MEIO AMBIENTE - Desertificação
Desertificação
A agropecuária e a mineração
predatórias, além do desmatamento, têm provocado a desertificação de grandes
áreas em algumas regiões brasileiras. No Nordeste, uma extensão de terra
equivalente a quatro vezes o estado do Rio de Janeiro está em processo de
desertificação do Rio de Janeiro está em processo de desertificação acelerado.
Os trechos já completamente desertificados somam cerca de 18 mil quilômetros
quadrados, o que corresponde ao tamanho de Sergipe. Eles cercam os municípios
de Irauçuba (CE), seridó (PB), Equador (RN) e Cabrobó (PE). O fenômeno ainda
ameaça parte do norte de Minas Gerais e a região oeste do Rio Grande do Sul.
Marcada pela perda gradual da fertilidade biológica do solo, a desertificação
nessas regiões é resultado sobretudo do cultivo inadequado da terra associado a
variações climáticas locais e às características do solo - pedregoso ou
impermeável, com evaporação elevada por causa das altas temperaturas do clima
semi-árido. A pecuária extensiva e o desmatamento são as principais atividades
humanas que provocam o avanço irreversível da aridez. O estágio atual de
desertificação no Nordeste é tão grave que a natureza levaria cerca de mil anos
para revertê-lo. A recuperação por meio de métodos criados pelo homem é
possível, mas tem custo alto. O Ministério do Meio Ambiente estima em 2 bilhões
de dólares o gasto para reabilitar toda
a área do sertão nordestino afetada pelo fenômeno, num período de 20 anos. A
desertificação pode ser revertida com a reintrodução de plantas nativas que
impeçam a continuidade do processo de erosão dos terrenos. A viabilidade desse
trabalho de recuperação é discutida na Conferência Mundial de Desertificação
realizada em novembro de 1999, no Recife (PE).