MEIO AMBIENTE - Floresta Nacional
Nas matas do Pará
Em proporções menores que
Mamirauã, Amanã e Jaú, a Floresta Nacional de caixuanã é outro belo referencial
de desenvolvimento sustentável. Há seis anos, a reservas do município de
Melgaço, no Pará, abriga a estação cientifica Ferreira Penna, do museu paraense
Emílio Goeldi. De lá para cá, muita coisa mudou na vida das 200 pessoas das
três comunidades abraçadas pelo projeto. Algumas ajudam os pesquisadores a
andar no mato. Outras servem de guias para os 170 ecoturistas que visitam a
reserva anualmente. Os ribeirinhos aprenderam também que poderiam lucrar com
uma atividade adicional: o artesanato de fibras de palmeiras e argila.
"Eles se orgulham disso e estão produzindo peças cada vez mais
lindas", diz coordenador do projeto, Pedro Lisboa. No universo cientifico
o sucesso não é menor. Trezentos pesquisadores brasileiros e estrangeiros já
chafurdaram nas florestas de Caxiuanã e descobriram quatro espécies de plantas,
cinco de formigas e três de besouros. A construção da base cientifica e dos
confortáveis alojamentos - onde ficam pesquisadores e turistas - custou 2,7
milhões de dólares, financiados pelo governo britânico, e os gostosos mensais
ficam em torno de 30 000 reais. Caxiuanã é mais um exemplo que a Floresta
Amazônica pode, e deve, ser bem explorada.