Certificados
Conselho de Manejo Florestal – FSC
Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – IMAFLORA
Projeto GTZ de Certificação Florestal
ECONOMIA - Madeiras
Madeireiras do Pará acolhem proposta da Ibama
A
indústria exportadora paraense está interessada na exploração das florestas sob
o regime de concessão
A
Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (Aimex)
divulgou em 3 de novembro de 1997 um manifesto de apoio à iniciativa do
Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama)
de permitir a utilização racional dos recursos florestais através da licitação
para concessão das florestas nacionais como unidades de conservação de uso
direto para fins de produção sustentada e pesquisa. “A floresta amazônica é um
complexo ecossistema que necessita e permite variadas alternativas de
exploração racional de seus recursos. A exploração comercial de áreas limitadas
em florestas públicas é um desses mecanismos”, afirmou Roberto Vergueiro Pupo,
presidente da Aimex.
A
Aimex promoveu a partir de 4 de novembro de 1997, em Belém, o III Congresso
Internacional de Compensado e Madeira Tropical, junto com a Associação
Brasileira das Indústrias de Madeira Compensada e Industrializada (Abimci) e a
Federação das Indústrias do Pará (Fiepa).
O
presidente da Abimci, Isac Chami Zugman, criticou a ingerênciaque o G-7, o
grupo de países mais ricos do mundo, pretende ter sobre as florestas
brasileiras através do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais
do Brasil (PPG-7), em troca de “esmola”. “Qual o interesse do G-7 no Brasil?
Como aceitar a ingerência desses países em nossos assuntos? Os valores que eles
liberam são migalhas, uma ofensa. Nós precisamos definir que os direitos sobre
as nossas florestas cabem aos brasileiros”, disse Isac Zugman.
Ao
participar de uma entrevista coletiva
para falar sobre o congresso e o tema central do encontro - “Floresta Tropical:
Questão de Soberania”- , Isac Zugman defendeu a participação do capital
asiático na exploração dos recursos florestais da Amazônia e criticou a atuação
do G-7 e de organizações não-governamentais (ONGs). “A madeireira asiática é
uma empresa estrangeira como outra qualquer. Se a legislação for cumprida, qual
a diferença de uma empresa dirigida por brasileiros para uma dirigida por
estrangeiros? A vinda do capital asiático vai ser benéfica para o setor
madeireiro no Brasil porque vai estimular a competitividade e a competição é
extremamente salutar”, disse ele.
Isac
Zugman disse que o Brasil participa hoje com apenas US$ 800 milhões do cerca de
US$ 25 bilhões do mercado mundial de madeiras tropicais mas que essa
participação deverá triplicar num período de 5 a 10 anos. Ele disse que a II
Feira de Máquinas e Produtos do Setor Madeireiro, que será realizada
paralelamente ao congresso, terá muitas novidades em equipamentos e serviços
para o setor. E defende a criação de um órgão específico para tratar da questão
florestal no Brasil, a exemplo do antigo Instituto Brasileiro de
Desenvolvimento Florestal (IBDF).
Para Saber mais sobre manejo: www.ibama.gov.br/onda/Tabelas/indice.htm
www.ibama.gov.br/mogno/mogno.htm
www.ibama.gov.br/atuacao/flores/deref/manflor/flor6.html