FANTASTICOS – Ilhas

 

 

A Ilha de Marajó é na verdade um arquipélago. O número exato de ilhas ninguém conseguiu ainda contar, mas é de pelo menos 2000. Ocupam uma área de 50 000 quilômetros quadrados, maior que a Suíça.

 

 

Arquipélago das Anavilhanas

 

Considerado o segundo maior arquipélago fluvial do mundo (o maior é o de Mariuá, 300 quilômetros das Anavilhanas, também no rio Negro, localiza-se numa espécie de bolsão no Baixo Rio Negro, próximo ao município de Novo Airão, a 100 quilômetro acima de Manaus. São cerca de 400 ilhas de floresta densa, espalhadas em 100 quilômetros, formando um complexo que, visto no mapa, parece um espantoso labirinto de filetes e ranhuras longitudinais. À primeira vista, tem-se a impressão de que uma tripulação jamais seria capaz de tirar um barco dali.

Conhecido como o “coração da Amazônia”, abriga uma fauna que embora limitada em número, é rica em espécies, onde pode-se encontrar mais de 500 variedades de peixes. Muitos animais estão ameaçados de extermínio, como é o caso dos botos, das tartarugas e do peixe-boi, que continua a ser caçado de um modo bastante cruel: ao vir à tona, morre asfixiado por tampões introduzidos em suas largas narinas. Por esse motivo, tornou-se região protegida por lei federal que criou a Estação Ecológica das Anavilhanas, com 350 mil hectares. Os animais procuram lugares mais elevados para se refugiar na abril, quando metade das ilhas ficam submersas. É melhor visitar o arquipélago na época da vazante, entre junho e novembro. O acesso é feito somente por barco. Apesar do calor, praias de areias brancas igarapés que margeiam itaubaranas adornadas por orquídeas colorem esse arquipélago espetacular.           

 

 

Ilhas fluviais

 

O Brasil possui algumas das maiores ilhas fluviais do mundo. Na foz do rio Amazonas, no estado do Pará, já em contato com as águas do oceano atlântico, estão as ilhas Grande de Gurupá (3.958,5 quilômetros quadrados), Caviana de Fora (2.128,8 quil6ometro quadrados) e Mexicana (1.534 quil6ometros quadrados), além da ilha de Marajó. Todas são maiores que as ilhas marítimas da costa brasileira, que abrigam capitais de estados. Destaca-se também a ilha do Bananal, na bacia hidrográfica do Tocantins-Araguaia.

 

Marajó • Localizada no litoral paraense, é a mais extensa ilha flúvio-marinha do mundo, com uma área de 50 mil quilômetros quadrados. É formada pela acumulação de sedimentos do rio Amazonas ao lançar suas águas no oceano. Seu lado ocidental possui uma floresta rica em madeira de lei e palmeiras, como açaí, bacaba e tucumã. No lado leste há predominância de campos. A economia da ilha está baseada na criação de búfalos, na pesca e no extrativismo de madeira e borracha. A fauna local é bastante variada, com

Destaque para um pássaro vermelho, o guará, símbolo da região.

 

Bananal • Localizada no Tocantins e formada entre dois braços do rio Araguaia, é a maior ilha fluvial do mundo, com cerca de 20 mil quilômetros quadrados de áreas. Possui uma fauna rica, com destaque para onça-pintada, o uirapuru, a tartaruga-da-amazônia. Na flora, as orquídeas, a maçaranduba e a piçava são as espécies mais comuns. Encontram-se em seu território duas reservas indígenas (Carajás e Javaés), além do Parque Nacional do Araguaia. Em agosto de 1998, um incêndio atingiu cerca de 5% da ilha e destruiu mil quilômetros quadrados da vegetação de cerrado.          

 

Marajó 

 

Situada no Pará, entre a foz do rio Amazonas e a do Tocantins, Marajó, com 48 000 km², é a maior ilha marítimo - fluvial do mundo. Ao sul da ilha fica o rio Pará, que desemboca no Tocantins e é alcançado por grande braços ("furos") do rio Amazonas. Na parte oeste, esses "furos" formam uma infinidade de ilhas menores, A principal cidade de Marajó é Soure, que fica a seis horas de barco do porto de Belém e é procurada por turistas que querem conhecer a ilha e tomar banho nas magníficas praias fluviais das vizinhanças, como a do Pesqueiro. A ilha é recoberta por vegetação baixa, e grande parte de seu território é constituída por  várzeas inundadas por rios, lagos e igarapés (pequenos braços de rio). Os rios e os lagos fornecem cerca de 1 500 espécies de peixes - como o pirarucu (o "bacalhau do norte", que chega a medir 2,5 m e pesar 80 kg), o tambaqui, o tucunaré e o curimatã - que, além de serem consumidos pela população marajoara, são exportados para o resto do Pará e para outros Estados. Nos rios há também jacarés, e nas matas vivem espécies de animais, como onças, capivaras e antas. No céu da ilha, as revoadas de incontáveis pássaros embelezam a paisagem.

 

 

Criação de búfalos

 

A ilha de Marajó, segundo estimativa de 1985, possuía cerca de 225 127 habitantes.  A maioria da população é formada de caboclos (mestiços de brancos com índios) embora haja também a presença do elemento negro. Os marajoaras dedicam-se à pesca, à extração de coco e principalmente à pecuária. De fato, praticamente todo o território de Marajó é ocupado por fazendas de gado, que concentram uma grande parte dos 3,5 milhões de bovinos criados em todo o Estado do Pará . Mas, na época das inundações, é necessário recolher o gado às marombas (estrados elevadores sobre estacas), alimentando-o com ração, pois ele não consegue pastar nas várzeas alagadas. Para contornar esse problema, foi importado o búfalo-d'água indiano, que vive em terrenos alagados.

 

 

 

 

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 ilha do marajó