FAUNA   

 

Variedade e Exuberância

 

Fauna e Flora

 

O ecossistema do Pará apresenta a biodiversidade características da Região Amazônica, onde já foram catalogadas mais de duas mil espécies de peixes, cerca de 950 espécies de pássaros, 300 espécies de mamíferos e cerca de 10% de todas as espécies de plantas existentes na Terra. No território paraense, essa variedade de espécies animais e vegetais é imensa, devido principalmente às condições climáticas(localização na zona equatorial)e ao tamanho da área coberta por florestas. Entre as árvores consideradas como madeira nobre, por isso mesmo derrubadas muitas vezes de forma indiscriminada, estão o angelim, o cedro e o mogno. No setor extrativo, as espécies mais procuradas são a seringueira e a castanheira- do- Pará. A flora também apresenta espécies exóticas, como a vitória- régia e dezenas de espécies de bromélias. Nas últimas décadas, a preocupação com o futuro do ecossistema amazônico- aí incluído o paraense- vem sendo manifestada dentro e fora do Brasil, por instituições governamentais e não governamentais. Vários fatores contribuem para a destruição de flora e o processo acelerado de extinção de animais em território paraense. Entre esses fatores, destacam- se a exploração seletiva de madeira(que acaba com reservas naturais de madeiras nobres), a agropecuária extensiva(responsável pela derrubada da mata para transformação em pasto), a construção de usinas hidrelétricas(que altera o ecossistema dos rios e áreas próximas), e o extrativismo de plantas destinadas à indústria farmacêutica.

FAUNA     

 

As agressões à Fauna

 

Os animais vivem graças a uma cadeia alimentar que se constitui na “transferência da energia alimentar que existe no ambiente natural, numa seqüência na qual alguns organismos consomem e outros são consumidos”. O equilíbrio da vida depende de um relacionamento equilibrado entre as comunidades. Sua quebra pode gerar efeitos incontroláveis, como pragas, por exemplo, no caso de pássaros, que se alimentam de insetos, serem exterminados pela caça ou por agrotóxicos.

A antropia gera essa quebra, não somente diminuindo a freqüência de certos animais em determinada região, como também contribuindo para a extinção de espécies. Hoje, o Brasil sofre o problema de ter várias espécies em fase de extinção.

Para aviventar nossa memória, citemos alguns nomes populares de animais de nossa fauna que estão em via de desaparecer: o guariba da Região Norte e Nordeste; o macaco-aranha da Região Norte; o monocarvueiro da Região Sudeste; o uacari do Amazonas; o sagui do Pará; o macaco-prego-de-peito-amarelo da Bahia, o cuxiú do Pará; o barrigudo da Região Norte e Centro-Oeste; o mico-leão-preto de São Paulo; o mico-de-cheiro do Amazonas; o cachorro-do-mato-de-orlha-curta da Bacia Amazônica; o lobo-guará das Regiões Centro-Oeste, Sul, Sudeste e parte da caatinga do Nordeste; o gato-palheiro do Mato-Grosso; o gato-do=mato da Região Sul; a onça-parda ou sussuarana de todo o território do Brasil; a jaguatirica de todo o território do Brasil; a doninha-amazônica da Bacia Amazônica; o gato-do-mato de todo o território do Brasil; a onça pintada de todo o território do Brasil; o tamanduá-bandeira de todo o território do Brasil; o tatu-bola da caatinga nordestina; o peixe-boi da Bacia Amazônica; a baleia-branca do litoral do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul; o rato-do-mato do Rio Grande do Sul; o cervo-do-pantanal do Centro-Oeste e Sul do Brasil; o veado-campeiro de todo o território do Brasil; a codorna-mineira de Minas Gerais a São Paulo e Mato Grosso; o macuco de Pernambuco ao Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, o gavião-real da Região Amazônica, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, e Rio Grande do Sul; o mutum-cavalo de Alagoas; a jacutinga da Bahia ao Rio Grande do Sul; a rolinha-do-planalto de Mato Grosso, Goiás e São Paulo; o papagaio-de-cara-roxa de São Paulo e Paraná; o papagaio-de-peito-roxo da Bahia ao Rio Grande do Sul; a arara-azul-grande do Maranhão, Pará, Amapá, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Tocantins; a arara-azul-de-lear da Bahia; o pichochó do Espírito Santo, Rio de Janeiro, e de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul; a tartaruga-verde de todo o litoral brasileiro; a tartaruga-de-pente de todo o litoral brasileiro, o jacaré-de-papo-amarelo das Bacias dos rios Francisco, Doce, Paraíba, no Baixo Paraná e, ainda, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, para citar alguns.

Deliberadamente citamos todos esses animais  apenas para mostrar quão grande é a devastação em nossa fauna, já que os citados são apenas uma pequena amostra, pois várias espécies nem foram tocadas por esta lista.

A caça, o manejo inadequado dos ecossistemas, o comércio de couro, peles e dos próprios animais, como os pássaros e peixes que são vendidos no exterior, ao lado dos envenenamentos químicos, contribuem para o desenvolvimento diário das espécies, às vezes nem conhecidas pelos seres humanos.

As biotas são destruídas, não permitindo a sobrevivência dos seres vivos que lá habitam em estreita dependência recíproca, e os nichos ecológicos são desfeitos.

O urbano invade o rural, trazendo práticas que, se de um lado, podem ser fatores de aumento de produção e até mesmo de uso racional da terra, de outro, introduzem práticas agressivas de apropriação e comércio, que atingem, em cheio, a fauna.

Chega a ser descabido dizermos que devemos encarar e tratar os animais como nossos companheiros de jornada, como nossos fraternos amigos que habitam a mesma morada cósmica. Se dissermos isso, logo haverá alguém nos acusando de que nos tornamos místicos. O problema é de outra ordem: temos de admitir que vivemos numa comunidade de seres vivos, que exercem os mais variados papéis no sentido de manter a natureza, estrutura e equilíbrio desse todo dinâmico e instável que chamamos biosfera. Ninguém é desprezível. Todos tem função nessa teia interdependente. É o óbvio observável. A erradicação de uma espécie significa a supressão de um conjunto de funções, a retirada de um protagonista de uma cena cósmica, o avanço das forças da morte sobre as da vida.

Além dos documentos legais, protetores da fauna, já citados no texto sobre a flora, podemos, ainda, destacar como significativos a Lei n° 5.197, de 3 de janeiro de 1967, que estabeleceu as normas básicas para a proteção da fauna, a portaria do IBAMA n° 2.114, de 24 de outubro de 1990, que determinou o proibição do comércio de animais silvestres; a Portaria n° 79-P, de 3 de março de 1975, do IBDF, que estabeleceu as normas para a caça amadorística; a Lei n° 5.197, de 3 de janeiro de 1967, que dispôs sobre a proteção à fauna; a Portaria n° 1.522, de 19 de dezembro de 1989, que publicou a lista oficial de espécies da fauna brasileira ameaçada de extinção; a Lei n° 7.679, de 22 de novembro de 1988, que tratou da proibição da pesca em período de reprodução.

FAUNA – Animais

 

Marcados para morrer

O Brasil tem 26 espécies de primatas que podem desaparecer nos próximos anos

 

À medida o homem degrada o meio ambiente, nossos mais próximos parentes do mundo animal, os macacos, estão sendo empurrados contra a parede, da mesma forma que milhares de outras espécies. A Organização não Governamental americana Conservation International, CI, divulgou uma lista com as 25 espécies de primatas mais ameaçadas do planeta. A pesquisa, publicada pela revista americana Time, coloca gorilas africanos, orangotangos asiáticos e cinco espécies que vivem no Brasil entre os sentenciados à morte. Um estudo mais detido da fauna brasileira mostra que o problema por aqui é ainda mais grave. O Brasil tem a maior diversidade de primatas do mundo. Aqui vivem 77 espécies, mais do que o dobro da diversidade encontrada na República Democrática do Congo, o segundo país do mundo em variedade de primatas. Um terço está na lista oficial de animais ameaçados de extinção do Ibama.

As razões que estão empurrando os primatas brasileiros para o corredor da morte são muitas. Na época do descobrimento, a Mata Atlântica cobria mais de 1 milhão de quilômetros quadrados. Hoje restam menos de 8% desse total. É cruel. Os animais definham, procriam num ritmo mais lento e morrem por falta de alimentos e de água. Na Amazônia, os efeitos de destruição da floresta estão apenas começando a ser sentidos. Outro fator que acelera a extinção é a caça, tanto para servir de alimento, no caso das espécies maiores, como para animal de estimação, no caso de menores. Diante desse quadro, é até surpreendente nos últimos 100 anos nenhum primata tenha sido extinto num mundo tão degradado que provoca o desaparecimento de 100 espécies a cada dia. No atual ritmo de desmatamento, dificilmente os macacos terão a mesma sorte neste século que começa.

 

FAUNA – Você sabia?

 

A CITIES, Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, é um tratado assinado por 152 países, na ONU, e tem a finalidade de fiscalizar o comércio de mais de 30.000 espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção.

 

FAUNA – Animais

 

Na capital paraense e suas imediações, Ronald H. Pine, do Smithsonian Institute (EUA), encontrou 69 espécies de mamíferos (sem incluir morcegos), conforme relatado nas Actas amazônicas de agosto de 1973. Os macacos ocupam lugar de destaque na fauna da Amazônia, onde vive a maioria das espécies e subespécies brasileiras. É desconhecida, porém, a situação de quase todas elas, enquanto outras correm sério risco, com relata Adelmar Coimbra-Filho, diretor do Centro de Primatologia do Rio de Janeiro.

 

Mamíferos

 

Anta – Tapirus terrestris

Arabasu – Callicebus moloch

Ariranha – Pteronura brasiliensis

Barrigudo – Lagothrix lagothricha

Bugio ou guariba – Aloucatta caraya/A. belzebul/A. fusca

Cachorro-do-mato – Cerdocyon thous

Cachorro-do-mato-de-orelha-curta – Atelocynus microtis

Caiarara – Cebus nigrivittatus castaneus

Caiarara branco – Cebus albifrons

Caitetu – Tayassu tajacu

Canguçu (jaguar) – Panthera onça palustris

Capivara – Hydrochoerus hydrochaeris

Caxinguelê – Sciurus aestuans

Cervo ou veado-galheiro – Blastocerus dichotomus

Coatá-de-testa-branca – Ateles paniscus marginatus

Coati – Nasua nasua

Cotia – Dasyprocta agouti

Cuícas – Marmosa spp./ Metachirus spp.

Cuíca-d’água – Chironectes minimus

Caxiú – Pithecia satanás chiropotes

Cuxiú-de-nariz-branco – Chiropotes albinasus

Furão – Grison sp./ Galictis vittata

Gambás – Didelphis spp.

Gatos-do-mato – Felis wiedii / F. tigrina / F. yagouaroundi

Guariba-vermelha – Alouatta seniculus straminea

Guaxinim – Procyon cancrivorus

Iara – Eira bárbara

Jaguar ou onça – Panthera onça

Jaguatirica – Felis pardalis

Lobo – guará – Chrysocyon brachyurus

Lontra – Lutra enydris / L. platensis

Macaco-da-noite – Aotus trivirgatus

Macaco-de-cheiro ou mico-de-cheiro – Saimiri sciureus sciureus

Macaco-prego – Cebus apella

Micos – Callitrix humeralifer / C. argentata

Mico-Leão-de-cara-dourada – Leontopithecus chryssomelas

Mico-Leão-dourado – Leontopithecus rosalia

Mico-leão-preto – Leontopithecus shrysopygus

Mocó – Kerodon rupestris

Mono – Brachyteles arachnoides

Ouriço-cacheiro – Coendou prehensilis

Ouriço-preto – Chaetomys subspinosus

Paca – Agouti paca

Paraguaçu ou parauaçu – Pithecia monachus

Parauaçú-de-cara-branca – Pithecia pithecia

Preá – Cavia aperea

Preguiça comum – Bradypus tridactylus

Preguiça-de-coleira – Bradypus torquatus

Preguiça-real – Choloepus didactylus

Queixada – Tayassu pecari

Raposa-do-campo – Dusicyon vetulus

Sagüi-estrêla-de-pincéis-brancos – Callithrix jacchus

Sagüi-estrêla-de-pincéis-pretos – Callithrix penicillata penicillata

Sagüi-de-mão-dourada – Saguinus midas

Sauá – Callicebus personatus

Suçuarana – Felis concolor

Tamanduá-Bandeira - Myrmecophaga tridactyla

Tamanduá-mirim – Tamundua tetradactyla

Tapeti – Sylvilagus brasiliensis

Tatus – Dasypus spp

Tatu-bola – Tolypeutes tricinctus

Tatu-canastra – Priodontes giganteus

Tatu-de-rabo-mole – Cabassous tatouay

Tatu-galinha – Dasypus novencinctus

Tatu-mulita – Dasypus hybridus

Tatu-peludo – Euphractus sexcinctus

Veado-bororó – Mazama rufina

Veado-campeiro – Ozotocerus bezoarticus

Veado-catingueiro – Mazama simplicicornis

Veado-virá – Mazama gouazoubira

Veado-mateiro – Mazama americana

 

FAUNA – Aves

 

Os dados sobre a fauna, embora não sejam precisos, devido à falta de estudos mais aprofundados, impressionam: 8.500 espécies de aves conhecidas no mundo, diz Dante Martins Teixeira, cerca de 1.000 podem ser encontradas na Amazônia. Há surpresas também na área da Arqueologia: a pesquisadora Anne Roosevelt gerou grande polêmica, ao afirmar que, nas proximidades de Santarém, viveu um povo de alto grau de civilização.

Embora os números totais sejam de difícil determinação, duas pesquisas mostram a diversidade da fauna amazônica. Fernando Novaes contou 457 espécies de aves (mais de um quarto do total do país) apenas no município de Belém.

 

Aves

 

Acauã – Herpetotheres cachinnans

Águia-chilena – Geranospiza caerulescens

Águia-pescadora – Pandion haliaetus

Alma-de-gato – Piaya cayana

Anu-branco – Guira guira

Anu-preto – Crotophaga ani

Aracuã – Ortalis sp.

Araras – Anodorhynchus spp.

Arara-Azul – Anodorhynchus hiacynthinus

Arara-canindé – Ara ararauna

Arara-cinza-azulada – Anodorhynchus glaucus

Arara-vermelha – Ara chloroptera

Asa-branca – Columba picazuro

Assobiador – Tijuca atra

Azulona – Tinamus tão

Bacurau-da-praia – Chordeiles rupestris

Bacurau-da-telha – Caprimulgus longirostris

Beija-flor-de-Dohrn – Rhamphodon dohrnii

Bicudo – Oryzoborus crassirostris

Biguá – Phalacrocorax olivaceus

Biguá-tinga – Anhinga anhinga

Cabeça-seca – Mycteria americana

Capueira – Odontophorus capoeira

Cará-Cará – Polyborus plancus

Chimango – Mivalgo chimango

Chororão – Crypturellus variegatus

Cigana – Opisthocomus hoazin

Codorna – Nothura maculosa

Colheiro – Ajaia ajaia

Corrupião – Icterus icterus jamacaii

Corta-água – Rhynchops nigra

Coruja-do-campo – Speotyto cunicularia

Corujão – Pulsatrix perspicillata

Crejoá – Cotinga maculata

Cuiu-cuiu – Pionopsitta pileata

Cujubim – Aburria pipile nattereri

Curicaca – Theristicus caudatus

Curió – Oryzoborus angolensis

Ema – Rhea americana

Falcão-de-peito-vermelho – Falco deiroleucus

Ferrugem – Xipholena atropurpurea

Flamingo – Phoenicopterus ruber

Fogo-apagou – Scardafelha squammata

Frango-d’água-carijó – Porphyriops melanops

Fura-mato – Pyrrhura cruentata

Gaivota – Phaetusa simplex

Galo-da-campina – Paroaria dominicana

Garças – Casmerodius albus / Egretta thula

Gavião-caboclo – Heterospizias meridionalis

Gavião-carijó – Buteo magnirostris

Gavião-carrapateiro – Milvago chimachima

Gavião-casaca-de-ouro – Heterospizias meridionalis

Gavião-de-peito-vermelho – Falco deiroleucus

Gavião-de-penacho – Spizaetus ornatus

Gavião-de-rabo-branco – Buteo albicaudatus

Gavião-pato – Spizasturmelanoleucus

Gavião-pega-macaco – Spizaetus tyrannus

Gavião-pombo – Leucopternis polionota

Gavião-preto – Buteogallus urubitinga

Gralha-azul – Cyanocorax caeruleus

Guará – Eudocimus ruber

Harpia ou Gavião-real – Harpia harpyja

Inhambu – Tinamus serratus

Inhambu-aço – Crypturellus obsoletus

Inhambu-chitã – Crypturellus tataupa

Inhambu-chororó – Crypturellus parvirostris

Inhambu-relógio – Tinamus guttatus

Jaburu – Jabiru mycteria

Jacamim – Psophia viridis

Jacus – Penélope superciliaris/P. jacguaçu/P. obscura

Jacu-verde – Neomorphus geofroyi dulcis

Jacupemba – Penélope superciliaris

Jacutinga – Aburria jacutinga

Jandaia-coroinha – Aratinga áurea

Jaó – Crypturellus noctivagus

Juriti – Leptotila verreauxi

Juriti-gemedeira – L. rufaxila

Juruva – Baryphthengus ruficapillus

Maçaricos – Hoploxipterus cayanus/Charadrius collaris

Macuco – Tinamus solitarius

Maguari – Ardea cocoi

Maitaca – Pionus sp.

Maitaca-bronzeada – Pionus maximiliani

Maracanã – Ara maracanã

Maracanãs – Ara spp.

Marreca-parda – Anãs georgica

Marreca-pardinha – Anãs flavirostris

Martins-pescadores – Ceryle torquata/Chloroceryle americana

Mergulhão-caçador – Podilymbus podiceps

Mutum – Crax fasciolata

Mutum-cavalo – Mitu mitu

Mutum-do-sudoeste – Crax blumendachii

Narceja – Gallinago gallinago

Outros inhambus – Crypturellus spp.

Papagainho – Touit melanonota

Papagaio-charea – Amazona dufresniana rhodocorytha

Papagaio-de-peito-roxo – Amazona vinacea

Papagaio-verdadeiro – Amazona aestiva

Papagaios – Amazona spp.

Pato-mergulhador – Mergus octosetaceus

Pato-selvagem – Cairina maschata

Pavãozinho-do-pará – Eurypyga helias

Perdiz – Rhynchotus rufescens

Periquito-da-campina – Brotogeris versicolorus

Periquito-rico – Brotogeris tirica

Pomba-amargosa – Columbia plumbea

Pomba-de-espelho – Claravis godefrida

Quero-quero – Vanellus chilensis

Quiri-quiri – Falco sparverius

Rendeira – Manacus manacus

Sabiá-cica – Triclaria malachitacea

Sabiá-da-mata – Tordus fumigatus

Saci – Tapera naevia

Saíra-de-sete-cores – Tangara seledon

Saíra-militar – Tangara cyanocephala

Sanhaços – Thraupis spp.

Saracura-do-brejo - Aramides saracura

Siriema – Cariama cristata

Socó – Tigrisóma lineatum

Surucuá-de-barriga-vermelha – Trogon surrucura

Tangará-verdadeiro – Chiroxiphia caudata

Tangazinho – llicura militaris

Tico-tico – Zonotrichia capensis

Tiriba-de-orelha-branca – Pyrrhura leucotis

Trinta-réis – Phaetusa simplex/Sternasuperciliaris

Tucano-açu – Ramphastus toco

Tucano-de-bico-preto – Ramphastos vitellinus

Tucano-de-bico-verde – Ramphastos dicolorus

Tuim – Forpus xanthopterygius

Uiraçu-falso – Morphnus guianensis

Uirapuru – Pipra aureola

Urubus – Coragyps atratus/Cathartes aura

Urubu-rei – Sarcoramphus papa

Xexéu – Cacicus cela

 

FAUNA – Peixes

 

Aos grandes peixes da maior bacia fluvial do planeta – o Amazonas responde por um quinto das águas lançadas no mar por todos os rios do mundo -, costuma misturar-se um visitante marinho: o tubarão Carcharinus leucas, popularmente conhecido como cabeça-chata. Um exemplar dessa espécie, informam Ulrich Werder e Carlos Elysio Alnhati, em artigo publicado nas Actas Amazônicas de março de 1981, foi capturado em Pucallpa, no Peru, a mais de 5 mil quilômetros do mar. Em janeiro de 1980, um desses tubarões foi pescado, de rede, a 250 quilômetros a leste de Manaus. Tinha 2,5 metros de comprimento.

FAUNA – Peixes

 

Naércio Menezes, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), informa que se estima entre 2.500 e 3.000 o número de espécies de peixes de água doce  na América do Sul. Do total, 1.500 são encontradas no Brasil e 1.000, na Bacia Amazônica. Admite-se, porém, que haja no continente mais de 5.000 espécies de peixes fluviais e lacustres e, na Amazônia, certamente o número passaria de 2.000. No entanto, Manuel Musa Filho, vice-presidente da CNDDA e integrante de seu Departamento de Estudos, dá uma informação sobre a qual todas as dúvidas foram tiradas com os devidos temperos: as espécies comestíveis são 120. Entre elas, estão os dois recordistas mundiais dos peixes fluviais de couro e de escama, respectivamente: a piraíba, que supera os 300 quilos, e o pirarucu, com mais de 100 quilos.

FAUNA – Peixes

 

Total no Brasil de espécies de peixes de água doce: 1.500 espécies (aproximadamente)

Somente na Bacia Amazônica: 1.000 espécies

(Em toda a América do Sul: 3.000 espécies)

 

Das espécies fluviais comestíveis: 120 espécies

Os dois maiores do mundo habitam a Amazônia:

-         Piraiba = 300 kg (couro)

-         Pirarucu = 100 kg (escama)

 

Peixes

 

Agulhão-de-vela – Strongylura raphidoma

Agulhão-trombeta – Fistularia babacaria

Albacora – Thunus sp.

Arraia-pintada – Elipesurus strongulopterus

Aruanã – Osteoglossum biccirrhosum

Atuns – Thunnus thunys

Barbeiro – Teuthis coeruleus

Barracuda – Sphyraena picudilha

Bicuda – Sphyraena picudilha

Bicudinha – Sphyraena branneri

Bodião – Scarus spp./Cryptomus spp.

Cação-anjo – Squatina squatina

Cação-lixa – Nebrius cirratum

Congulo

Balistes carolinensis

Cerigado-preto – Mycteroperca bonaci

Garoupa-rajada – Alphestes afer

Jandiá – Rhamdia spp.

Jaú – Paulicea luctkni

Mero – Promicropus itaiara

Moreira – Lycodontis ocellatus

Pargo-rosa – Pagrus pagrus

Pintado – Pseudoplatystoma corruscans

Piracatinga – Luciopimelodus pati

Piraíba – Brachyplatistoma filamentosum

Piramutaba – Brachplatystoma vaillant

Piranhas – Pygocentrus spp./Pygopristis spp./Serrasalmus spp.

Piranha-branca – Serrasalmus branati

Piranha-preta – Serrasalmus denticulata

Pirarara – Phractocephalus hemiliopterus

Pirarucu – Arapaima gigas

Saberê – Abudefduf marginatus

Salmonete – Mullus surmuletus

Surubim – Pseudoplatystoma fasciatum

Tambaqui – Colossoma spp.

Traíra – Hoplias malabaricus

Tucunarés – Cichla ocelaris/C.temensis

Xaréu-branco – Caranx hippos

Xaréu-preto – Caranx lugubris

 

Répteis e Anfíbios

 

Cascavel – Crotalus durissus

Iguana – Iguana iguana

Jabotis – Geochelone carbonaria/G. denticulata

Jacarés – Caiman yacare / Caiman crocodilus

Jacaré-açu – Melanosuchus niger

Jacaré-de-papo-amarelo – Caiman latirostris

Jacaretinga – Caiman crocodilus

Jararacas – Bothrops piauhiensis/B. jararaca/B. iglesiasi

Jararacussu – B. Jararacussu

Jibóia – Boa constrictor

Perereca – Hyla ariadne

Pitiú ou iaçá – Podocnemis sextuberculata

Sapo-cururu – Bufo sp.

Sapo-intanha – Ceratophys sp.

Sucuri – Eunectes murinus

Surucuru – Lachesis muta

Surucuru-patioba – Bothrops bilineata

Tartaruga-de-couro – Dermochelys coriacea

Tartaruga-mestiça – Caretta caretta

Tartaruga-de-pente – Eritmochelys imbricata

Tartaruga-do-amazonas – Podocnemis expansa

Tartaruga-verde ou aruanã – Chelonia mydas

Teiú – Tupinambis tequixim

Tracajá – Podocnemis unifilis


RÉPTEIS – Jacaré

Fonte: Revista Terra – Dez2000

 

O biólogo brasileiro que arrisca a vida

estudando o maior predador da selva

 

Por Klester Cavalcanti, de Mamiruá

 

Nossa!!! É um monstro!!!"

 

São quase 2 horas da madruga e o brado disparado pelo biólogo Ronis Da Silveira ecoa entre árvores e rios da Floresta Amazônica. Enquanto milhões de brasileiros estão dormindo ou se divertindo nas noitadas das grandes cidades, esse paulista de 35 anos inicia a parte mais importante e delicada de seu trabalho ­ muito pouco comum, por sinal.

 

A bordo de uma pequena canoa de alumínio, ele passa até sete horas por noite capturando espécimes do maior predador da Amazônia: o jacaré-açu. São feras enormes, que podem ultrapassar 5 metros de comprimento e pesar mais de 350 quilos. No âmago da maior floresta tropical do mundo e cercado de jacarés por todos os lados, um piscar de olhos faz a diferença entre a vida e a morte. "Qualquer descuido pode ser fatal", afirma Da Silveira.

 

Depois de onze anos estudando o jacaré-açu, o biólogo sabe o que diz. A captura tem que ser à noite, quando as luzes dos capacetes e dos holofotes deixam o bicho cego. Escolhido o animal a ser apanhado, começa uma exaustiva batalha. É uma guerra sem perdedores. O jacaré será devolvido à água, após ser pesado e marcado. Ronis Da Silveira, que pela profissão parece até personagem de filme de aventura, irá dormir depois de um dia cansativo. Como qualquer outro trabalhador brasileiro.

 

Um cabo de aço de 2 metros de comprimento, preso a 30 metros de corda, é a única arma do pesquisador. Com a luz nos olhos, o bicho não vê o laço a um palmo de sua bocarra. Laçado, o jacaré tenta arrastar a pequena embarcação para o fundo do lago. O assistente João Carvalho usa toda a força do motor, em marcha à ré, para evitar o naufrágio.

O animal abocanha a canoa, totalmente marcada pelos dentes das feras. O barquinho é sacudido de um lado para o outro. O árduo duelo pode durar até uma hora. Capturado, o gigantesco exemplar da vida selvagem é levado para terra, onde será pesado, medido e marcado.

 

Para muita gente, a profissão de Da Silveira é um legítimo atestado de insanidade mental. Ele pensa diferente. "Não me acho louco nem herói", diz o pesquisador do Projeto Mamirauá e doutorando em ecologia do Instituto Nacinal de Pesquisas da Amazônia. " Trabalhando com atenção, os riscos são mínimos." As estatísticas comprovam.

 

Em onze anos, foram apenas dois acidentes. Em 1992, enquanto prendia o transmissor na cauda de um monstro de 4,50 metros, Da Silveira levou uma rabada que o jogou a 3 metros de distância. No início deste ano, foi mordido pela primeira vez. No momento de fechar a boca do jacaré, descuidou-se e quase perdeu a mão. A desatenção foi resultado da ausência da mulher, a engenheira agrônoma Bárbara Brandão, 25 anos, e da filha, a sapeca Bruna, 2. "Elas tinham viajado e eu estava morrendo de saudade", conta.

 

A ligação do pesquisador com os jacarés é tão intensa que influiu até na formação da família. Durante os estudos, Da Silveira conheceu Bárbara. Seis meses mais tarde, estavam casados e, dois anos depois, veio a pequena Bruna, que já demonstra interesse e carinho pelos bichos. "Ela vê um filhote e quer logo colocar no braço", diz a mãe.

 

Ronis Da Silveira não dá pausa em suas pesquisas e tem conseguido excelentes resultados. Num dos lagos da Reserva Mamirauá, no Amazonas, onde trabalha, a população de jacarés-açu saltou de 2000 para mais de 6000 animais, de 1995 até hoje. Desde as décadas de 60 e 70, quando a espécie era caçada para virar bolsa de madame, é a primeira vez que se registra aumento significativo na população.

 

Os estudos apontam para a implantação de um plano de manejo. "A idéia é autorizar a caça controlada e destinar a verba arrecadada para pesquisas e melhoria de vida dos ribeirinhos", explica Da Silveira. "Atualmente, estou engajado na implantação desse projeto, mas não vejo a hora de voltar para a selva", afirma. Para ele, a luta pela preservação do jacaré-açu nunca acaba. E a aventura também não.
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FAUNA

 

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