9 ESTADOS - ACRE

 

Geografia

 

Localização: Extremo oeste da Região Norte.

Área: 153.149,9 km².

Relevo: depressão na maior parte do território; planície estreita a N.

Ponto mais elevado: serra do Divisor ou de conta(609m).

Rios principais: Juruá, Xapuri, Purus, Taraucá, Muru, Embirá, Acré, Moa.

Vegetação: floresta Amazônica.

Clima: equatorial.

Nº de Municípios: 22 (1999).

Municípios mais populosos: Rio Branco (259.537), cruzeiro do Sul (62.691), Feijó (25.086), Taraucá (23.894), Sena Madureira (22.595), Xapuri ( 14.231), Brasiléia (13.930), Senador Guiomard (13.830), Plácido de Castro (11.911), Epitaciolândia (10.357) (est. 1999).

Hora local: 2h.

Habitante: acreano.

População: 527.937 (est. 1999).

Densidade: 3,45 hab./ km².

Crescimento demográfico: 3% ao ano (1991 - 1996).

Migração interna: 14,93% (1997).

IDH: 0,75 (1996)

 

Constituição Estadual

 

Saúde 

 

Mortalidade infantil: 44,7% (1998).

Médicos: 4,77 por 10 mil hab. (1999).

Leitos hospitalares: 2,8 por mil hab.( 1999).

Hospital públicos: 23 (1999).

 

Educação

 

Criança de 7 a 14 anos fora da escola: 20, 7% (1996).

Matrículas no ensino fundamental:144.181 (1999).

médio: 22.832 (1999).

Matrículas no ensino superior: 3.514 (1998).

Analfabetismo: 17,71% (1996).

 

Governo 

 

Governador: Jorge Viana ( PT).

Tel. Governo de Estado:

End. Internet: www.ac.gov.br

Tel. Assembléia Legislativa:

 

Senadores: (3)

 

Marina Silva      PT

Nabor Júnior     PMDB

Tião Viana (1)    PT

 

Deputados federais (8)      

 

lldefonço Cordeiro   PFL

João Tota               PPB

José Aleksandro      PFL

Márcio Bittar           PPS

Marcos Afonso        PT

Nilson Mourão         PT

Sérgio Barros         PSDB

Zila Bezerra            PFL

 

Deputados estaduais : 24.

 

Eleitores: 318.955 (1998).

 

Capital  Rio Branco

 

Data de fundação: 28/12/1882

Altitude: 153 m

Área do município: 9.962,4 Km²

Habitante: rio-branquense

População: 259.537 (1999)

Prefeito: Mauri Sérgio Moura de Oliveira (PMDB)

CEP: 69.900-000

Tel. Prefeitura Municipal:

End. Internet:

Tel. Câmara Municipal:

End. Internet:

Telefonia:

9 ESTADOS – ACRE         

 

Até o início do século 20 o Acre pertencia à Bolívia. Porém, desde o princípio do século 19, grande parte de sua população era de brasileiros que exploravam seringais e que e que, na prática, acabaram criando um território independente. Em 1899, os bolivianos tentaram assegurar o controle da área, mas o brasileiros se revoltaram. Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do tratado de Petrópolis, o Brasil recebeu a posse definitiva da região em troca de terras do Mato Grosso, do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas e do compromisso de construir a estrada de ferro Madeira-Marmoré. O Acre foi então integrado ao Brasil como território, dividido em três departamentos. Em 1920 unificando e, em 15 de junho de 1962, elevando à categoria de Estado.

 

9 ESTADOS – ACRE            

 

 

No extremo oeste da região Norte, divisa com Peru e Bolívia, 2 183 de fronteiras formam dois lados de um tosco triângulo de 153.150 km². É o Acre, Estado criado em 15 de julho de 1962. Vinte e cinco anos de pois, seu principal problema ainda é a dificuldade de contato com o resto do Brasil: em 1986, o Estado contava pouco mais de 2 000 km de rodovias.

 

No Acre, a mais importante via de Comunicação e transporte são os rios. Mas essas "estradas de água" só podem ser navegadas na época das cheias, pois durante a seca só se pode percorrê-las em canoas leves. Por isso, os principais, portos que escoam a produção acreana situam-se no Estado do Amazonas: Boca do Acre, para a bacia do rio Purus, e Eirunepé, para a do rio Juruá. Esse relativo isolamento do Acre, somado à grande extensão de suas fronteiras internacionais, tem outras conseqüências . Assim, o arroz, os óleos combustíveis, enlatados e outros industriais de Cruzeiro do Sul, segundo cidade mais populosa do Acre, vêm sobretudo de Pucallpa, no Peru, a preços bem inferiores aos do mercado brasileiro. Da mesma forma, ao longo dos 1565 km que fazem limite com o Peru, muitas são as crianças que atravessam diariamente a fronteira e aprendem espanhol nas escolas peruanas, por falta de escolas nacionais na região. Os prolongamentos orientais dos Andes peruanos vão perdendo altitude pouco a pouco. Ultrapassada a serra do Divisor, também chamada da Contamana - barreira entre as bacias dos rios Juruá e Ucayali -,já se está em terras do Brasil. Nessa região, as maiores altitudes não ultrapassam 600 m. O relevo do Acre é formado por uma vasta planície de terras firmes, de altitude entre 100 e 300 m. Não existem aí as grandes várzeas tão comuns no resto da região Norte. De modo geral, os terrenos são formados de rochas sedimentares ("areias" resultantes do desgaste de terrenos antigos). A falta de afloramentos rochosos (e o Acre é o único Estado brasileiro nessa situação) cria um problema especial: é difícil construir os alicerces das casas, calçar as ruas e conservar o piso das poucas estradas, pois o chão é "arenoso". Como em toda a Amazônia, o clima do Acre é muito quente e úmido. Ocorre, entretanto, uma curta mas nítida estação seca entre junho e agosto: durante um ou dois meses as chuvas praticamente desaparecem. Em sua maioria, os rios do Acre têm leitos estreitos e várzeas insignificantes. Os principais são o Juruá, o Puru, o Acre, o Abunã, o Iaco, o Tarauacá e o Envira. Apesar dos rios e do relevo sem acidentes, a ocupação do Acre foi dificultada pela presença de uma densa mata de terra firme, cujas árvores alcançam porte incomum no resto da região Norte.

 

Povoamento e economia

 

O povoamento do Acre foi feito principalmente por nordestinos, em fins do século passado. Em busca da borracha, subiram os cursos do Purus e do Juruá, ultrapassando de muito as fronteiras do Brasil estabelecidas em 1750 pelo tratado de Madri (que cedia aos portugueses terras a oeste do meridiano de Tordesilhas, antes pertencentes aos espanhóis). Quando o Governo boliviano tentou impor tarifas às mercadorias entradas e saídas da região, seus habitantes rebelaram-se e, liderados por Plácido de Castro, foram vitoriosos em diversos choques armados. Em 1903, o Tratado de Petrópolis solucionou os conflitos: o Brasil ficava com o Acre, comprometendo-se a indenizar a Bolívia com a quantia de 2 milhões de libras e a construir a Estrada de Ferro Madeira - Mamoré, facilitando o escoamento dos produtos bolivianos. Com o declínio da borracha, nos anos, 20, o Acre sofreu um esvaziamento demográfico: em 1920 possuía 92 379 habitantes, que se reduziram a apenas 80 000 em 1940. Em 1980, os acreanos somavam 301 303 habitantes, e a taxa de crescimento era a menor de toda a região Norte. Mais de 1/3 da população do Estado se concentra na capital, Rio Branco, que tinha 117 103 habitantes em 1980 e funciona como centro comercial de uma vasta área que se estende além dos limites estaduais.

 

 

Extrativismo e subsistência

 

O pequeno crescimento demográfico do Acre é conseqüência de seus problemas econômicos. Ao contrário dos demais Estados, é  o único que ainda depende do extrativismo vegetal. É o primeiro produtor nacional de borracha e o terceiro de castanha-do-pará. A agricultura, baseada no cultivo de mandioca, arroz, milho e feijão, é praticada apenas ao redor de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, para consumo local. A pecuária, embora esteja ocupando as terras, serve ao desenvolvimento de superlatifúndios ligados a grandes grupos econômicos do sudeste e sul do país. Donos de vastas extensões de terra chegam a transformar a mata em pastos (expulsando "posseiros" que vivem do extrativismo), mas ainda não há estradas que tornem viáveis a importação de gado e o comércio de carne e outros produtos da pecuária (como o leite e o queijo).

 

9 ESTADOS - AMAPÁ

 

Geografia 

 

Localização: extremo norte do país.

Área: 143.453,7 km².

Relevo: planície com mangues e lagoas no litoral; depressões na maior parte, interrompidas por planaltos residuais.

Ponto mais elevado: serra Tumucumaque (701 m ).

Rios principais: Amazonas, Jari, Oiapoque, Araguari, Maracá

Vegetação:mangues litorâneos, campos gerais, Floresta Amazônica.

Clima: equatorial.

Nº de Municípios: 16 (1999).

Municípios mais populosos: Macapá (256.033), Santana (81.949), Laranjal do Jari (27.671), Mazagão (12.989, Oiapoque (11.449), Porto Grande (8.384), Vitória do Jari (7.589), Amapá (6.298), Calçoene (6.014), Tartarugalzinho (4.543) (est. 1999).

Hora local: a mesma

Habitante: amapaense.

População: 439.781 (est. 1999).

Densidade: 3,06 hab. / km².

Crescimento demográfico: 5,3% ao ano (1991 - 1996).

Migração interna: 31,11% (1997).

IDH: 0,79 (1996).

 

Saúde

 

Mortalidade infantil: 31,87% (1998).

Médicos:6,54 por 10 mil hab. (1999).

Leitos hospitalares: 1,8 por mil hab. (1999).

Hospital públicos: 17 (1999)

 

Educação 

 

Criança de 7 a 14 anos fora da escola:10,3% (1996).

Matrículas no ensino infantil: 8.974

Matrículas no ensino fundamental: 126.679 (1999)

Matrículas no ensino médio: 28.599 (1999).

Matrículas no ensino superior: 2.713 (1998).

Analfabetismo: 12,98% (1996).

 

Governo 

 

Governador: João Alberto Capiberibe (PSB)

Tel. Governo de Estado:

End. Internet: www.amapa.gov.br

Tel: Assembléia Legislativa:

 

Senadores: (3):

 

Gilvan Borges      PMDB

José Sarney (1)       PMDB

Sebastião Rocha  PDT

 

Deputados federais (8):  

 

Antônio Feijão  PSDB

Badu Picanço      PSDB

Benedito Dias      PPB

Eduardo Seabra  PTB

Evandro Milhomen PSB

Fátima Pelaes        PSDB

Jurandil Juarez      PMDB

Sérgio Barcellos    PFL

 

Deputados estaduais :(24)

 

Eleitores: 213.289 (1998)

 

Capital Macapá (Zona Franca)

 

Data de fundação: 4/2/1758

Altitude: 16 m

Área: 6.562,4 km²

Atividades Econômicas: extração e Comércio

Cotas de Compras: Individual

                               Casal

Distâncias: Brasília 1.783 km e Belém 600 km.

Habitante: macapaense.

População: 256.033 (est. 1999).

Prefeito: Anníbal Barcelos (PFL).

CEP: 68.976-000

Tel. Prefeitura:

End. Internet:

Tel. Câmara:

End. Internet:

Telefonia:

 

Macapá, única capital brasileira na margem esquerda do rio Amazonas, é cortada pela linha do Equador, que divide os hemisférios Norte e Sul. O nome Macapá é uma variação de Macapa-ba, que significa "estância das  macabas", um fruto gorduroso originário da bacabeira, uma palmeira nativa da região. Há dez anos Macapá era conhecida apenas como sede administrativa do território do Amapá. Hoje, além de capital estadual, é um pólo turístico e comercial em franca expansão. Esse crescimento aconteceu depois da criação da Área de livre Comércio, que trouxe consideráveis vantagens econômicas para a região. Com isto, muitos empresários se mudaram para lá.  Em 1995, as 64 empresas importadas instaladas na cidade faturaram US$ 35 milhões, gerando cerca de 4 mil empregos diretos e indiretos. A cota para as compras de mercadorias importadas isentas de impostos é de R$ 4 mil, o que atrai visitantes, todos os dias.

9 ESTADOS -  Amapá       

 

Com o nome de capitania da Costa do Cabo Norte, a região sofreu invasões de ingleses e holandeses, expulsos pelos  portugueses. No século 18 a França reivindicou a posse da área. O Tratado de Utrecht, de 1713, estabeleceu os limites entre os Brasil e a Guiana Francesa, que não foram respeitados pelos franceses. A descoberta do ouro e a valorização da borracha no mercado internacional, durante o século 19, promoveram o povoamento do Amapá e acirraram as disputas territoriais, mas em 1° de maio de 1900, a comissão de Arbitragem de Genebra concedeu a posse do território ao Brasil, incorporado ao Pará com o nome de Araguai.  Em 1943 tornou-se território federal batizado como Amapá. A descoberta de ricas jazidas de manganês na Serra do Navio, em 1945, revolucionou a economia local. Em 5 de outubro de 1998 foi elevado à categoria de estado.

 

9  ESTADOS - Amapá

 

A ocupação do território 

 

No período colonial, o território foi disputado por espanhóis, holandeses e ingleses. Só em 1858, durante o Império, com a criação da freguesia de Nossa Senhora do Carmo - que em 1890 deu origem ao município de Boa Vista do Rio Branco, integrado ao Estado do Amazonas -, a ocupação da região fica garantida. Em 1904, com o término da disputa territorial com a Inglaterra, o Brasil perdeu as terras do Pirara, ao norte. Em 1943, com o desmembramento de uma área do Amazonas, foi criado o território federal do Rio Branco. Em  1962, a denominação foi alterada para Roraima, expressão indígena que significa "monte verde". Em 1980, a administração do território sofreu reformulação, visando a transformá-lo em Estado. 

 

O estado do Amapá, com uma área de 143.454 km², está localizado na região Norte. A baixa densidade demográfica do território (1,66 habitante por km²) permitiu que a floresta amazônica - que recobre todo o oeste e o centro do território - se mantivesse quase inalterada. Na verdade, a maior parte da população se encontra na região leste: apenas duas áreas do planalto central e ocidental, dominando pelas cristas montanhosas da serra do Tumucumaque, foram efetivamente ocupadas - a região das nascentes do rio Caciporé e a região da Serra do Navio. Os principais municípios do território são Macapá (a capital), Mazagão, Amapá e Calçoene. Macapá localiza-se na margem esquerda do rio Amazonas e tinha cerca de 168 839 habitantes em 1985 (estimativa). Dispersas pela planície litorânea, a pecuária e a agricultura se destinam quase exclusivamente ao consumo local. A grande fonte de riqueza do Amapá é a exploração mineral. Na década de 50, a Indústria e comércio de Minérios S.A. (Icomi, associação do Grupo Antunes com a empresa norte-americana Bethlehem Steel) se tornou proprietária dos 40 milhões de toneladas de manganês da Serra do Navio, a 200 km de Macapá. Em 25 anos de exploração intensiva, as reservas caíram para 8 milhões de toneladas.  Para fornecer energia à Icomi ( e à cidade de macapá), foi construída a hidrelétrica Coaracy Nunes, proxima à Serra do Navio, com capacidade para gerar 70 000 kw. Como há sobra de energia (poucos consumidores), Macapá tornou-se a cidade mais bem iluminada do país, com quase 8 000 luminárias. Para manter as turbinas em funcionamento, em 1980 a hidrelétrica era obrigada a descarregar nos rios as sobras de energia (cerca de 20 000 kw/h).

9  ESTADOS - Amapá

 

A ocupação do território 

 

No período colonial, o território foi disputado por espanhóis, holandeses e ingleses. Só em 1858, durante o Império, com a criação da freguesia de Nossa Senhora do Carmo - que em 1890 deu origem ao município de Boa Vista do Rio Branco, integrado ao Estado do Amazonas -, a ocupação da região fica garantida. Em 1904, com o término da disputa territorial com a Inglaterra, o Brasil perdeu as terras do Pirara, ao norte. Em 1943, com o desmembramento de uma área do Amazonas, foi criado o território federal do Rio Branco. Em  1962, a denominação foi alterada para Roraima, expressão indígena que significa "monte verde". Em 1980, a administração do território sofreu reformulação, visando a transformá-lo em Estado. 

 

O estado do Amapá, com uma área de 143.454 km², está localizado na região Norte. A baixa densidade demográfica do território (1,66 habitante por km²) permitiu que a floresta amazônica - que recobre todo o oeste e o centro do território - se mantivesse quase inalterada. Na verdade, a maior parte da população se encontra na região leste: apenas duas áreas do planalto central e ocidental, dominando pelas cristas montanhosas da serra do Tumucumaque, foram efetivamente ocupadas - a região das nascentes do rio Caciporé e a região da Serra do Navio. Os principais municípios do território são Macapá (a capital), Mazagão, Amapá e Calçoene. Macapá localiza-se na margem esquerda do rio Amazonas e tinha cerca de 168 839 habitantes em 1985 (estimativa). Dispersas pela planície litorânea, a pecuária e a agricultura se destinam quase exclusivamente ao consumo local. A grande fonte de riqueza do Amapá é a exploração mineral. Na década de 50, a Indústria e comércio de Minérios S.A. (Icomi, associação do Grupo Antunes com a empresa norte-americana Bethlehem Steel) se tornou proprietária dos 40 milhões de toneladas de manganês da Serra do Navio, a 200 km de Macapá. Em 25 anos de exploração intensiva, as reservas caíram para 8 milhões de toneladas.  Para fornecer energia à Icomi ( e à cidade de macapá), foi construída a hidrelétrica Coaracy Nunes, próxima à Serra do Navio, com capacidade para gerar 70 000 kw. Como há sobra de energia (poucos consumidores), Macapá tornou-se a cidade mais bem iluminada do país, com quase 8 000 luminárias. Para manter as turbinas em funcionamento, em 1980 a hidrelétrica era obrigada a descarregar nos rios as sobras de energia (cerca de 20 000 kw/h).

9  ESTADOS - Amapá

 

Geopolítica da integração

 

Se o Amapá, com a foz do  conhecido e sempre citado rio Oiapoque, perdeu o título de ponto mais setentrional do País para o até recentemente desconhecido monte Caburaí, em Roraima, poderá ganhar agora um novo destaque nacional e até internacional. O estado tem condições geopolíticas e de infra-estrutura para tornar-se ponta-de-lança do Mercosul no extremo norte do subcontinente sul-americano numa aliança com a União Européia. As negociações estão em andamento. Em recente Encontro Bilateral  Amapá-Guiana Francesa, foram lançadas as bases para a criação da Agência Mercorope. Um nome que simbolizar uma possível associação entre o Mercosul e a União Européia por meio da Guiana Francesa e do governo francês. Do ponto de vista geopolítico, numa época de globalização, a integração da economia do Brasil e do Amapá com os países vizinhos está evoluindo rapidamente. Para isso contribui a rede de rodovias pavimentadas Interligando cidades brasileiras como Amapá, Boa Vista e Manaus e todas as Guianas, e estendendo o asfalto até Caracas, na Venezuela. O porto de Amapá, um dos mais bem-equipados do País, está passando por reformas para ampliar sua capacidade de estocagem e movimentação de mercadorias, podendo tornar-se o principal ponto de distribuição de grandes cargas nas operações de comércio exterior entre o Amapá e a Guiana Francesa, e futuramente com a União Européia e até com o Nafta, o mercado comum dos Estados Unidos, do Canadá e do México. Diante do fato consumado da globalização da economia, o Brasil dispõe de vários pontos estratégicos no Norte e no Nordeste, além de estradas com destino a portos do Pacífico para embarcar Commodities e produtos industrializados para os principais mercados do mundo. Um desses pontos é o Amapá.

 

Retrato do Consumo

 

Quem é, o que consome e quanto gasta o amapaense. Um levantamento sem similar, feito especialmente para esta edição.

 

O Amapá tem 0,169% do poder de compra das famílias brasileiras, a soma do que consomem e do que investem em bens duráveis. Isso corresponde a US$ 1,049 bilhão/ano

 

Castanhas à francesa

 

Os pequenos produtores amapaense de castanha-do-pará estão ganhando o mundo. Organizados em cooperativas desde o início da década de 1990, eles compraram uma usina de beneficiamento que estava prestes a fechar  no sul do estado e realizaram neste ano a primeira exportação: sete toneladas de castanhas para a França. Eles apostam que esse volume crescerá no próximo ano. Concentrados na região de Laranjal do Jari, na divisa com o Pará, onde o potencial de produção está avaliado entre 80 e 100 mil toneladas por ano de castanhas com casca, os produtores do Amapá estão conseguindo elevar  a quantidade e a cotação de sua produção. Para se Ter uma idéia, quilos do produto que há cerca de dez anos eram trocados por um litro de leite no extremo norte do Brasil, hoje são negociados por R$ 25 a R$ 30. Isso se deu depois que produtores abandonaram a postura puramente extrativista e passavam a se preocupar com o desenvolvimento sustentável da região. Fato que atraiu a atenção de algumas indústrias francesas, que estão comparando a produção das cooperativas Axtex-Ca, Axtex-Ma, Comaru e Comaja para extrair óleo da castanha, utilizado em larga escala na confecção de cosméticos. "O resultado tem sido tão animador que no máximo em dois anos será instalada na região uma fábrica de óleo", diz José Ramalho de Oliveira, secretário de Planejamento do Amapá. Uma das empresas que não quer perder tempo nem mercado é a Provance Regine, que está investindo R$ 1 milhão em pesquisas para avaliar o potencial e produção do mercado brasileiro. 

9  ESTADOS - Amapá

 

Mapa de Oportunidades

 

Principais municípios e áreas de influência, de acordo com o potencial de mercado

 

Penúltimo estado brasileiro no ranking do consumo, o Amapá é  dos mais rarefeitos, em termos de consumo. A concentração é tal, que 92 % do potencial de consumo ficam em apenas três municípios - Macapá, Santana e Laranja do Jari - uma situação parecida a outro estado do extremo Norte, o Acre. A capital, Macapá, isoladamente, tem 73 % do poder de compra estadual.

 

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)

          0,786

O Amapá tem 0,169 % do poder de compra das famílias brasileiras, a soma do que consomem e do que investem em bens duráveis. Isso o corresponde a US$ 1,049 bilhão/ano

 

Poder de compra

Maior potencial Médio potencial Menor potencial

( ) Número de cidades na área de influência do município

 

População    

 

Total: 401.916

Urbana: 87,12%

Rural:12,88%

População Economicamente ativa:27,83%

PIB:US$ 1,6 bilhão

PIB per capita: US$ 4,24 mil

Agricultura / Pecuária: 3,01%

Indústria:46,68%

Serviços: 50,31%

9 ESTADOS - AMAZONAS

 

Geografia

 

Localização: Centro da Região Norte

Área: 1.577.820,2 km².

Relevo: depressão na maior parte; faixa de planície perto do Rio Amazonas  e planalto a L.

Ponto mais elevado: Pico da Neblina na serra Imeri (3.014 m).

Rios principais: Solimões, Amazonas, Juruá, Purus,  Negro, Içá, Japurá.

Vegetação: floreta Amazônia

Clima: equatorial

Nº de Municípios: 62 (1999)

Municípios mais populosos: Manaus (1.255.049), Parintins (80.277), Manacapuru (71.007), Itacoatiara (70.314), Tefé (67.800), Coari (63.815), Maués (41.082), Tabatinga (34.659), Minicoré (33.422), Iranduba (31.846) (est. 1999)

Hora local: - 1h a L da linha Tabatinga-Porto Acre; - 2h a O.

Habitante: amazonense.

População • 2.580.860 (est. 1999)

Densidade: 1,63 hab./ km².

Crescimento demográfico: 2,6% ao ano (1991 - 1996)

Migração interna: 13,58% (1997).

IDH: 0,78 (1996).

 

Saúde

 

Mortalidade infantil: 35,25‰ (1998).

Médicos: 6,52 por 10 mil hab. (1999)

Leitos hospitalares: 1,8 por mil hab. (1999)

Hospital públicos 96 (1999).

 

Educação

 

Criança de 7 a 14 anos fora da escola: 17,6% (1996).

Matrículas no ensino infantil: 1.717.542 (1999)

Matrículas no ensino fundamental: 657.393 (1999)

Matrículas no ensino médio: 109.449 (1999)

Matrículas no ensino superior: 20.096 (1998)

Analfabetismo: 9,33% (1996).

 

Governo

 

Governador : Amazonino Armando Mendes (PFL)

Tel. Governo de Estado: (92) 654-5383/654-5430/622-2840

End. Internet: www.am.gov.br

Tel: Assembléia Legislativa: (92) 623-1200

 

Senadores: (3)                       

 

Bernardo Cabral               PFL

Gilberto Mestrinho (1)        PMDB

Jefferson Peres                PDT

 

Deputados federais: (8)         

 

Arthur Virgilio                     PSDB

Átila Lins                            PFL

Francisco Garcia                 PFL

José Mello                          PFL

Luiz Fernando                    PPB

Pauderney Avelino              PFL

Silas Câmara                     PTB

Vanessa Grazziotin             PC do B

 

Deputados estaduais: 24

 

Eleitores: 1.368.084 (1998)

 

 

Capital Manaus

 

Data de fundação: 24/10/1848 

Altitude: 92 m

Área: 11.458,5 km²

Habitante: manauara ou manauense

População: 1.255.049 (est. 1999)

Atividade Econômica: Indústria, Comércio, Turismo, Navegação

Cotas de Compras: Individual: U$ 4.000,00

                               Casal:        U$ 8.000,00

Prefeito: Alfredo Pereira do Nascimento (PL)

CEP: 69.000-000

Tel. Prefeitura: (92) 672-1500

End. Internet:

Tel. Câmara: (92) 633-1130/633-2722

End. Internet:

Telefonia: Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações: (92) 633-1040/0800-332001

Embratel – Empresa Brasileira de Telecomunicações: (92) 621-8182/622-4933

Telamazon Celular: (92) 621-9000/622-0990

Telamazon – Telecomunicações do Amazonas: (92) 621-6444

 

Manaus, a capital do Amazonas, está encravada no coração da selva e teve seu momento de glória entre 1890 e 1920, devido ao "ciclo da borracha". Nessa  ocasião, a cidade gozou de uma prosperidade que as capitais do Sul ainda não haviam experimentado: água encanada, bondes elétricos, avenidas construídas sobre pântanos aterrados, imponentes edifícios, entre os quais o luxuoso Teatro Amazonas, o Palácio do Governo, o Mercado Municipal, o prédio da Alfândega. Mas, com a decadência do "ciclo da borracha", a economia amazonense entrou em colapso, e da noite para o dia, a cidade "ficou pobre". Em 1967 com a criação da Zona Franca, um centro de livre comércio, a cidade voltou a se destacar. Nesse local se podem comprar bens de consumo e equipamento pesado estrangeiros sem pagar impostos de importação. Por causa disso, surgiram várias indústrias (que importam peças e montam aparelhos) e o comércio prosperou. Em 1972, por exemplo, a sharp instalou na cidade a primeira fábrica de calculadores eletrônicas do país, produzindo também minicomputadores e televisores em cores. Manaus tinha, numa estimativa de 1985, 8090914 habitantes. Como a área do município  é de 14 337 km², a média de habitantes por km² era de 56,49.

 

9 ESTADOS – Amazonas  

 

Pelo tratado de Tordesilhas, a região Amazônica pertencia à Espanha. No entanto, desde o começo do século 16 foi invadida pelos portugueses. As disputas com a Espanha terminaram em 750, com o  Tratado de Madri, que deu a Portugal a posse definitiva da área. Em 1755 foi criada a capitania de São José do Rio Negro que, com a volta em 1832 exigiu sua autonomia, finalmente concedida em 1850. A exploração da borracha, no início do século 19, levou a riqueza para a região, mas a decadência econômica veio em seguida, com a concorrência dos produtores de borracha do Oriente. O Estado retomou seu crescimento a partir de 1950, graças aos incentivos fiscais. Em 1967 foi criada a Zona Franca de Manaus, que trouxe a industrialização.

9 ESTADOS – Amazonas  

 

Amazonas

 

Pouca gente, muita água

 

No Amazônia, a presença do homem quase não se reflete na paisagem. Ela se manifesta principalmente nas pequenas clareira abertas nas margens dos rios e separadas umas das outras por centenas de quilômetros. Essas clareiras normalmente abrigam umas poucas fazendas, com algumas dezenas de habitantes. Mas é também na margem dos rios - e às vezes até mesmo sobre os rios, em casas flutuantes - que se erguem as cidades. São cidades minúsculas, com poucos milhares de habitantes, que mesmo assim abrigam, juntamente com Manaus, 60% da população de Estado. As principais cidades amazonenses, fora a capital, são Manacapuru, Itacoatiara, Parintins, Coari e Careiro. Até 1930, a economia amazonense baseou-se no extração da borracha, mas como essa indústria torna-se francamente deficitária, o Governo estadual projetou , no início da década de 80, a implantação de 50 000 hectares de seringais de cultivo, visando à produção de 15 000 t anuais, só nesses campos. Apesar  de sofrer concorrência da borracha sintética, a borracha natural ainda é exportada. Para obtê-la, os seringueiros  seguem, ainda hoje,  o mesmo processo utilizado no século XIX: andam pela selva, fazendo cortes na casca da seringueira e amarrando um pequeno canesco na árvore, para recolher a seiva (látex) que escorreu dos cortes. O látex é depois enrolado em torno de um bastão a fumaça de uma fogueira de lenha ("defumação"), obtendo-se "bolas" de borracha de até  40 kg de peso. Essa borracha é então vendida aos seringalistas (donos das terras onde estão os seringais), que a revendem aos exportadores. Outras atividades muito importante é a extração dos recursos florestais: madeiras, castanha-do-pará, piaçava, guaraná etc. O principal produto da agricultura, desenvolvida nas vázeas (sobretudo na desembocadura do rio Purus), é a juta (fibra têxtil), introduzida pelos japoneses em 1930. O Estado do Amazonas é o maior produtor brasileiro de juta (20 000 t em 1986). Destacam-se ainda na área  da agricultura a mandioca (957 027 t em 1986) o cacau (1 150 t) e a pimenta-do-reino (55 t). A pecuária (420 940 bovinos e 177 425 suínos em 1985) enfrenta um problema bastante sério: o gado pode ser criados nas várzeas, mas na cheia deve ser transportado para a terra seca, onde quase não há pastos. Assim, a melhor e mais abundante fonte de proteína - tanto para alimentar a população como para fins de exportação - é a pesca das espécies fartas e variadas que habitam os rios amazônicos: pirarucu, tucunaré etc.

 

9 ESTADOS - MARANHÃO

 

Geografia

 

Localização: oeste da Região Nordeste

Área: 259.333 Km²

Relevo: costa cortada, planície litorânea com dunas e planaltos no interior

Ponto mais elevado: chapada das Mangabeiras (804 m).

Rios principais: Tocantins, Gurupi, Pindaré, Mearim, Parnaíba, Turiaçu, Itapecuru

Vegetação: mata dos Cocais a L mangues no litoral, floresta Amazônica a O, cerrado ao S.

Clima: tropical.

  de Municípios: 217 (1999)

Municípios mais populosos: São Luís (837.588), Imperatriz (224.564), Caxias (133.980), Timon (125.812), Codó (103.153), São José de Ribamar (98.318), Bacabal (93.121), Açailândia (87.871), Barra do Corda (71.478), Santa Inês (71.471) (est. 1999).

Hora local: a mesma.

Habitante: maranhense.

População: 5.418.349 (est. 1999)

Densidade: 16,25 hab. / Km²

Crescimento demográfico: 1,1% ao ano (1991 - 1996)

Migração interna: 8,9% (1997).

IDH: 0,55 (1996)

 

Saúde 

 

Mortalidade infantil: 60,27‰ (1998).

Médicos: 3,84 por 10 mil hab. (1999)

Leitos hospitalares: 4,6 por mil hab. (1999)

Hospital públicos: 356 (1999).

 

Educação

 

Criança de 7 a 14 anos fora da escola: 16,3% (1996)

Matrículas no ensino infantil: 164.282 (1999)

Matrículas no ensino  fundamental: 1.653.196 (1999)

Matrículas no ensino  médio: 183.398 (1999)

Matrículas no ensino  superior: 20.476 (1998)

Analfabetismo: 33,12% (1996)

 

Governo

 

Governadores: Roseana Sarney Murad (PFL)

Tel. Governo de Estado: (98) 232-1633/232-3382

End. Internet: www.ma.gov.br

Tel: Assembléia Legislativa: (98) 231-3466/232-5764

 

Senadores (3)

 

Bello Parga                       PFL

Édison Lobão                    PFL

João Alberto de Sousa (1)    PMDB

 

Deputados federais: (18) 

 

Albérico Filho                          PMDB

Antonio Joaquim Araújo           PPB

Cesar Bandeira                       PFL

Costa Ferreira                         PFL

Eliseu Moura                           PPB

Francisco Coelho                     PFL

Gastão Vieira                          PMDB

João Castelo                           PSDB

José Antônio                           PSB

 

Parlamentar                         Partido

Mauro Fecury                         PFL

Neiva Moreira                        PDT

Nice Lobão                             PFL

Paulo Marinho                        PFL

Pedro Fernandes                    PFL

Pedro Noivas                         PMDB

Remi Trinta                            PST

Roberto Rocha                       PSDB

Sebastião Madeira                  PSDB

 

Deputados Estaduais : 42

 

Eleitores: 2.987.233(1998)

 

Capital São Luís

 

Data de fundação: 8/9/1612

Altitude: 24 m

Área: 813,7 Km²

Habitante: ludovicense ou são-Juisense

População: 837.588 (est. 1999)

Prefeito: Jackson Kepler Lago (PDT)

CEP: 65.000-000

Tel. Prefeitura: (98) 231-4461/231-0216

End. Internet:

Tel. Câmara: (98) 231-5161

End. Internet:

Telefonia: TELMA – Tele Norte Leste Participações: (98) 215-2105/215-2712

 

9 ESTADOS - Mato Grosso 

 

Geografia 

 

Localização: oeste da Região Centro-Oeste

Área: 906.806,9 Km²

Relevo: planalto e chapadas no centro, planície com pântanos a oeste e depressões e planaltos residuais a N.

Ponto mais elevado: serra Manto Cristo (1.118 m)

Rios principais: Juruena, Teles Pires, Xingu, Araguaia, Paraguai, Piqueri, Cuiabá, São Lourenço das Mortes.

Vegetação: cerrado na metade leste, floresta Amazônica a NO, Pantanal a O.

Clima: Tropical

Nº de Municípios: 126 (1999)

Municípios mais populosos: Cuiabá (453.813), Várzea Grande (214.435), Rondonópolis (155.115), Cácere (74.460), Sinop (70.660), Tangará da Serra (55.956), Barra do Garças (47.686), Pontes e Lacerda (44.795), Alta Floresta (38.687), Sorriso (33.014) (est. 1999)

Hora local: - 1h

Habitante: mato-grossense.

População: 2.375.549 (est. 1999)

Densidade: 2,62 hab./km²

Crescimento demográfico: 1,9% ao ano (1991 - 1996)

 

Saúde

 

Mortalidade infantil: 27,96‰ (1998)

Médicos: 6,7 por 10 mil hab. (1999)

Leitos hospitalares:2,8 por mil hab. (1999)

Hospital públicos: 169 (1999)

 

Educação 

 

Criança de 7 a 14 anos fora da escola: 10,7% (1996)

Matrículas no ensino infantil: 18.996 (1999)

Matrículas no ensino fundamental: 611.367 (1999)

Matrículas no ensino médio: 92.933 (1999)

Matrículas no ensino superior:30.336 (1998)

Analfabetismo: 11,93% (1996)

 

Governo

 

Governador : Dante Martins de Oliveira (PSDB)

Tel. Governo de Estado: (65) 623-6513/623-7028/322-8111

End. Internet: www.mt.gov.br

Tel: Assembléia Legislativa: (65) 623-0942/623-4017/623-4223

 

Senadores:(3) 

 

Antero Paes de Barros (1)               PSDB

Carlos Bezerra                              PMDB

Jonas Pinheiro                              PFL

 

Deputados federais: (8) 

 

Celcita pinheiro                PFL

Lino Rossi                        PSDB

Murilo Domingos              PTB

Pedro Henry                    PSDB

Ricarte de Freitas             PSDB

Teté Bezerra                    PMDB

Welinton Fagundes           PSDB

Wilson Santos                  PMDB

 

Deputados estaduais: 24

 

Eleitores: 1.516.415 (1998)

 

Capital: Cuiabá

 

Data de fundação: 8/4/1719

Altitude: 176 m

Área: 3.984,9 Km²

Habitante: cuiabano ou papa-peixe

População: 453.813 (est. 1999)

Prefeito: Roberto França Auad (PSDB).

CEP: 78.000-000

Tel. Prefeitura: (65) 322-4355/624-5000

End. Internet:

Tel. Câmara: (65) 624-1621/321-1813/623-4445

End. Internet:

Telefonia: Telecomunicações de Mato Grosso S/A – TELEMAT: www.telemat.net.com

9 ESTADOS - PARÁ 

 

Geografia

 

Localização: Centro da Região Norte.

Área: 1.253.164,5 km²

Relevo: planície amazônica a N, depressões e pequenos planaltos.

Ponto mais elevado: serra do Acari (906 m).

Rios principais: Amazonas, Tapajós, Xingu, Jari, Tocantins, Pará.

Vegetação: mangues no litoral, campos na Ilha de Marajó, cerrado a S e floresta Amazônica

Clima: equatorial.

Nº de Municípios: 143 (1999)

Municípios mais populosos: Belém (1.186.926), Ananindeua (400.940) Satarém (241.771), Marabá (167.795), Castanhal(127.634), Abaetetuba (111.258), Itaituba (101.320), Cametá (92.779), Bragança (87.866), Altamira (85.901) (est. 1999)

Hora local: a mesma

Habitante: paraense

População  5.886.454 (est. 1999)

Densidade: 4,69 hab./ km²

Crescimento demográfico: 2,2% ao ano (1991 - 1996)

Migração interna: 18,25% (1997)

IDH: 0,7 (1996)

 

Saúde

 

Mortalidade infantil: 35,83‰ (1998)

Médicos:6,66 por 10 mil hab. (1999).

Leitos hospitalares: 1,9 por mil hab. (1999)

Hospital públicos: 208 (1999)

 

Educação

 

Crianças de 7 a 14 anos fora da escola: 14,8% (1996)

Matrículas no ensino infantil:259.171 (1999)

Matrículas no ensino fundamental: 1.631.108 (1999)

Matrículas no ensino médio: 238.954 (1999)

Matrículas no ensino superior: 38.902 (1998)

Analfabetismo: 12,41% (1996)

 

Governo

 

Governadores: Almir José de Oliveira Gabriel (PSDB)

Tel. Governo de Estado: (91) 248-1344/248-4844/248-7544

End. Internet: www.pa.gov.br

Tel: Assembléia Legislativa: (91) 213-4200/241-2344

 

Senadores(3)

 

Ademir Andrade                     PSDB

Jader Barbalho                       PMDB

Luiz Otávio Campos(1)                    PPB

 

Deputados federais: (17) 

 

Anivaldo Vale             PSDB

Deusdeth Pantoja       PFL

Elcione Barbalho         PMDB

Gérson Peres              PPB

Giovanni Queiroz         PDT

João Batista Babá        PT

Jorge Costa                 PMDB

José Priante                PMDB

Josué Bengtson           PTB

Nicias Ribeiro              PSDB

Nílson Pinto                 PSDB

Paulo Rocha                PT

Raimundo Santos        PFL

Renildo Leal                PMDB

Valdir Ganzer              PT

Vic Pires Franco          PFL

Zenaldo Coutinho       PSDB

 

Deputado estaduais: 41

 

Eleitores: 3.220.778 (1998)

 

Capital Belém

 

Data de fundação: 12/1/1616

Altitude: 10 m

Área: 1.070,1 Km²

Habitante: belenense

População: 1.186.926 (est. 1999)

Prefeito: Edmilson Brito Rodrigues (PT)

CEP: 66.000-000

Tel. Prefeitura: (91) 242-3344

End. Internet:

Tel. Câmara: (91) 242-5522/233-2907

End. Internet:

Telefonia: Embratel: (91) 0800-902000/216-8182/222-2200

Telemar - PA: (91) 105-1011

Telesp Celular: (91) 222-2111/222-3544

9 ESTADOS – PARÁ

 

Pará: Privilegiado até na localização

 

Pará é um Estado privilegiado geograficamente, por se localizar numa posição estratégica na Região Norte ou Amazônica e, para efeito de planejamento econômico, na Amazônia Legal (de acordo com a SUDAM – Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia). É atravessado no extremo norte pela linha do Equador, possuindo terras, portanto, nos dois hemisférios, com predominância territorial no hemisfério sul. Limita-se ao Norte com a Guiana e o Suriname, através do Planalto das Guianas (representado pelas Serras de Acarai e Tumucumaque); a Nordeste com o Estado do Amapá (através do Rio Jarí) e com o Oceano Atlântico; a Leste, com o Estado do Maranhão (através do Rio Gurupi); a Sudeste com o Estado do Tocantins (através do Rio Araguaia); ao Sul e Sudeste com o Estado do Mato Grosso (através do Planalto Central, representado pelas Serras dos Gradaús e Cachimbo e o Rio Teles Pires); a Oeste com o Estado do Amazonas (através de uma linha imaginária e do Rio Jamundá); e no extremo Noroeste com o Estado de Roraima (através do Planalto das Guianas, representado pelo prolongamento da Serra do Acarai).

Com uma superfície de 1.253.164,5 km² é o segundo maior Estado da Federação: sua área representa 14,66% de todo o território brasileiro. Todo o litoral paraense, com 562 km de extensão, é banhado pelo Oceano Atlântico. Tem uma vegetação marcada pela variedade de espécies; uma fauna igualmente rica; inúmeros e caudalosos rios, igarapés, lagos, furos e paranás; clima quente e úmido, que varia entre meses com muita chuva e outros com menor índice pluviométrico, e um relevo dividido entre planície e áreas mais elevadas.

 

COORDENADAS GEOGRÁFICAS

02º37’36’’ de latitude Norte

09º50’27’’ de latitude Sul

46º03’18’’ de longitude Leste

58º53’42’’ de longitude Oeste (Greenwich)

 

9 ESTADOS – Pará – População

 

Perfil demográfico

 

A população paraense é estimada pelo IBGE em 5.332.187 habitantes. Até 1991, segundo o IBGE, a densidade demográfica do Estado era de 5,07 habitantes por km². As maiores concentrações populacionais estão na Região Metropolitana de Belém, nas Microrregiões de Santarém, Cametá e Guamá.

 

Na formação do povo, paraense predomina a influência indígena, pois sua área, desde a pré-história, foi habitada por um grande número de nativos, pertencentes a grupos diferentes. Esta influência continua a se fazer sentir não somente no seu biótipo, como também em nossa cultura, através dos ritmos, alimentação, artesanato, em suma, no nosso folclore. Ainda hoje a população indígena do Pará é bastante significativa, principalmente no extremo Norte e no Centro Sul do Estado, predominado nas áreas do Parque Indígena do Tumucumaque, nas áreas indígenas do Rio Paru d’Este e de Cuminapanema, áreas indígenas de Menkranotire, Kaiapó e Baú, além de outras dispersas, especialmente ao Sul do Rio Amazonas, entre as Bacias do Xingu e do Tocantins.

No início do século XVII chegaram os colonizadores portugueses, liderados por Francisco Caldeira Castelo Branco, que se estabeleceram na foz do Rio Guamá onde fundaram o Forte do Presépio, posteriormente denominado Forte do Castelo, marco de origem da hoje capital do Estado, Belém ou Santa Maria de Belém do Grão-Pará.

Pedro Teixeira, um dos remanescentes da expedição de Castelo Branco, conhecido como “Conquistador da Amazônia”, anos depois partiu de Belém, seguindo através do Rio Amazonas em direção às suas nascentes, percorrendo como desbravador as terras paraenses em direção ao Oeste. Seguiram-se outras expedições, fundou-se outro forte, na cidade Óbidos, no “cotovelo do Amazonas”, ponto estratégico pelo fato de aí, o grande rio apresentar sua menor largura – 1,5 km. Muitos foram aqueles que se dirigiam ao interior paraense em busca das chamadas “drogas do sertão”ou “especiarias”, destacando-se dentre elas a canela, o sândalo, o patchouli, o pau d’água etc.

Posteriormente foi o Ciclo da Borracha o responsável pela vinda de imigrantes, que se estabeleceram nos seringais, onde os seringalistas – os donos – de origem portuguesa, iniciaram o período de atração de imigrantes internos, nordestinos, que passaram a trabalhar como seringueiros – como peões – nas “estradas”da borracha. O auge do Ciclo da Borracha trouxe grandes riquezas para a Região Amazônica como um todo e, também, especialmente ao Pará. Belém transformou-se em metrópole da Amazônia, importando padrões de vida característicos da Europa. O período de 1850 – 1910 representou um marco exponencial na fisionomia e na vida de Belém – construíram-se palácios, teatro, avenidas, monumentos; traziam-se artistas famosos diretamente da Europa para apresentações não só em Belém, como na capital do vizinho Estado do Amazonas. No entanto, com a queda do Ciclo da borracha, veio a decadência, que teve como conseqüência, inclusive, uma diminuição da população no período de 1920 – 1940. Enquanto no período de 1900 – 1920 a população paraense havia mais do que duplicado, entre 1920 – 1940 ocorreu um decréscimo de cerca de 40.000 habitantes, voltando a crescer, embora em ritmo lento, no período de 1940 – 1950.

Nas décadas de 50 e 60, a população voltou a crescer, tendo como principais causas a construção de Brasília e a abertura da Belém – Brasília. No entanto, foi a partir da década de 70 que houve um maior incremento populacional, devido à implantação dos grandes projetos agropecuários e extrativistas (vegetais e minerais) que se estabeleceram no Estado, atraídos pelos incentivos fiscais da SUDAM.

Nesta época se iniciou a fixação de grandes correntes de imigrantes, principalmente no Sul e Sudeste paraenses, formadas por gaúchos, catarinenses, paranaenses, mineiros, goianos e outros, dando origem a um caldeamento étnico diversificado, tendo em vista que o paraense originariamente era formado pela mistura de índios com brancos de origem portuguesa e posteriormente pela mistura com nordestinos, com pequena influência negra. Atualmente apresentamos uma fisionomia mais diversificada, uma vez que os imigrantes provenientes do Sul são descendentes de alemães e italianos.

Embora com uma das mais baixas densidades demográficas médias do Brasil – 4,16 hab/km² - e uma população absoluta de 5.181.570 habitantes (Sinopse Preliminar do Censo Demográfico de 1991 – FIBGE), o Pará teve seu crescimento demográfico acelerado no Sul do Estado devido aos grandes projetos. Porém, as maiores concentrações ocorrem na Área Metropolitana de Belém e nas microrregiões de Santarém, Cametá e Guamá.

As estimativas para 1995, apresentam uma previsão de 5.332.187 habitantes (segundo o IBGE). No entanto, devido a uma reversão de expectativa no sucesso da implantação dos chamados “grandes projetos” e a diminuição da taxa de crescimento populacional que vem ocorrendo em todo o país, resultante do controle da natalidade, este dado tende a não se confirmar.

A falta de uma política definida de estímulo à fixação do homem no campo e, também, o já referido insucesso dos “grandes projetos”, seu início com maior intensidade, ao êxodo rural, com um grande contingente populacional deslocando-se para a capital. De acordo com o Censo de 1991, a distribuição rural/urbana da população paraense, por sexo.

Constata-se, portanto, que já há uma predominância da população urbana (52,46%). Por sua vez, enquanto que tradicionalmente há maioria, embora pequena, do sexo feminino em grande parte dos Estados brasileiros, no Pará isto não acontece, pois a população masculina é de 50,55%. Na zona rural, para onde se dirigiram as correntes migratórias do Sul e Sudeste, que constituíram mão-de-obra para os projetos agropecuários, minerais e extrativistas vegetais, esta mão-de-obra, masculina quase exclusivamente, também é responsável pela maior incidência deste sexo no interior, correspondendo a 52,59%. No entanto, na zona urbana, há mais mulheres, correspondendo a 51,29% da população urbana paraense.

A área Metropolitana de Belém, por sua vez, nas últimas décadas, sofreu um verdadeiro inchaço populacional, possuindo, de acordo com o Censo de 1991, 1.447.251 habitantes, correspondendo a 29,24% da população paraense, com uma predominância de mulheres – 755.298 (52,19%) sobre homens – 691.953 (47,81%). Este crescimento acelerado deu origem a uma série de problemas urbanos, por falta de infra-estrutura em todos aspectos, destacando-se as grandes concentrações populacionais na área das baixadas, na periferia urbana, onde o problema das invasões se agrava cada vez mais. Em sua área metropolitana – na Grande Belém – localiza-se a maior área de invasão da América Latina, no município de Ananindeua, o PAAR (sigla que homenageia os Estados do Pará, Amazonas, Acre e Roraima).

Contata-se a tendência da população brasileira em geral,  que corresponde a de áreas consideradas novas/ subdesenvolvidas ou periféricas, onde há uma predominância da faixa etária de crianças e pré-adolescentes, representando 42,52% na faixa etária de 0 a 14 e de jovens e adultos até 39 anos, que constituem 40,24%, na faixa etária de 40 a 59 anos correspondem a apenas 12,35% e, acima desta idade, temos apenas 4,39%. Portanto, há uma verdadeira pirâmide, com uma base larga, esta se afunilando até chegar a um vértice estreito.

Se considerarmos que a população ativa seria a da faixa etária entre 15 e 65 anos de idade, de acordo com a realidade atual, uma vez que já existem muitas crianças e jovens no mercado de trabalho com idade inferior a 18 anos e habitantes com mais de 60 anos também, assim mesmo temos uma faixa de cerca de 50% da população ativa para sustentar os outros 50% que não o são.

Se do total de habitantes na faixa etária de 15 anos a mais, por sua vez, 24,39% são analfabetos, significa que cerca de ¼ da população ativa o é, constituindo, portanto, mão-de-obra não qualificada, que se dedica ao subemprego/ mercado informal, quando não se encontram desempregados.

Esta perfil da população paraense precisa mudar, para que se possa garantir uma transformação no panorama sócio- econômico do Estado e deixarmos de constituir fonte de exportação de matéria-prima e importação de produtos industrializados, o que representa um déficit bastante sério em nossa balança comercial e um entrave ao nosso desenvolvimento.

9 Estados - Pará

 

Estado regido pelas águas, o Pará se caracteriza por sua intrincada rede de rios, dominada pelo Amazonas. Rico em reservas minerais, o Pará entrou na década de 80 com duas grandes metas: desenvolver o Projeto Grande Carajás (ferro, cobre, manganês, bauxita, níquel e ouro), de que faz parte a hidrelétrica de Tucuruí, e o Projeto Jari (gado, caulim, madeira e papel).

O Estado do Pará, verdadeiro mundo de águas e florestas, ocupa uma superfície de 1.253.165 km². Sua população está distribuída, na sua maior parte, em 87 municípios, dos quais os principais são : Belém (capital do Estado, situada no rio Pará, braço sul da foz do rio Amazonas), Santarém (às margens do Tapajós) e Conceição do Araguaia (às margens do Araguaia). Belém é a mais importante cidade da região Norte do País. É através de seu porto que se escoam as riquezas da Amazônia (madeira, frutas, minérios etc.). A cidade possui diversas indústrias (metalúrgicas, tecelagens, fábricas de sapatos e de móveis etc.). O principal mercado de Belém é o Ver-o-Peso, ao lado do porto. Lá se vendem os produtos típicos da Amazônia - frutos como o cupuaçu (marrom, com cerca de 20 cm de diâmetro, próprio para fazer sucos e compotas; seu sabor é parecido com o da jaca), taperebá (pequeno fruto amarelo, de sabor agridoce, usado para fazer doces e sucos), açaí (pequenos frutos roxo, extraído da palmeira de que se obtém o palmito; serve para fazer sucos e licor), pupunha (pequenos frutos avermelhado extraído de uma palmeira; é cozido com sal, fazendo parte do café da manhã dos caboclos), jambo (vermelho, de sabor agridoce), sapoti (marrom, com gosto de caqui), graviola, manga, castanha-do-pará etc. No Ver-o-Peso pode-se comprar também uma infinidade de ervas da medicina caseira. E saborear os pratos de uma das mais famosas cozinhas típicas do Brasil - a do Norte, baseada no peixe e na mandioca : pato no tucupi (molho de mandioca temperado com jambu, uma erva picante), tacacá (sopa de mandioca com jambu e camarão seco), maniçoba (creme de folhas de mandioca com carne, servido com arroz) etc. Outra das grandes atrações de Belém é o Museu Emílio Goeldi, que possui uma importante coleção de cerâmica précabralina ( de culturas indígenas, como as de Marajó, Trombetas e Santarém, que existiam na Amazônia antes da chegada de Cabral, no século XV. O museu tem também zoológico e um jardim botânico, com animais e plantas da Amazônia. Mas a principal atração da cidade é a procissão do Círio de Nazaré, que se realiza no segundo Domingo de outubro e reúne milhares de pessoas.

 

O barco é o meio de transporte 

 

Para ir a Belém fazer compras ou vender produtos (peixes, frutas da selva etc.) a população dos vilarejos do interior (geralmente mestiços de brancos com índios) utiliza canoas e barcos a motor ("gaiolinhas"). Para viagens mais longas, partem do porto de Belém imensas "gaiolas" (barcaças a motor com dois andares, providas de cabines - 1.° classe - e suportes para redes de dormir, no convés - 2.° classe). Essas embarcações é que fazem a ligação com Manaus, no Amazonas

(cinco dias de viagem). Belém está ligada a Brasília pela rodovia Belém - Brasília, e ao Nordeste pela BR - 316. A rodovia Transamazônica, partindo da cidade de Rio Branco, no Acre, corta o sul do Pará. Fora essas grandes rodovias, a principal via de locomoção da população do Pará são os rios - verdadeiras estradas de água. Afinal, o Estado é dominado pelas águas. Por ele passam o rio Amazonas e inúmeros de seus afluentes, como o Tapajós e o Xingu, na margem direita; e o Jari, o Paru, o Trombetas e o Nhamundá, na margem esquerda. Nos vilarejos do interior, situados às margens dos rios ou ilhas, as crianças usam canoas par irem à escola.

 

As riquezas do Pará 

 

Os principais produtos da economia paraense são os agrícolas: juta, mandioca, arroz etc. Além disso, a floresta equatorial oferece uma infinidade de madeira de lei e vários produtos naturais: castaha-do-pará, cravo, cacau, baunilha, salsaparrilha, noz-do-pará (pixurim) etc. Em 1985, o Pará produziu 3 888 t de borracha natural (extraída das seringueiras nativas), o equivalente a 11% da produção brasileira. A pecuária paraense está concentrada nos municípios de Santarém, Oriximiná, Alenquer e Monte Alegre, e sobretudo nos campos de Marajó, totalizando 3 485 368 cabeças de gado em 1985. O Pará também é rico em minérios. A serra dos Carajás, por exemplos, tem uma serva de minério de ferro calculada em 18 bilhões de toneladas, além de cobre (1 bilhão de toneladas), manganês (56 milhões de toneladas), bauxita, níquel e ouro. O Estado ainda possui reservas de cassiterita , calcório, chumbo, diamante, caulim, carvão e cromo. Em 1980, o Governo federal começou a implantar um projeto de exploração do minério de ferro, que recebeu o nome de Projeto Grande Carajás. Com a finalidade de fornecer energia para o projeto, o Governo deu início, em 1987, à construção da hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins, a 300 km de Belém. Desde 1979, através do Projeto Jari (na divisa dos municípios de Almeirim, no norte do Pará, e Mazagão, no Amapá) e da mineração Rio do Norte (no município de Oriximiná), o Estado está produzido caulim e bauxita. O Projeto Jari, aliás, tem uma longa história: começou na década de 60, quando o empresário norte-americano Daniel Ludwig comprou na região uma área de 1 600 000 há ( isto é, 16 000 km², o que corresponde a quinze vezes o antigo Estado da Guanabara). Contando com incentivos do Governo brasileiro, Ludwig começou a explorar os minérios da região de caulim (um tipo de argila) e agropecuários: plantação de árvores para corte, arroz, criação de búfalos etc. Em 1982, o Projeto Jari foi nacionalizado, e vendido a empresários brasileiros. Em fevereiro de 1980, começava uma enlouquecida corrida ao ouro descoberto em Serra Pelada, no sul do Pará. Em poucos meses, aquelas jazidas de aluvião já tinham produzido 1 500 kg do minério. E, no médio Amazonas, a Petrobrás localizou uma das maiores bacias de sal-gema do mundo, que se estende de Monte Alegre até o Estado do Amazonas.

 

9 Estados -  Pará           

 

A conquista do "grande mar"

 

A história do Pará começa com a vinda de uma expedição comandada pelo capitão português Francisco Caldeira de Castelo Branco, que recebera a incumbência de fundar uma nova capitania na região abandonada pelos franceses ( que foram expulsos por tropas portuguesas), conhecida como França Equinocial (que incluía também as terras do Maranhão). Assim, depois de costear o litoral entre São Luís e a foz do Tocantins, Castelo Branco fundou, em janeiro de 1616, o forte do Presépio, que daria origem á cidade de Nossa Senhora de Belém, núcleo da nova capitania do Grão-Pará, Esse nome foi tirado parcialmente do tupi pa'ra ("mar"): denominação que os índios davam ao braço direito do rio Amazonas, que se alarga muito ao confluir com Tocantins. Daí o nome da capitania: Grão-Pará ("grande mar"). Belém funcionou durante trinta anos como centro avançado da civilização ibérica (Portugal e Espanha estavam unificados desde 1580), em luta com os invasores franceses, holandeses e ingleses.  A partir de meados do século XVII, a economia paraense firmou-se com a exportação de cana-de-açúcar, algodão, café (introduzido na região - e no Brasil - em 1727, por Francisco de Melo Palheta, que trouxe mudas das Guiana Francesa) e cacau. A escassez de mão-de-obra, no entanto, gerava graves conflitos entre os jesuítas e os colonos, na disputa pela utilização do trabalho indígena. Em julho de 1661, um desses conflitos terminou com a prisão e expulsão do padre português Antônio Vieira (famoso pela qualidade literária de seus sermões) e de vários outros jesuítas. No século XIX, Belém já apresentava aspecto de grande centro urbano, beneficiando-se do esplendor do "ciclo da borracha", também obtida na região. São testemunhos desse período imponentes edifícios, como o Teatro da Paz.

9 ESTADOS - RONDÔNIA     

 

Geografia

 

Localização: oeste da Região Norte.

Área: 238.512,8Km²

Relevo: planície a O, depressões e pequenos planaltos a N, planalto a SE.

Ponto mais elevado: serra dos Pacaás (1.126m)

Rios principais:  Madeira, Ji-Paraná, Guaporé, Marmoré

Vegetação:floresta Amazônica e cerrado a oeste

Clima: equatorial

Nº de Municípios:52 (1999)

Municípios mais populosos: Porto Velho (309.750), Ji-Paraná (93.346), Cacoal (75.171), Ariquemes (73.228), Jaru (47.126), Vilhena (46.482), Rolim de Moura (43.699), Ouro Preto do Oeste (40.443), Guajará-Mirim (39.853), Pimenta Bueno (31.710) (est. 1999).

Hora local: 1h

Habitante: rondoniano.

População 1.296.856 (esta 1999)

Densidade:5,44 hab. /Km²

Crescimento demográfico: 1,5%  ao ano (1991 - 1996)

Migração interna:57,84% (1997)

IDH: 0,82 (1996)

 

Saúde

 

Mortalidade infantil: 34,76‰ (1998)

Médicos: 4,62 por 10 mil hab. (1999)

Leitos hospitalares: 2,6 por mil hab. (1999)

Hospitais públicos: 90 (1999)

 

Educação crianças de 7 a 14 anos fora da escola: 14,9% (1999)

 

Matrículas no ensino infantil: 2.276 (1999)

Matrículas no ensino fundamental: 322.870 (1999)

Matrículas no ensino médio: 45.674 (1999)

Matrículas no ensino superior: 9.306 (1998)

Analfabetismo: 7,58% (1996)

 

Governo

 

Governador: José de Abreu Bianco (PFL)

Tel. Governo de Estado: (69) 223-1176

End. Internet:

Tel: Assembléia Legislativa: (69) 224-7600/224-4898

 

Senadores: (3)

 

Amir Lando (1)               PMDB

Ernandes Amorim    PPB

Moreira Mendes       PFL

 

Deputados federais: (8) 

 

Agnaldo Muniz         PDT

Confúcio Moura        PMDB

Eurípedes Miranda    PDT

Expedito Júnior         PFL

Marinha Raupp         PSDB

Nilton Capixaba        PTB

Oscar Andrade          PFL

Sérgio Carvalho        PSDB

 

Deputados estaduais: 24

 

Eleitores: 836.179 (1998)

 

 

Capital Porto Velho

 

Data de fundação: 2/10/1914

Altitude: 85 m

Área: 34.209,5 Km²

Habitante: porto-velhense

População: 309.750 (est. 1999)

Prefeito: Carlos Alberto de Azevedo Camurça (PDT)

CEP: 78.900-000

Tel. Prefeitura: (65) 224-5943/224-6228/224-6317

End. Internet:

Tel. Câmara: (65) 225-1785/225-1716/225-1160

End. Internet:

Telefonia: TELERON – Tele Centro Sul: (65) 105-4111/105-4114

9 ESTADOS -  Rondônia   

 

Uma história de desbravamento

 

Até o século XX, a região do Estado de Rondônia, no oeste da Amazônia, era praticamente desconhecida dos brasileiros. Antes disso, apenas alguns bandeirantes procuraram explorá-la, em busca de ouro e pedras preciosas. A trilha dos bandeirantes foi retomada em 1907 por um major do corpo engenharia militar, Cândido Mariano da Silva Rondon, encarregado de estender o telégrafo de Cuiabá para o alto Purus e o alto Juruá. A primeira expedição de Rondon foi atacada pelos índios nhambiquaras, em outubro daquele ano, às margens do rio Juruena. Rondon foi obrigado a recuar , mas voltou nos anos seguintes, até completar sua missão. Ele se recusava a atacar a população indígena. Pelo contrário, procurava por todo os meios protegê-la. "Morrer, se necessário. Matar, nunca", era seu lema. Embora a população de Porto Velho tenha aumentado cerca de 60% entre 1970 e 1980 (de 84 048 para 133 898 habitantes), ela ainda não possui um comércio desenvolvido. A indústria, em fase de implantação, abrange apenas alguns estabelecimentos de preparação de borracha, serrarias, olarias e fábricas de mosaicos.

 

Porto Velho e a estrada de ferro 

 

As origens de Porto Velho estão ligadas à construção da Estrada de Ferro Madeira - Mamoré, iniciada em 1907, como parte do acordo firmado entre Brasil e Bolívia, no momento da compra do Acre (1903). Essa ferrovia foi construída pela empresa norte-americana May Jechyl & Randolph (do magnata Percival Farquhar) para escoar a produção de borracha da região a oeste do rio Madeira, que lá não é navegável, devido às corredeiras. Partindo de Guajará-Mirim (na fronteira com a Bolívia), a ferrovia percorria mais de 300 km em território brasileiro, na direção leste, acompanhando o rio Madeira até o trecho em que ele se torna navegável. Nesse trecho, a borracha era embarcada me navios que a levavam ao Atlântico, através do Amazonas. Esse pequeno porto é que deu origem a Porto Velho. Inicialmente, a vila de Porto Velho foi sendo povoado pelos próprios funcionários da Madeira - Mamoré e por comerciantes de borracha. Mas o desenvolvimento foi tão rápido que a vila foi elevada à categoria de cidade já em 1919

9  ESTADOS – Rondônia    

 

 

Em dezembro de 1981, uma nova estrela passou a brilhar na bandeira do Brasil. Trata-se de Rondônia, o 23.° Estado da federação, uma terra cheia de aventuras e aventureiros em busca das riquezas naturais que o Estado oferece: madeira, cacau, ouro, borracha e as preciosas minas de estanho.

 

Desmembrado do Estado de Mato Grosso, foi criado, em 1943, o território de Guaporé. Em 1956, passou a se chamar Rondônia, em homenagem a Rondon, o grande desbravador dos sertões mato-grossenses. Finalmente, a 22 de dezembro de 1981, Rondônia tornou-se o 23.° Estado brasileiro. Sua área 238513 km²) é mais ou menos equivalente à do Reino Unido e à do Estados de São Paulo. Porto Velho, a capital, situa-se às margens do rio Madeira. Liga-se a Guajará-Mirim por ferrovia e a Cuiabá por rodovia. O clima é quente e úmido, e a temperatura média anual é de 26°C. O grande número de rios navegáveis facilita o transporte, beneficiando a indústria extrativista, base da economia do Estado.

 

Borracha e estanho

 

Em 1970, Rondônia tinha 111.064 habitantes. Dez anos depois, a população aumentara para mais  de 490 000 pessoas. Esse crescimento aconteceu sobretudo por causa dos projetos de colonização implementados pelo Incra, que desde a década de 70 passou a distribuir lotes de terra aos lavradores, estimulando várias culturas, como a de borracha, mandioca, milho, cacau, café, arroz e feijão. De todas essas culturas a que mais recebe incentivos é a de borracha, que obteve, em 1980, a maior parte do crédito agrícola. O objetivo desses incentivos é rentabilizar o cultivo comercial das seringueiras, de modo que o Brasil se torne novamente um dos principais exportadores de borracha. Em 1960, foram descobertas ricas jazidas de cassiterita - mineral que dá origem ao estanho. Desse modo, a extração de cassiterita passou a ser a atividade mais importante de Rondônia, que, por sua vez, se tornou o primeiro produtor nacional de estanho, com cerca de 8 000 t por ano. Em 1971, o Governo federal proibiu a exploração de cassiterita por garimpeiros independentes e o minério passou a ser lavado mecanicamente por empresas autorizadas pelo DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral). A expectativa do progresso rondoniano é tamanha, que se estima para o ano 2000 uma população de 1,5 milhão de habitantes no Estado.

9 ESTADOS - RORAIMA 

 

Geografia

 

Localização: noroeste da Região Norte.

Área: 225.116,1 km²

Relevo: planalto no N, depressões no S.

Ponto mais elevado: monte Roraima na serra do Pacaraima (2.739 m)

Rios principais: Branco, Uraricoera, Catrimani, Alalaú, Tacutu.

Vegetação: floresta Amazônia com pequena faixa de cerrado a L.

Clima: equatorial a O, tropical a L.

Nº de Municípios': 15 (1999)

Municípios mais populosos: Boa Vista (167.185), Alto Alegre (15.486), Mucajaí (11.089), Caracaraí (10.267), Cantá (9.112), Rorainópolis (8.668), Bonfim ( 6.733), Noramandia (6.378), Pacaraima (6.274), São Luiz (5.144) (est. 1999)

Hora local: - 1h

Habitante: roraimense.

População  266.922 (est. 1999)

Densidade: 1,18 hab. / km²

Crescimento demográfico: 2,6% ao ano (1991 - 1996)

Migração interna: 54,45% (1997)

IDH: 0,82 (1996)

 

Saúde

 

Mortalidade infantil: 38,54‰ (1998)

Médicos: 8,69 por 10 mil hab. (1999)

Leitos hospitalares: 3 por mil hab. (1999)

Hospital públicos: 13 (1999)

 

Educação 

 

Criança de 7 a 14 anos fora da escola: 10,7% (1996)

Matrículas no ensino infantil: 5.941 (1999)

Matrículas no ensino fundamental:79.277 (1999)

Matrículas no ensino médio:19.555 (1999)

Matrículas no ensino superior:3.347 (1998)

Analfabetismo: 7,21% (1996)

 

Governo

 

Governadores: Neudo Campos (PPB)

Tel. Governo de Estado:

End. Internet: www.rr.gov.br

Tel. Assembléia Legislativa:

 

Senadores: (3)               

 

Marluce Pinto                                 PMDB

Mozarilo Cavalcanti (1)                                PFL

Romera Jucá                                  PSDB

 

Deputados federais: (8) 

 

Airton Cascavel                               PPB

Alceste Almeida                              PMDB

Elton Rohnelt                                  PFL

Francisco Rodrigues                        PFL

Luciano Castro                                PFL

Luís Barbosa                                   PFL

Robério Araújo                                PL

 

 

Deputados Estaduais: 24

 

Eleitores: 170.620 (1998)

 

Capital  Boa Vista

 

Data de fundação: 9/7/1890

Altitude: 85 m

Área: 5.711,9 Km²

Habitante: boa-vistense

População: 167.185 (est. 1999)

Prefeito: Ottomar de Sousa Pinto (PTB).

CEP: 69.300-000

Tel. Prefeitura:

End. Internet:

Tel. Câmara:

End. Internet:

Telefonia:

 

9 ESTADOS -  Roraima  

 

Em 1962, o antigo território de Rio Branco passou a se chamar Roraima, expressão indígena que significa "monte verde".

 

O estado de Roraima, que fica no extremo norte do país, tem uma área de 225.116 km². A maior parte da população vive na capital, Boa Vista localizada na margem direita do rio Branco. A atividade econômica mais importante da região é a pecuária. A agricultura destina-se principalmente à subsistência. O comércio nas duas principais cidades do território (Boa vista e Caracarás) é pouco desenvolvimento, reduzido-se a alguns estabelecimentos que servem apenas às populações. Em Boa Vista , para suprir o mercado de legumes , verduras, frutas e aves, a  Prefeitura, em 1980, organizou o Distrito Hortigranjeiro de Boa Vista, que já começou a dar bons resultados. Visando a estimular a colonização de Roraima, o Governo elaborou um projeto de aproveitamento do rio Contigo para a construção de uma hidrelétrica, que deveria fornecer 1 milhão de quilowatts ao território. O custo da obra estava calculado em 750 milhões de dólares. Ainda dentro desse plano, em 1981 o Governo resolveu fornecer gratuitamente aos migrantes  (principalmente nordestinos) glebas de terra de até 300 hectares. Além das terras, o Governo do território pagava as despesas de viagem e ajudava os colonos, emprestando máquinas e fornecendo financiamentos através do Banco de Roraima S.A .  Com tal plano, as autoridades pretendiam que 1,5 milhões de hectares, hoje improdutivos, passassem a produzir, elevando as rendas do território e assim, fazendo crescer cidades e trazendo progresso para a região.

9 ESTADOS - TOCANTINS 

 

Geografia

 

Localização: sudeste da Região Norte

Área: 278.420,7km²

Relevo: depressões na maior parte do território, planaltos a S e NE, planície no centro, com a ilha do Bananal

Ponto mais elevado: serra Traíras (1.340 m)

Rios principais: Tocantins, Araguaia, do sono, das Balsas, Paranã

Vegetação: floresta Amazônica a N, cerrado na maior parte do território com pequenos trechos de floresta tropical.

Clima: tropical

Nº de Municípios: 139 (1999)

Municípios mais populosos: Palmas (121.919), Araguaína (114.948), Gurupi (70.423), Porto Nacional (43.035), Paraíso do Tocantins (35.884), Colinas do Tocantins (26.628), Araguatins (24.544), Tocantinópolis (20.435), Formoso do Araguaia (20.003), Guaraí (19.795) (est. 1999)

Hora local: a mesma

Habitante: tocantinense.

População 1.134.895 (est. 1999)

Densidade: 4,07 hab. / km²

Crescimento demográfico: 2,7% ao ano (1991 - 1996)

Migração interna: 35,64% (1997)

IDH: 0,59 (1996)

 

Saúde 

 

Mortalidade infantil: 33,3‰

Médicos: 5,37 por 10 mil hab.(1999)

Leitos hospitalares: 2,6 por mil hab. (1999)

Hospitais públicos: 76 (1999)

 

Educação 

 

Crianças de 7 a 14 anos fora da escola: 11,2% (1996)

Matrículas no ensino fundamental: 356.149 (1999)

Matrículas no ensino médio: 62.691 (1999)

Matrículas no ensino superior: 7.199 (1998)

Analfabetismo: 21,18% (1996)

 

Governo 

 

Governadores: José Wilson Siqueira Campos (PFL)

Tel. Governo de Estado:

End. Internet: www.to.gov.br

Tel: Assembléia Legislativa:

 

Senadores: (3)                     

 

Carlos Patrocínio           PFL

Eduardo de Siqueira

Campos (1)                                PFL

Leomar Quintanilha       PPB

 

Deputados federais: (8)      

 

Antônio Jorge                 PTB

Darci Coelho                  PFL

Freire Júnior                   PMDB

Igor Avelino                    PMDB

João Ribeiro                   PFL

Osvaldo Reis                  PMDB

Pastor Amarildo             PPB

Paulo Mourão                 PSDB

  

Deputados Estaduais: 24

 

Eleitores:624.344 (1998)

 

Capital  Palmas

 

Data de fundação: 1/1/1990

Altitude: 230 m

Área: 2.474,9 Km²

Habitante: palmense

População: 121.919 (est. 1999)

Prefeito: Manoel Odir Rocha (PFL)

CEP: 77.000,000

Tel. Prefeitura:

End. Internet:

Tel. Câmara:

End. Internet:

Telefonia: