Sudeste paraenses, formadas por gaúchos, catarinenses, paranaenses, mineiros, goianos e outros, dando origem a um caldeamento étnico diversificado, tendo em vista que o paraense originariamente era formado pela mistura de índios com brancos de origem portuguesa e posteriormente pela mistura com nordestinos, com pequena influência negra. Atualmente apresentamos uma fisionomia mais diversificada, uma vez que os imigrantes provenientes do Sul são descendentes de alemães e italianos.
Embora com uma das mais baixas densidades demográficas médias do Brasil – 4,16 hab/km² - e uma população absoluta de 5.181.570 habitantes (Sinopse Preliminar do Censo Demográfico de 1991 – FIBGE), o Pará teve seu crescimento demográfico acelerado no Sul do Estado devido aos grandes projetos. Porém, as maiores concentrações ocorrem na Área Metropolitana de Belém e nas microrregiões de Santarém, Cametá e Guamá.
As estimativas para 1995, apresentam uma previsão de 5.332.187 habitantes (segundo o IBGE). No entanto, devido a uma reversão de expectativa no sucesso da implantação dos chamados “grandes projetos” e a diminuição da taxa de crescimento populacional que vem ocorrendo em todo o país, resultante do controle da natalidade, este dado tende a não se confirmar.
A falta de uma política definida de estímulo à fixação do homem no campo e, também, o já referido insucesso dos “grandes projetos”, seu início com maior intensidade, ao êxodo rural, com um grande contingente populacional deslocando-se para a capital. De acordo com o Censo de 1991, a distribuição rural/urbana da população paraense, por sexo.
Constata-se, portanto, que já há uma predominância da população urbana (52,46%). Por sua vez, enquanto que tradicionalmente há maioria, embora pequena, do sexo feminino em grande parte dos Estados brasileiros, no Pará isto não acontece, pois a população masculina é de 50,55%. Na zona rural, para onde se dirigiram as correntes migratórias do Sul e Sudeste, que constituíram mão-de-obra para os projetos agropecuários, minerais e extrativistas vegetais, esta mão-de-obra, masculina quase exclusivamente, também é responsável pela maior incidência deste sexo no interior, correspondendo a 52,59%. No entanto, na zona urbana, há mais mulheres, correspondendo a 51,29% da população urbana paraense.
A área Metropolitana de Belém, por sua vez, nas últimas décadas, sofreu um verdadeiro inchaço populacional, possuindo, de acordo com o Censo de 1991, 1.447.251 habitantes, correspondendo a 29,24% da população paraense, com uma predominância de mulheres – 755.298 (52,19%) sobre homens – 691.953 (47,81%). Este crescimento acelerado deu origem a uma série de problemas urbanos, por falta de infra-estrutura em todos aspectos, destacando-se as grandes concentrações populacionais na área das baixadas, na periferia urbana, onde o problema das invasões se agrava cada vez mais. Em sua área metropolitana – na Grande Belém – localiza-se a maior área de invasão da América Latina, no município de Ananindeua, o PAAR (sigla que homenageia os Estados do Pará, Amazonas, Acre e Roraima).
Contata-se a tendência da população brasileira em geral, que corresponde a de áreas consideradas novas/ subdesenvolvidas ou periféricas, onde há uma predominância da faixa etária de crianças e pré-adolescentes, representando 42,52% na faixa etária de 0 a 14 e de jovens e adultos até 39 anos, que constituem 40,24%, na faixa etária de 40 a 59 anos correspondem a apenas 12,35% e, acima desta idade, temos apenas 4,39%. Portanto, há uma verdadeira pirâmide, com uma base larga, esta se afunilando até chegar a um vértice estreito.
Se considerarmos que a população ativa seria a da faixa etária entre 15 e 65 anos de idade, de acordo com a realidade atual, uma vez que já existem muitas crianças e jovens no mercado de trabalho com idade inferior a 18 anos e habitantes com mais de 60 anos também, assim mesmo temos uma faixa de cerca de 50% da população ativa para sustentar os outros 50% que não o são.
Se do total de habitantes na faixa etária de 15 anos a mais, por sua vez, 24,39% são analfabetos, significa que cerca de ¼ da população ativa o é, constituindo, portanto, mão-de-obra não qualificada, que se dedica ao subemprego/ mercado informal, quando não se encontram desempregados.
Esta perfil da população paraense precisa mudar, para que se possa garantir uma transformação no panorama sócio- econômico do Estado e deixarmos de constituir fonte de exportação de matéria-prima e importação de produtos industrializados, o que representa um déficit bastante sério em nossa balança comercial e um entrave ao nosso desenvolvimento.
9 Estados - Pará
Estado regido pelas águas, o Pará se caracteriza por sua intrincada rede de rios, dominada pelo Amazonas. Rico em reservas minerais, o Pará entrou na década de 80 com duas grandes metas: desenvolver o Projeto Grande Carajás (ferro, cobre, manganês, bauxita, níquel e ouro), de que faz parte a hidrelétrica de Tucuruí, e o Projeto Jari (gado, caulim, madeira e papel).
O Estado do Pará, verdadeiro mundo de águas e florestas, ocupa uma superfície de 1.253.165 km². Sua população está distribuída, na sua maior parte, em 87 municípios, dos quais os principais são : Belém (capital do Estado, situada no rio Pará, braço sul da foz do rio Amazonas), Santarém (às margens do Tapajós) e Conceição do Araguaia (às margens do Araguaia). Belém é a mais importante cidade da região Norte do País. É através de seu porto que se escoam as riquezas da Amazônia (madeira, frutas, minérios etc.). A cidade possui diversas indústrias (metalúrgicas, tecelagens, fábricas de sapatos e de móveis etc.). O principal mercado de Belém é o Ver-o-Peso, ao lado do porto. Lá se vendem os produtos típicos da Amazônia - frutos como o cupuaçu (marrom, com cerca de 20 cm de diâmetro, próprio para fazer sucos e compotas; seu sabor é parecido com o da jaca), taperebá (pequeno fruto amarelo, de sabor agridoce, usado para fazer doces e sucos), açaí (pequenos frutos roxo, extraído da palmeira de que se obtém o palmito; serve para fazer sucos e licor), pupunha (pequenos frutos avermelhado extraído de uma palmeira; é cozido com sal, fazendo parte do café da manhã dos caboclos), jambo (vermelho, de sabor agridoce), sapoti (marrom, com gosto de caqui), graviola, manga, castanha-do-pará etc. No Ver-o-Peso pode-se comprar também uma infinidade de ervas da medicina caseira. E saborear os pratos de uma das mais famosas cozinhas típicas do Brasil - a do Norte, baseada no peixe e na mandioca : pato no tucupi (molho de mandioca temperado com jambu, uma erva picante), tacacá (sopa de mandioca com jambu e camarão seco), maniçoba (creme de folhas de mandioca com carne, servido com arroz) etc. Outra das grandes atrações de Belém é o Museu Emílio Goeldi, que possui uma importante coleção de cerâmica précabralina ( de culturas indígenas, como as de Marajó, Trombetas e Santarém, que existiam na Amazônia antes da chegada de Cabral, no século XV. O museu tem também zoológico e um jardim botânico, com animais e plantas da Amazônia. Mas a principal atração da cidade é a procissão do Círio de Nazaré, que se realiza no segundo Domingo de outubro e reúne milhares de pessoas.
O barco é o meio de transporte
Para ir a Belém fazer compras ou vender produtos (peixes, frutas da selva etc.) a população dos vilarejos do interior (geralmente mestiços de brancos com índios) utiliza canoas e barcos a motor ("gaiolinhas"). Para viagens mais longas, partem do porto de Belém imensas "gaiolas" (barcaças a motor com dois andares, providas de cabines - 1.° classe - e suportes para redes de dormir, no convés - 2.° classe). Essas embarcações é que fazem a ligação com Manaus, no Amazonas
(cinco dias de viagem). Belém está ligada a Brasília pela rodovia Belém - Brasília, e ao Nordeste pela BR - 316. A rodovia Transamazônica, partindo da cidade de Rio Branco, no Acre, corta o sul do Pará. Fora essas grandes rodovias, a principal via de locomoção da população do Pará são os rios - verdadeiras estradas de água. Afinal, o Estado é dominado pelas águas. Por ele passam o rio Amazonas e inúmeros de seus afluentes, como o Tapajós e o Xingu, na margem direita; e o Jari, o Paru, o Trombetas e o Nhamundá, na margem esquerda. Nos vilarejos do interior, situados às margens dos rios ou ilhas, as crianças usam canoas par irem à escola.
As riquezas do Pará
Os principais produtos da economia paraense são os agrícolas: juta, mandioca, arroz etc. Além disso, a floresta equatorial oferece uma infinidade de madeira de lei e vários produtos naturais: castaha-do-pará, cravo, cacau, baunilha, salsaparrilha, noz-do-pará (pixurim) etc. Em 1985, o Pará produziu 3 888 t de borracha natural (extraída das seringueiras nativas), o equivalente a 11% da produção brasileira. A pecuária paraense está concentrada nos municípios de Santarém, Oriximiná, Alenquer e Monte Alegre, e sobretudo nos campos de Marajó, totalizando 3 485 368 cabeças de gado em 1985. O Pará também é rico em minérios. A serra dos Carajás, por exemplos, tem uma serva de minério de ferro calculada em 18 bilhões de toneladas, além de cobre (1 bilhão de toneladas), manganês (56 milhões de toneladas), bauxita, níquel e ouro. O Estado ainda possui reservas de cassiterita , calcório, chumbo, diamante, caulim, carvão e cromo. Em 1980, o Governo federal começou a implantar um projeto de exploração do minério de ferro, que recebeu o nome de Projeto Grande Carajás. Com a finalidade de fornecer energia para o projeto, o Governo deu início, em 1987, à construção da hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins, a 300 km de Belém. Desde 1979, através do Projeto Jari (na divisa dos municípios de Almeirim, no norte do Pará, e Mazagão, no Amapá) e da mineração Rio do Norte (no município de Oriximiná), o Estado está produzido caulim e bauxita. O Projeto Jari, aliás, tem uma longa história: começou na década de 60, quando o empresário norte-americano Daniel Ludwig comprou na região uma área de 1 600 000 há ( isto é, 16 000 km², o que corresponde a quinze vezes o antigo Estado da Guanabara). Contando com incentivos do Governo brasileiro, Ludwig começou a explorar os minérios da região de caulim (um tipo de argila) e agropecuários: plantação de árvores para corte, arroz, criação de búfalos etc. Em 1982, o Projeto Jari foi nacionalizado, e vendido a empresários brasileiros. Em fevereiro de 1980, começava uma enlouquecida corrida ao ouro descoberto em Serra Pelada, no sul do Pará. Em poucos meses, aquelas jazidas de aluvião já tinham produzido 1 500 kg do minério. E, no médio Amazonas, a Petrobrás localizou uma das maiores bacias de sal-gema do mundo, que se estende de Monte Alegre até o Estado do Amazonas.
9 Estados - Pará
A conquista do "grande mar"
A história do Pará
começa com a vinda de uma expedição comandada pelo capitão português Francisco
Caldeira de Castelo Branco, que recebera a incumbência de fundar uma nova
capitania na região abandonada pelos franceses ( que foram expulsos por tropas
portuguesas), conhecida como França Equinocial (que incluía também as terras do
Maranhão). Assim, depois de costear o litoral entre São Luís e a foz do
Tocantins, Castelo Branco fundou, em janeiro de 1616, o forte do Presépio, que
daria origem á cidade de Nossa Senhora de Belém, núcleo da nova capitania do
Grão-Pará, Esse nome foi tirado parcialmente do tupi pa'ra ("mar"):
denominação que os índios davam ao braço direito do rio Amazonas, que se alarga
muito ao confluir com Tocantins. Daí o nome da capitania: Grão-Pará
("grande mar"). Belém funcionou durante trinta anos como centro
avançado da civilização ibérica (Portugal e Espanha estavam unificados desde
1580), em luta com os invasores franceses, holandeses e ingleses. A partir de meados do século XVII, a economia
paraense firmou-se com a exportação de cana-de-açúcar, algodão, café
(introduzido na região - e no Brasil - em 1727, por Francisco de Melo Palheta,
que trouxe mudas das Guiana Francesa) e cacau. A escassez de mão-de-obra, no
entanto, gerava graves conflitos entre os jesuítas e os colonos, na disputa
pela utilização do trabalho indígena. Em julho de 1661, um desses conflitos
terminou com a prisão e expulsão do padre português Antônio Vieira (famoso pela
qualidade literária de seus sermões) e de vários outros jesuítas. No século
XIX, Belém já apresentava aspecto de grande centro urbano, beneficiando-se do
esplendor do "ciclo da borracha", também obtida na região. São
testemunhos desse período imponentes edifícios, como o Teatro da Paz.
9 ESTADOS - RONDÔNIA
Geografia
Localização: oeste da Região Norte.
Área: 238.512,8Km²
Relevo: planície a O, depressões e pequenos planaltos a N, planalto a SE.
Ponto mais elevado: serra dos Pacaás (1.126m)
Rios principais: Madeira, Ji-Paraná, Guaporé, Marmoré
Vegetação:floresta Amazônica e cerrado a oeste
Clima: equatorial
Nº de Municípios:52 (1999)
Municípios mais populosos: Porto Velho (309.750), Ji-Paraná (93.346), Cacoal (75.171), Ariquemes (73.228), Jaru (47.126), Vilhena (46.482), Rolim de Moura (43.699), Ouro Preto do Oeste (40.443), Guajará-Mirim (39.853), Pimenta Bueno (31.710) (est. 1999).
Hora local: 1h
Habitante: rondoniano.
População 1.296.856 (esta 1999)
Densidade:5,44 hab. /Km²
Crescimento demográfico: 1,5% ao ano (1991 - 1996)
Migração interna:57,84% (1997)
IDH: 0,82 (1996)
Mortalidade infantil: 34,76‰ (1998)
Médicos: 4,62 por 10 mil hab. (1999)
Leitos hospitalares: 2,6 por mil hab. (1999)
Hospitais públicos: 90 (1999)
Educação crianças de 7 a 14 anos fora da escola: 14,9% (1999)
Matrículas no ensino infantil: 2.276 (1999)
Matrículas no ensino fundamental: 322.870 (1999)
Matrículas no ensino médio: 45.674 (1999)
Matrículas no ensino superior: 9.306 (1998)
Analfabetismo: 7,58% (1996)
Governador: José de Abreu Bianco (PFL)
Tel. Governo de Estado: (69) 223-1176
End. Internet:
Tel: Assembléia Legislativa: (69) 224-7600/224-4898
Senadores: (3)
Amir Lando (1) PMDB
Ernandes Amorim PPB
Moreira Mendes PFL
Deputados federais: (8)
Agnaldo Muniz PDT
Confúcio Moura PMDB
Eurípedes Miranda PDT
Expedito Júnior PFL
Marinha Raupp PSDB
Nilton Capixaba PTB
Oscar Andrade PFL
Sérgio Carvalho PSDB
Deputados estaduais: 24
Eleitores: 836.179 (1998)
Capital Porto Velho
Data de fundação: 2/10/1914
Altitude: 85 m
Área: 34.209,5 Km²
Habitante: porto-velhense
População: 309.750 (est. 1999)
Prefeito: Carlos Alberto de Azevedo Camurça (PDT)
CEP: 78.900-000
Tel. Prefeitura: (65) 224-5943/224-6228/224-6317
End.
Internet:
Tel.
Câmara: (65) 225-1785/225-1716/225-1160
End. Internet:
Telefonia: TELERON – Tele Centro Sul: (65) 105-4111/105-4114
Uma história de desbravamento
Até o século XX, a região
do Estado de Rondônia, no oeste da Amazônia, era praticamente desconhecida dos
brasileiros. Antes disso, apenas alguns bandeirantes procuraram explorá-la, em
busca de ouro e pedras preciosas. A trilha dos bandeirantes foi retomada em
1907 por um major do corpo engenharia militar, Cândido Mariano da Silva Rondon,
encarregado de estender o telégrafo de Cuiabá para o alto Purus e o alto Juruá.
A primeira expedição de Rondon foi atacada pelos índios nhambiquaras, em
outubro daquele ano, às margens do rio Juruena. Rondon foi obrigado a recuar ,
mas voltou nos anos seguintes, até completar sua missão. Ele se recusava a
atacar a população indígena. Pelo contrário, procurava por todo os meios
protegê-la. "Morrer, se necessário. Matar, nunca", era seu lema. Embora
a população de Porto Velho tenha aumentado cerca de 60% entre 1970 e 1980 (de
84 048 para 133 898 habitantes), ela ainda não possui um comércio desenvolvido.
A indústria, em fase de implantação, abrange apenas alguns estabelecimentos de
preparação de borracha, serrarias, olarias e fábricas de mosaicos.
Porto Velho e a estrada de ferro
As origens de Porto Velho estão ligadas à construção da Estrada de Ferro Madeira - Mamoré, iniciada em 1907, como parte do acordo firmado entre Brasil e Bolívia, no momento da compra do Acre (1903). Essa ferrovia foi construída pela empresa norte-americana May Jechyl & Randolph (do magnata Percival Farquhar) para escoar a produção de borracha da região a oeste do rio Madeira, que lá não é navegável, devido às corredeiras. Partindo de Guajará-Mirim (na fronteira com a Bolívia), a ferrovia percorria mais de 300 km em território brasileiro, na direção leste, acompanhando o rio Madeira até o trecho em que ele se torna navegável. Nesse trecho, a borracha era embarcada me navios que a levavam ao Atlântico, através do Amazonas. Esse pequeno porto é que deu origem a Porto Velho. Inicialmente, a vila de Porto Velho foi sendo povoado pelos próprios funcionários da Madeira - Mamoré e por comerciantes de borracha. Mas o desenvolvimento foi tão rápido que a vila foi elevada à categoria de cidade já em 1919
9 ESTADOS – Rondônia
Em dezembro de 1981, uma nova estrela passou
a brilhar na bandeira do Brasil. Trata-se de Rondônia, o 23.° Estado da
federação, uma terra cheia de aventuras e aventureiros em busca das riquezas
naturais que o Estado oferece: madeira, cacau, ouro, borracha e as preciosas
minas de estanho.
Desmembrado do Estado de Mato Grosso, foi criado, em 1943, o território de Guaporé. Em 1956, passou a se chamar Rondônia, em homenagem a Rondon, o grande desbravador dos sertões mato-grossenses. Finalmente, a 22 de dezembro de 1981, Rondônia tornou-se o 23.° Estado brasileiro. Sua área 238513 km²) é mais ou menos equivalente à do Reino Unido e à do Estados de São Paulo. Porto Velho, a capital, situa-se às margens do rio Madeira. Liga-se a Guajará-Mirim por ferrovia e a Cuiabá por rodovia. O clima é quente e úmido, e a temperatura média anual é de 26°C. O grande número de rios navegáveis facilita o transporte, beneficiando a indústria extrativista, base da economia do Estado.
Borracha e estanho
Em 1970, Rondônia
tinha 111.064 habitantes. Dez anos depois, a população aumentara para mais de 490 000 pessoas. Esse crescimento
aconteceu sobretudo por causa dos projetos de colonização implementados pelo
Incra, que desde a década de 70 passou a distribuir lotes de terra aos
lavradores, estimulando várias culturas, como a de borracha, mandioca, milho,
cacau, café, arroz e feijão. De todas essas culturas a que mais recebe incentivos
é a de borracha, que obteve, em 1980, a maior parte do crédito agrícola. O
objetivo desses incentivos é rentabilizar o cultivo comercial das seringueiras,
de modo que o Brasil se torne novamente um dos principais exportadores de
borracha. Em 1960, foram descobertas ricas jazidas de cassiterita - mineral que
dá origem ao estanho. Desse modo, a extração de cassiterita passou a ser a
atividade mais importante de Rondônia, que, por sua vez, se tornou o primeiro
produtor nacional de estanho, com cerca de 8 000 t por ano. Em 1971, o Governo
federal proibiu a exploração de cassiterita por garimpeiros independentes e o
minério passou a ser lavado mecanicamente por empresas autorizadas pelo DNPM
(Departamento Nacional da Produção Mineral). A expectativa do progresso
rondoniano é tamanha, que se estima para o ano 2000 uma população de 1,5 milhão
de habitantes no Estado.
9 ESTADOS - RORAIMA
Geografia
Localização: noroeste da Região Norte.
Área: 225.116,1 km²
Relevo: planalto no N, depressões no S.
Ponto mais elevado: monte Roraima na serra do Pacaraima (2.739 m)
Rios principais: Branco, Uraricoera, Catrimani, Alalaú, Tacutu.
Vegetação: floresta Amazônia com pequena faixa de cerrado a L.
Clima: equatorial a O, tropical a L.
Nº de Municípios': 15 (1999)
Municípios mais populosos: Boa Vista (167.185), Alto Alegre (15.486), Mucajaí (11.089), Caracaraí (10.267), Cantá (9.112), Rorainópolis (8.668), Bonfim ( 6.733), Noramandia (6.378), Pacaraima (6.274), São Luiz (5.144) (est. 1999)
Hora local: - 1h
Habitante: roraimense.
População 266.922 (est. 1999)
Densidade: 1,18 hab. / km²
Crescimento demográfico: 2,6% ao ano (1991 - 1996)
Migração interna: 54,45% (1997)
IDH: 0,82 (1996)
Mortalidade infantil: 38,54‰ (1998)
Médicos: 8,69 por 10 mil hab. (1999)
Leitos hospitalares: 3 por mil hab. (1999)
Hospital públicos: 13 (1999)
Criança de 7 a 14 anos fora da escola: 10,7% (1996)
Matrículas no ensino infantil: 5.941 (1999)
Matrículas no ensino fundamental:79.277 (1999)
Matrículas no ensino médio:19.555 (1999)
Matrículas no ensino superior:3.347 (1998)
Analfabetismo: 7,21% (1996)
Governo
Governadores: Neudo Campos (PPB)
Tel. Governo de Estado:
End.
Internet: www.rr.gov.br
Tel. Assembléia Legislativa:
Senadores: (3)
Marluce Pinto PMDB
Mozarilo Cavalcanti (1) PFL
Romera Jucá PSDB
Deputados federais: (8)
Airton Cascavel PPB
Alceste Almeida PMDB
Elton Rohnelt