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| Turismo |
| O
turismo na Amazônia está cada vez mais Legal! |
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Últimas Notícias
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27/02/02
- FNMA capacitará entidades para Gestão Ambiental em
Terras Indígenas
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O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA)
realizará na primeira quinzena de março duas Capacitações de
entidades executoras de projetos, em Brasília, reunindo
representantes de 49 projetos conveniados em 2001. Os eventos orientarão
as entidades para melhor executarem os projetos que apresentaram e
foram aprovados.
Na primeira semana, dos dias 05 a 08, serão capacitados
representantes de projetos aprovados nos Editais "Utilização
sustentável de recursos da biodiversidade nas áreas de entorno de
Unidades de Conservação de proteção integral localizadas em
ecossistemas abertos" (03/2001) e "Gestão Ambiental em
Terras Indígenas" (06/01). Dos dias 13 a 15, serão capacitados
representantes de projetos aprovados na modalidade Demanda Espontânea,
na qual as instituições apresentam propostas dentro das linhas temáticas
do Fundo, sem a necessidade de esperar editais específicos.
Cada projeto será representado pelo seu coordenador e pelo técnico
responsável pela prestação de contas. Os eventos serão realizados
no Torre Palace Hotel.
* Fonte: Coordenadoria de Comunicação do Fundo Nacional do Meio
Ambiente
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26/02/02
- PREGUIÇA GIGANTE VIVEU HÁ 13 MIL ANOS
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O
fóssil de uma preguiça gigante encontrado em julho do ano passado,
no município de Itaituba (PA), juntamente com os restos de outras
duas preguiças e um mastodonte, possui 13.340 anos. O material foi
datado nos Estados Unidos, e o resultado do exame foi encaminhado na
semana passada ao Museu Paraense Emílio Goeldi, instituto de pesquisa
vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e responsável pelo
estudo do material.
Somente o fóssil de uma preguiça pôde ser datado
porque preservou o colágeno, proteína contida no osso, o que
possibilitou a datação do material através da análise do Carbono
14. Essa é a primeira datação em um exemplar em fósseis de mamíferos
da Amazônia.
O fóssil do animal encontrado é uma de uma preguiça
gigante terrícola, da ordem Xenarthra (ou Edentata), grupo muito
antigo na América do Sul, cujos representantes atuais são o bicho
preguiça, o tatu e o tamanduá. O mamífero gigante media cerca de 6
metros de comprimento, vivia na terra e se alimentava de folhas.
O material estava enterrado em uma propriedade
privada em Itaituba e foi encontrado durante escavações para fazer
um tanque de criação de peixes. Ao que tudo indica, os animais foram
levados por uma enxurrada e ficaram presos em um buraco. O mastodonte
seria mais antigo, pois se localizava mais abaixo do local onde foram
encontrados os fósseis das preguiças, a cerca de 3 metros da superfície.
O grande porte do animal, a dificuldade de movimentação
e o fato de viver em bandos confirmam a teoria de que há cerca de 14
mil anos, a Amazônia era uma imensa savana, parecida com o que é
hoje a África. "Com essas características é impossível
imaginar que a preguiça vivesse em uma floresta densa", explica
o paleontólogo e diretor do Museu Emílio Goeldi, Peter Toledo, que
estuda os fósseis encontrados.
HOMEM - Segundo Toledo, o
homem ameríndio conviveu com as preguiças, por isso, a descoberta é
importante para estudar como ele pode ter contribuído para as mudanças
no ecossistema. O pesquisador destaca também que as grandes transformações
na vegetação ocorreram em função de mudanças na posição da
Terra em relação ao Sol que acarretaram variações do clima,
correntes marítimas e na paisagem. "A Amazônia é uma região
instável; pequenas oscilações do clima desencadeiam grandes mudanças
na região", ressalta. Em virtude disso, alerta o pesquisador, é
necessário conter a devastação e fazer planos de manejos adequados
para evitar que a Amazônia possa se transformar em um grande deserto.
Até o início de julho, os fósseis devem ser
expostos ao público no parque zoobotânico do Museu Paraense Emílio
Goeldi, em Belém. Na próxima semana, os ossos do mastodonte serão
enviados ao mesmo laboratório para análise.
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22/02/02
- Ibama já resgatou 20 mil metros cúbicos de mogno
ilegal no Pará
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O Ibama está realizando um trabalho de
resgate do magno extraído ilegalmente na região amazônica. A
madeira é uma das espécies ameaçadas de extinção. Até agora, o
Ibama já apreendeu cerca de 20 mil metros cúbicos de mogno avaliados
em R$ 60 milhões.
A madeira está sendo transportada em balsas pelo Rio Iriri até a
cidade de Altamira, no sudoeste do Pará, onde devem chegar até o dia
10 de março.
Segundo o Ibama, a operação para resgate do mogno explorado
ilegalmente é complicada e deverá durar quase três meses. A madeira
apreendida no Pará está sendo retirada da floresta por tratores e
levada às margens do rio Carajaí por caminhões, para ser amarrada
em balsas que transportam cada uma 180 toras.
A madeira apreendida será doada pelo Ibama para projetos sociais.
Por: Julize
Garcia, do Portal Amazônia
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28/01/02 - Pará
e Rondônia terão licenciamento ambiental
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Experiência bem
sucedida no Mato Grosso, com monitoramento de propriedades rurais
através de imagens de satélite, será ampliada para toda a Amazônia.
Brasília - A
tecnologia simplificou o manejo rural em alguns municípios da Amazônia.
Um novo sistema de licenciamento ambiental georreferenciado, testado
no Mato Grosso, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA),
substitui as toneladas de papel para obtenção de autorizações de
desmatamentos e queimadas legais, diminuindo as chances de burlar a
lei e corromper a fiscalização. Na implantação, o sistema é caro
e um pouco trabalhoso, pois cada proprietário tem que localizar sua
fazenda numa imagem de satélite, na escala 1:50.000, delimitando
claramente a reserva legal obrigatória, as áreas de preservação
permanente (APPs), áreas já ocupadas e locais onde se pretende
desmatar ou queimar. Mas, depois do investimento inicial, a manutenção
é muito mais simples e barata do que qualquer outro método até
agora utilizado, além de ser bem mais confiável.
"Colocamos a
mesma tecnologia, que antes servia apenas para avaliar as tendências
dos desmatamentos, a serviço da antecipação e correção do dano,
olhando para o detalhe, para ter certeza de que os desmatamentos são
legais e de uso produtivo", diz a secretária de Amazônia do MMA,
Mary Alegretti. O objetivo é trazer de volta para a legalidade, os
proprietários de terras que foram empurrados para a ilegalidade por
excesso de burocracia ou corrupção dos órgãos ambientais.
"Reconhecemos que o problema (de corrupção) existe e a taxa
ainda é alta, por isso não queremos continuar a usar a tecnologia
apenas para assistir, todos os anos, à confirmação de uma catástrofe
anunciada. Este sistema troca o croqui desenhado pelo proprietário
(dos pedidos de autorizações comuns) por imagens de satélite
detalhadas e, paralelamente, estamos investindo em agendas positivas,
com alternativas ao desmatamento", acrescenta.
Na ocasião do
pedido, são checados na imagem de satélite os percentuais de áreas
a serem preservadas e áreas passíveis de utilização. Se estes
estiverem dentro da lei, as autorizações são concedidas e o
licenciamento da propriedade como um todo vale por um ano. No ano
seguinte, o pedido é comparado com uma nova imagem de satélite, onde
aparecem eventuais irregularidades, como desmatamentos ou degradação
florestal fora das áreas solicitadas. A comparação das duas imagens
é rápida e incontestável e, não havendo discrepâncias, o
licenciamento é renovado. Nas propriedades com percentuais de
desmatamento fora da lei, incluindo casos anteriores à implantação
do licenciamento ambiental, a recuperação florestal e as medidas
mitigadoras ou compensatórias são discutidas e acertadas em Termos
de Ajustamento de Conduta (TACs) individuais.
"Adotamos duas
estratégias para a Amazônia: uma mais conjuntural, de aperfeiçoamento
institucional, melhoria da fiscalização, descentralização e
discussão de agendas positivas estaduais e outra estruturante,
propondo um modelo diferente para o desenvolvimento na região,
visando alto retorno social e baixo impacto ambiental", explica o
ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho. "O licenciamento
ambiental georreferenciado é um instrumento de planejamento a serviço
desta nova política de desenvolvimento sustentável e, pelo programa
piloto, em experiência no Mato Grosso desde 1999, é eficientíssimo".
O programa piloto
começou nos 14 municípios matogrossenses, que mais desmataram, na
avaliação feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
(INPE) de 1999-2000. A implantação do sistema foi feita pela Fundação
Estadual de Meio Ambiente (FEMA) em propriedades superiores a 200
hectares, com apoio do Ibama e financiamento do Programa Piloto de
Florestas (PPG7). Em um ano, houve redução de 24% na taxa de
desmatamento e 53% no número de queimadas destas localidades. Em
2001, o licenciamento foi gradualmente ampliado para outros municípios
e o balanço deve ser anunciado pelo governo estadual ainda este mês.
A partir de 2002, o Mato Grosso adota o sistema para todo o estado e
em propriedades de todos os tamanhos.
Também em 2002, o
MMA estende o licenciamento ambiental para 19 municípios de Rondônia
e 10 do Pará, que, junto com os 14 iniciais do Mato Grosso, somam 70%
dos desmatamentos ocorridos na Amazônia Legal, no último
levantamento do INPE (1999-2000). Em números absolutos, os 43 municípios
são responsáveis por 14.432 km2 de corte raso de florestas, num
total de 17.529 km2 registrados em toda a Amazônia. A idéia, de
acordo com o ministro Sarney Filho, é adotar o licenciamento em toda
a região, sendo que os estados do Acre, Amapá e Tocantins já estão
adiantando algumas medidas precursoras.
Em Rondônia, a
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) licencia as
propriedades com mais de 150 hectares e o Ibama as menores, cobrindo
cerca de 50% do estado ou 120 mil km2. O piloto estadual já está em
andamento, em Extrema, na Ponta do Abunã.
No Pará, a
Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam)
licencia propriedades maiores do que 250 hectares e o Ibama as
menores, cobrindo um terço do território estadual ou 400 mil km2. O
piloto é o município de Novo Progresso, no Alto Tapajós. Os
recursos do PPG7 para Rondônia somam R$ 2,170 milhões e para o Pará
R$ 4,049 milhões.
O licenciamento
ambiental de assentamentos ainda está em negociações entre o MMA e
o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), mas a expectativa é
de tratar cada assentamento como um todo, agrupando as reservas
florestais de modo a facilitar a sobrevivência dos remanescentes
florestais. "Os sindicatos rurais e pequenos agricultores da Amazônia
tem nos procurado com a intenção de adotar medidas de controle
ambiental e recomposição das áreas desmatadas acima dos limites
legais, inclusive com propostas de mudanças no crédito agrícola",
conta Mary Alegretti. "É uma demanda alta, importante e
economicamente relevante e estamos estudando maneiras de
atender".
Liana John
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28/01/02 - Ibama
inicia operação de guerra contra comércio ilegal de mogno
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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) dará início, nesta
sefunda-feira, 28, a uma "verdadeira operação de guerra"
para proteger o mogno brasileiro, que vem sendo extraído e
comercializado ilegalmente. A fiscalização atingirá agora, além da
extração na mata e a comercialização nas madeireiras, as estradas
e portos que são utilizados pelo tráfico.
O presidente do Ibama, Hamilton Casara, informou que desde junho,
quando foi iniciada uma investigação sobre as irregularidades em
torno da extração, transporte e comercialização da madeira, que 25
mil metros cúbicos foram apreendidos e outros 22 mil retidos por
efeito de liminares.
Casara afirmou que tem informações seguras que outros 15 mil metros
cúbitos estão escondidos em depósitos clandestinos, devido às
proibições de extração, transporte e comercialização que vigoram
desde o início de dezembro último, e que, portanto, a fiscalização
se estenderá também nas portas de saída do produto,
"especialmente nos portos de Belém, Santarém, Breves, Barcarena
e Itaituba, no Pará, e de Paranaguá e Antonina, no Paraná".
O mogno está ameaçado de extinção devido, principalmente, aos
altos preços alcançados pelo produto no exterior. Segundo informações
do coordenador da Amazônia do movimento ambientalista Greenpeace,
Paulo Adario, grande parte das madeireiras, que até dezembro último
tinham autorização para extrair, transportar e comercializar mogno,
pratica a "lavagem de madeira", que consiste em retirar o
produto ilegalmente de terras indígenas, onde a comercialização é
proibida e, com documentação forjada, exportar.
Segundo Adario, estas empresas compram a madeira dos índios caiapós
por R$ 50 a R$ 70 o metro cúbico e revendem nos portos por US$ 1,1
mil. O mogno é exportado e vendido nos Estados Unidos a US$ 1,6 mil e
na Inglaterra, por US$ 1,8 mil. "Só a cocaína é tão rentável
quanto o mogno", afirmou recentemente o coordenador do movimento.
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28/01/02 - Amazônia
será debatida hoje em Nova York
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Por:
Julize Garcia, do Portal Amazônia
O presidente do Ibama, Hamilton
Casara, participa nesta segunda-feira (28), em Nova York, do primeiro
dia da reunião preparatória para a Conferência Mundial Rio+10, a
ser realizada em setembro deste ano, em Joannesburgo, África do Sul.
Casara está representando o governo brasileiro no encontro.
A Rio+10 irá reunir os países-membros da Organização das Nações
Unidas (ONU) para mostrar o que fizeram nos últimos dez anos para
proteger o meio ambiente.
Na semana passada, entidades ambientais da América Latina se reuniram
na Granja do Torto, em Brasília, para formular propostas de
desenvolvimento sustentável para a Amazônia e levá-las à Rio+10.
A Rio+10 é o encontro sobre ambiente e desenvolvimento sustentável
que dará seqüência à Rio-92.
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28/01/02 - Amazônia
Legal: Proecotur comemora balanço positivo
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Criado para viabilizar o desenvolvimento
do ecoturismo na Amazônia Legal, o Programa Nacional de Ecoturismo (Proecotur)
encerrou 2001 com um balanço positivo, atingindo todas as metas
estabelecidas. A informação é do coordenador do Proecotur, Ricardo
Soavinski.
Executado pela Secretaria de Coordenação da Amazônia e composto
pelo comitê integrado pelos ministérios do Meio Ambiente,
Planejamento, Esporte e Turismo, o Proecotur abrange nove estados:
Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia,
Roraima e Tocantins.
De uma ampla pesquisa e discussão que contou com a participação de
vários órgãos governamentais, ONGs, empresários e consultores,
resultou documento que lançou as bases para implementação de Política
Nacional de Ecoturismo. Entre os objetivos estão assegurar às
comunidades emvolvidas melhores condições de vida e reais benefícios
e, ao meio ambiente, uma poderosa ferramenta que valorize os recursos
naturais. O Proecotur pretende ainda assegurar à nação uma fonte de
riquezas, divisas e geração de empregos. Para colocar em prática a
proposta de preservar com desenvolvimento sustentável, protegendo e
desenvolvendo os atrativos turísticos da região, o Proecotur tem,
entre suas metas, garantir mecanismos capazes de criar ou apoiar
parques e reservas com manejo ecoturístico; criar ambiente de
estabilidade para investimentos em empreendimentos por meio da definição
de políticas e normas de fortalecimento dos órgãos de gestão
ambiental e desenvolvimento turístico; além de viabilizar
operacional e financeiramente empreendimentos na área.
Para a fase de pré-investimentos, em curso até agosto de 2003, o
Proecotur conta com recursos de US$ 13,8 milhões (a maior parte, US$
11 milhões, provenientes do BID; e ,o restante, do governo
brasileiro). Aproximadamente US$ 200 milhões estão previstos para a
fase de investimentos, com prazo de implementação de três anos, até
agosto de 2006.
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28/01/02 - Cientistas
elogiam políticas para Amazônia
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A luta pela preservação da Amazônia
ganha novamente espaço em uma revista científica de renome
internacional, a Science. Só que desta vez é para elogiar e não
criticar. Cientistas brasileiros e americanos apresentam um balanço
positivo dos esforços governamentais para conter a sua devastação,
apesar do aumento das taxas de desmatamento dos últimos anos.
"Não estamos abrindo as
portas do paraíso. Apenas preferimos ver o copo como meio cheio,
em vez de meio vazio", diz a bióloga Ana Cristina Barros,
diretora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e
uma das autoras do artigo, publicado no Fórum de Políticas da
revista.
O texto é assinado também por
pesquisadores do Woods Hole Research Center, em Massachusetts, que
trabalham em parceria com o Ipam, no Pará. Ambos são institutos
de pesquisa sem fins lucrativos. Os cientistas destacam os
programas de combate a queimadas e de licenciamento das
propriedades rurais por meio de imagens de satélites, além da
reintegração de terras griladas como ações que prometem
resultados positivos para a Amazônia.
"A grande mudança no modelo
de desmatamento é que a fronteira está entrando em uma zona mais
úmida, muito mais favorável à exploração florestal do que à
agricultura", diz o americano Dan Nepstad, cientista do Woods
Hole e um dos fundadores do Ipam, que pesquisa a Amazônia há
quase 20 anos. "Nesse sentido, os esforços do governo
brasileiro deverão refletir em menores taxas de desflorestamento
nos próximos anos."
Segundo os pesquisadores, novas
regulamentações sobre o uso da terra na Amazônia permitem
conciliar conservação ambiental e desenvolvimento de maneira
pioneira. "O desenvolvimento econômico é vital, já que 17
milhões de pessoas da região vivem com menos de US$ 100
mensais", escrevem os cientistas. "Interpretamos muitos
dos investimentos em infra-estrutura (incluindo a pavimentação
de estradas e a canalização de rios) como inevitáveis."
Mesmo com o programa Avança Brasil, diz Nepstad, seria possível
manter de 70% a 80% da floresta em pé, desde que as regulamentações
ambientais sejam aplicadas. Até hoje, 15% da Amazônia já foi
desmatada, legal ou ilegalmente.
Estradas - A abertura e
pavimentação de estradas - um dos pontos centrais do Avança
Brasil - é vista como uma das principais ameaças à preservação
da floresta mas também como um importante agente de
desenvolvimento. Segundo Ana Cristina, 75% do desmatamento na Amazônia
está associado a estradas. "A pavimentação provoca um
frenesi de extração madeireira e de desmatamento que
historicamente supera a capacidade do governo de controlar essas
atividades", diz um relatório do Ipam sobre a rodovia Cuiabá-Santarém
(BR-163), aberta em 1974.
A mesma estrada, com mais de mil
quilômetros de terra, é citada no artigo como exemplo de um cenário
que pode mudar para melhor. "Apenas 5% da floresta em um raio
de 50 quilômetros da estrada foi desmatada, comparado a 26% a 58%
das florestas ao longo de estradas pavimentadas 20 a 30 anos atrás",
escrevem os pesquisadores. "Achamos que é possível fazer um
desmatamento controlado", diz Ana Cristina.
De acordo com o artigo, a
pavimentação da Cuiabá-Santarém significaria uma economia de
US$ 70 milhões no transporte de grãos, que hoje saem pelo Porto
de Santos e poderiam escoar por Santarém, no Rio Amazonas. O
setor madeireiro também seria beneficiado. Esses benefícios
poderiam ser revertidos em impostos e pedágios para financiar os
esforços de preservação.
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28/01/02 - Presidente
da República se compromete com defesa da Amazônia
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Por:
Benigna Soares - do Portal Amazônia
O compromisso foi assumido pelo
Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso em
25/jan/2002, durante uma reunião na Granja do Torto, com
representantes da União Internacional para a Conservação da
Natureza. FHC se propôs a contribuir com a defesa do meio ambiente e
com o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Para o presidente, "a sociedade é permeável a mudanças e
adaptações, e o Estado tem que se abrir ao diálogo para poder
atender às demandas mais adequadas".
O ex-deputado pelo PSDB de São Paulo, Fábio Feldmann, foi a pessoa
escolhida por FHC para ajudá-lo com a participação do Brasil na Cúpula
Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+10, que acontecerá
na África do Sul, de 26 de agosto a 4 de setembro, informou a Agência
Brasil.
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28/01/02 - Destruição
da floresta Amazônica atinge níveis alarmantes
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Desmatamento da floresta Amazônia
atingiu níveis alarmantes, entre os anos de 1995 e 2000. Estudo
realizado pelo pesquisador americano William laurence, do Smithsonian
Tropical Research, mostra que o ritmo de destruição cresceu
assustadoramente.
A média de hectares devastada, entre 95 e 2000 foi de 1,9 milhões
por ano, isso equivale a sete campos de futebol por minuto de floresta
destruída. O resultado da pesquisa divulgado na revista científica
"journal of Environmental Conservation" foi baseado nos
dados da Agência Espacial Brasileira, que reúne imagens monitoradas
por satélites.
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28/01/02 - Preservação
da Amazônia
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Terminou em
28/jan/2002 o 1º Fórum Social Pan-amazônico, realizado em Belém
(PA), e reuniu representantes de entidades sociais e organizações
populacionais da Amazônia brasileira.
A iniciativa faz
parte dos esforços da organização do Fórum Social Mundial, lançado
em janeiro de 2001 .
O objetivo do
encontro será criar em toda a Amazônia um espaço de encontros
e articulações dos movimentos e organizações sociais. As discussões
sobre preservação da natureza marcaram os debates do fórum.
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10/11/01 - É
assegurado acordo sobre aquecimento global
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MARRAKESH - Os ministros do Meio
Ambiente e de Energia do mundo conseguiram fechar no último minuto um
acordo, na madrugada de 10/11/2001, detalhando o pacto de Kyoto, que
limita o aquecimento global, abrindo caminho para a sua implementação
no próximo ano.
Deixando de lado os Estados Unidos, país que mais polui o meio
ambiente e que rejeitou o pacto no início do ano, os proponentes do
Protocolo de Kyoto de 1997 convenceram a Rússia e o Japão a
trabalhar pela ratificação do acordo.
"Este é um dia marcante para o meio ambiente depois de quatro
anos de negociações sobre Kyoto", disse o ministro britânico
do Meio Ambiente, Michael Meacher, a repórteres depois de uma
maratona de negociações.
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09/11/01 -
BRASIL
VAI INTEGRAR COMITÊ DE CLIMA EM MARRAKESH
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O
Brasil será um dos dez integrantes do comitê executivo do MDL -
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, um dos pilares do Protocolo de
Kyoto, acordo internacional que tem o objetivo de reduzir as emissões
de gases que causam o efeito estufa. O Brasil negociou com governos
dos países da América Latina e da região do Caribe e obteve o
mandato para representar essa região. Ocupará o posto o
ex-presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Luiz Gylvan Meira
Filho. Entre as atribuições do comitê executivo do MDL estão a
definição dos projetos que serão considerados passíveis de reduzir
as emissões dos gases causadores do efeito estufa e também a
certificação desses projetos.
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09/11/01
- IBAMA QUER REDUZIR
DESPERDÍCIO DE MADEIRA
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O Ibama está promovendo uma série de
cursos técnicos para repassar aos empresários do setor madeireiro
algumas alternativas de aproveitamento de restos de madeira. O
objetivo é reduzir o alto índice de desperdício no beneficiamento
da madeira amazônica, que é de aproximadamente 60%. Além de sugerir
a instalação de fábricas de pisos, objetos de decoração, molduras
e brinquedos, que aproveitam pedaços menores de madeira, o Ibama
sugere a briquetagem ou transformação do pó de serra em blocos de
madeira (briquetes) para uso em caldeiras ou fornos, no lugar da
lenha. Outra alternativa oferecida é a “remadeira”, que usa pó
de serra de várias cores para produzir portas, painéis, janelas,
divisórias ou objetos de decoração. Há também a produção de
madeira plástica, agregando resíduos como papel e plásticos de
embalagens à serragem para moldar placas, que servem como divisórias
ou para a fabricação de móveis.
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30/10/01 - Aquecimento
Global
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Marrakech e Bruxelas
– A conferência das ONU (Organização das Nações Unidas)
sobre mudança climática teve início ontem em Marrakech (Marrocos),
com o objetivo de conseguir, até 9 de novembro, um acordo para frear
o progressivo aquecimento do planeta.
Mais de três mil representantes de 180 países deverão discutir a
aplicação do Protocolo de Kyoto, firmado em 1997, no qual os países
industrializados se comprometeram em reduzir até 2010 suas emissões
de dióxido de carbono para reduzir o efeito estufa.
Durante o plenário de inauguração da conferência, o dirigente da
ONU para mudança climática, Jan Pronk, mostrou-se otimista, mas
assegurou que “resta muito a fazer” para cumprir com os acordos
obtidos em Bonn (Alemanha), na conferência de julho passado.
Além disso, enfatizou que “os acordos firmados na Alemanha” não
serão renegociados, nem os países poderão reduzir seus esforços
para diminuir suas emissões de dióxido de carbono.
A abertura da conferência foi realizada em meio a fortes medidas de
segurança, principalmente em torno da delegação dos Estados Unidos.
Este encontro é um dos poucos de caráter internacional que está
sendo celebrado depois dos atentados contra Nova York e Washington, em
11 de setembro.
A reunião de cúpula está marcada pelo temor (de muitos delegados)
de uma volta a pontos já negociados e que resultaram em acordo alcançado
in extremis no encontro passado em Bonn (Alemanha), no mês de julho
deste ano.
Suspeita-se que quatro grandes países – Rússia, Japão, Austrália
e Canadá – queiram apresentar novas exigências, que poderiam levar
(com a aprovação tácita dos Estados Unidos, principal emissor de
gases responsáveis pela mudança climática) a um fracasso da conferência.
Esta reunião de cúpula deve dotar de conteúdo jurídico e técnico
o importante acordo político resultante da conferência de Bonn. Um
texto que abria as portas à implementação definitiva do Protocolo
de Kyoto para a redução de gases de efeito estufa, responsáveis
pelo aquecimento da terra.
O ministro marroquino do Meio Ambiente, Mohamed El Yazghi, insistiu
sobre a necessidade de se fazer “respeitar a integridade do acordo
de Bonn” e evitar apresentar “novas propostas”.
O secretário executivo da conferência, Michael Zammit Cutajar,
lembrou que “a retirada dos Estados Unidos do protocolo de Kyoto
transfere para os demais países de seu grupo” a responsabilidade de
garantir que as negociações levem a “reduções reais das emissões
de gases de efeito estufa”. Espero, disse, “que as delegações
desses países nos tranqüilizem”.
A conferência de Marrakech tem que detalhar as modalidades de aplicação
do protocolo, redigido em Kyoto em 1997, com o objetivo de fazer com
que os países industrializados reduzam suas emissões desses gases
antes de 2010. A Europa não quer fazer mais concessões.
Transgênicos
O desenvolvimento e o registro de produtos geneticamente modificados
foi o assunto político mais importante da reunião dos ministros do
Ambiente dos 15 países da União Européia (UE), que ocorreu ontem em
Luxemburgo. Os ministros começaram a debater uma proposta de
regulamento apresentada em julho pela Comissão Européia, que prevê
a instauração do registro de transgênicos e dos produtos obtidos a
partir deles, ao longo de toda a cadeia de produção e distribuição,
até sua colocação no mercado.
O objetivo é contribuir para a proteção da saúde humana e
ambiental, assim como fornecer aos consumidores informação sobre
estes produtos. Outro destaque da reunião foram as alterações climáticas.
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16/10/01 - Buraco na camada de ozônio fica bem maior
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Os 180 países signatários do Protocolo de Montreal, contra o uso de substâncias prejudiciais à camada de ozônio, estão reunidos até a próxima sexta feira, em Colombo, no Sri Lanka, com o objetivo de ratificar emendas já aprovadas e aumentar as restrições previstas no acordo internacional. As atenções se voltam, em especial, para os países em desenvolvimento, uma vez que a maioria dos países industrializados já baniu quase todos os químicos nocivos, cuja lista negra abrange 96 substâncias diferentes.
O centro das atenções, como sempre, deve ser o reforço ao Fundo Multilateral para o período 2003-2005. O fundo financia a transferência para tecnologias mais limpas, tendo atendido a 120 países em desenvolvimento, com um total de US$ 1,2 bilhão, desde que foi criado, em 1991. Apesar de ser menor do que o registrado no ano passado, o buraco na camada estratosférica de ozônio sobre a Antártica, este ano, atingiu 38,6 milhões de quilômetros quadrados, quase a soma dos territórios do Brasil e da Rússia. Nas altas latitudes do Hemisfério Norte, a diminuição na camada de ozônio registrada durante a primavera (mês de março) foi de 20% sobre o Canadá, 30% na Sibéria, 10 a 12% na Europa e 6 a 10% nos Estados Unidos.
As medidas são feitas sempre nos meses de primavera, quando o aumento da incidência de raios solares desencadeia as reações químicas com cloro-fluor-carbonos (CFCs), halogênios, freons e outros gases, destruindo o ozônio protetor e deixando passar mais raios ultravioleta.
O tamanho do atual buraco ainda é atribuído às emissões antigas de substâncias prejudiciais, que persistem por muitos anos na alta atmosfera. Os efeitos das restrições feitas a partir do Protocolo de Montreal, de 1987, só serão sentidos dentro de mais algumas décadas, quatro a cinco, pelo menos. Mas ainda é preciso eliminar os CFCs nos países em desenvolvimento, que hoje respondem pelo consumo de 83% destas substâncias. Por enquanto, o acordo só obriga a uma estabilização da quantidade de CFCs consumida, nos mes mos níveis de 1999.
Em 2002, está prevista também a contenção no consumo de halogênios e brometos de metila (usados em fungicidas agrícolas). A intenção, na reunião desta semana, é acelerar a substituição dos químicos mais prejudiciais por outros, menos danosos, nos países em desenvolvimento, ao invés de apenas estabilizar o consumo. E aumentar o controle sobre contrabandos, que têm sido feitos entre países com consumo autorizados e países industrializados.
Além disso, será discutida a ampliação da lista negra, incluindo produtos recentemente desenvolvidos, como os solventes hexaclorobutadieno e n-propil-brometo; o 6-brom-2-metoxil-naftaleno, que serve para fabricar o metil brometo, já proibido, e o halogênio 1202, utilizado no combate ao fogo.
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03/07/01 -(OESP) Fórum
discute ações contra efeito estufa
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A responsabilidade dos países na redução
das emissões de gases causadores do efeito estufa deve ser
diretamente proporcional à respectiva contribuição para a elevação
da temperatura global, defendeu ontem o ministro da Ciência e
Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, no 1.º Fórum Brasileiro de Mudanças
Climáticas. "Os países desenvolvidos devem assumir a frente na
redução das emissões e no financiamento dos custos
associados", disse, na abertura do evento, no Memorial da América
Latina, em São Paulo.
As discussões foram centralizadas em
torno do Protocolo de Kyoto, apoiado pelo governo brasileiro. Ele prevê
que os países desenvolvidos sejam obrigados a reduzir em pelo menos
5%, se comparada aos níveis de 1990, a emissão de gases causadores
do efeito estufa, no período de 2008 e 2012.
Sardenberg destacou que os países em
desenvolvimento terão mais custos por causa de sua inclusão tardia
no processo de desenvolvimento.
A delegação brasileira destacará,
na próxima reunião entre os países envolvidos no protocolo, entre
os dias 16 e 23, a necessidade da regulamentação do mecanismo de
desenvolvimento limpo, uma proposta do Brasil que foi anexada ao
documento. Ele prevê que a execução de projetos de redução de
emissões em países em desenvolvimento sejam financiados por países
desenvolvidos. A próxima Conferência das Partes será em Bonn, na
Alemanha.
O diálogo com outros países,
principalmente os que não querem assinar o protocolo, como os Estados
Unidos, também foi enfatizado por Sardenberg. "O Brasil vai
perseverar nas negociações com todos os países para regulamentar o
protocolo e promover sua ratificação pelo número necessário de
partes (55 países) para entrar em vigor em 2002." Anteontem, uma
agência federal concluiu que houve aumento de 2,7% de emissões de dióxido
de carbono nos Estados Unidos. Modelos matemáticos indicam que a
temperatura média global poderá variar entre 1,5 ºC e 5,8 ºC e o nível
dos oceanos aumentar em até 90 centímetros nos próximos 100 anos.
Promessa - Durante o fórum, o
presidente da Petrobrás, Henri Phillippe Reichstul, declarou que a
empresa quer ser líder no Brasil na adoção de políticas ambientais
e de desenvolvimento sustentado.
A companhia pretende investir R$ 300
milhões, além do R$ 1,5 bilhão que já está sendo investido em
projetos para reduzir o porcentual de enxofre no óleo diesel.
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02/07/01 - Crise
de energia pode aumentar efeito estufa
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Ao mesmo tempo em que apóia
vigorosamente a ratificação do Protocolo de Kyoto - acordo mundial
para combater o aquecimento do planeta - o Brasil corre o risco de ter
um aumento nas próprias emissões de gases-estufa, devido a políticas
públicas pouco preocupadas com o clima.
O descompasso entre diplomacia e decisões domésticas foi apontado sábado
pelo físico Luiz Pinguelli Rosa, da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ) durante o primeiro seminário do Fórum Brasileiro de
Mudanças Climáticas, em São Paulo.
Para ele, o projeto de construir termelétricas a gás (que emitem dióxido
de carbono, principal responsável pelo efeito estufa) como solução
para a crise energética está na contramão do Protocolo de Kyoto,
que força os países a adotar matrizes energéticas limpas. Instituído
em 1999 com o objetivo de trazer o debate sobre o aquecimento global
para a agenda da opinião pública brasileira, o fórum realizou sua
primeira reunião aberta anteontem.
Foram discutidas as perspectivas para o protocolo após a desistência
dos EUA, anunciada em março, e a maneira como o Brasil está se
preparando para enfrentar o aquecimento global.
O físico José Goldemberg, do Instituto de Eletrotécnica e Energia
da Universidade de São Paulo (USP), foi aplaudido ao defender que o
Brasil ratifique o Protocolo de Kyoto ainda este ano, como forma de
estimular a implantação do acordo.
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21/06/01 - (FSP) - Agricultura
espalhou a malária, aponta análise de DNA
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A disseminação da agricultura pelo
Velho Mundo na pré-história também ajudou a espalhar a doença que
hoje mais mata seres humanos, a malária. Essa descoberta foi feita após
a análise do material genético de populações da Europa, África e
Ásia.
Uma equipe internacional estimou que a doença se disseminou pela África
cerca de 6.500 anos atrás, coincidindo com o momento em que o clima
do continente estava mais quente e úmido.
A cada ano, em torno de 0,5 bilhão de pessoas é infectado pelo
parasita da malária e cerca de 2 milhões de pessoas morrem da doença,
principalmente na África.
A pesquisadora Sarah A. Tishkoff, da Universidade de Maryland (EUA),
coordenou uma equipe de 17 cientistas, dos três continentes, que
estudou uma mutação de um gene ligado à prevalência da malária. O
trabalho será publicado na "Science" (www.sciencemag.org).
O gene G6PD é responsável pela produção de uma enzima ligada ao
metabolismo da glicose. Mutações no gene afetam cerca de 400 milhões
de pessoas em todo o mundo. Em grau elevado, a mutação pode causar a
deficiência da enzima no organismo, chegando a provocar uma forma de
anemia.
Existem quase 400 variantes identificadas do gene. A sua forma normal
existe em toda a parte, mas as variantes que causam deficiência da
enzima estão restritas a locais que correspondem quase que exatamente
a regiões onde a malária é ou foi endêmica.
Isso acontece porque, apesar dos problemas ligados à falta da enzima,
a mutação confere um grau de imunidade contra a malária. Os efeitos
negativos das mutações são contrabalançados pelos efeitos
positivos.
"Nós olhamos a quantidade de variação que se acumulou em
cromossomos contendo mutações do gene G6PD. Usando um índice
estimado de mutações, nós pudemos estimar quanto tempo se passou
desde que as mutações se originaram em um cromossomo ancestral. Cada
mutação tinha um cromossomo ancestral distinto", disse Tishkoff
à Folha.
"Esse é um exemplo notável de como a doença infecciosa pode
moldar o caminho da evolução humana", afirma a pesquisadora.
Entender como isso acontece pode ajudar os cientistas a criarem estratégias
de combate à doença, como vacinas e tratamentos, que não entrariam
em conflito com a tendência natural da evolução biológica. O
estudo foi feito em populações do Velho Mundo, a região onde se
acredita que a malária tenha surgido.
A equipe mostrou que uma mutação específica ligada à disseminação
da malária na África ocorreu de 3.840 a 11.760 anos atrás, dentro
do período em que a doença teve impacto nas sociedades.
O clima quente e úmido, com criação de novos lagos, assim como a
introdução da agricultura no Oriente Médio e na África, que trouxe
a destruição de florestas, aumentou o ambiente em que o mosquito se
reproduz _como ocorre na Amazônia brasileira.
O estudo das mutações nos cromossomos de populações da orla do mar
Mediterrâneo, que banha três continentes, indica que a malária começou
a infectar pessoas na região há cerca de 3.300 anos.
É provável, dizem os pesquisadores, que a malária tenha sido
espalhada pelo Mediterrâneo pelos antigos gregos, cujas rotas de comércio
e colonização afetaram largas áreas, como as onde hoje ficam Itália,
Espanha e Turquia.
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13/06/01 - Método
Globio também avalia Amazônia
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Todos os tipos de rodovias, estrada
vicinais e trilhas, mais ferrovias, dutos, linhas de transmissão de
energia, telefone ou telégrafo e assentamentos humanos (de uma
simples casa a cidades) estão sendo avaliados pelo método Globio, na
Amazônia, para produzir um estudo semelhante ao do Ártico.
Um primeiro mapa, feito em outubro de
2000, indica principalmente os impactos da ocupação humana no
entorno da floresta. Também se registrou a influência da construção
de infra-estrutura sobre as populações de insetos e anfíbios, que
chega a 1 km de distância da estrada ou duto; sobre as populações
de pássaros, entre 1 e 2 km, e de mamíferos, entre 2 e 10 km. Em
geral, os efeitos mais visíveis são de redução da abundância
destes animais, mas existem também as espécies que se beneficiam das
alterações, como alguns mosquitos e animais generalistas ou
oportunistas (que têm menos restrições alimentares e/ou mais
capacidade de se adaptar a qualquer ambiente).
A cadeia de montanhas do Himalaia é
outro ecossistema na mira dos pesquisadores do Globio. A primeira
avaliação foi realizada em novembro do ano passado e mostra os
impactos das mudanças no padrão de migração de populações nômades
e semi-nômades, deslocadas pelas novas redes de transporte e infra
estrutura.
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12/06/01 - Bush promete 'esforço'
para deter Efeito Estufa
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O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush,
prometeu se esforçar para encontrar soluções diplomáticas e científicas
para deter o avanço do aquecimento global.
Bush, que em março anunciou que os EUA não iriam mais implementar as
medidas previstas no protocolo de Kyoto, disse que sua decisão
"não deve ser interpretada como negação de responsabilidade em
relação ao problema".
A declaração foi feita algumas horas antes de Bush embarcar na sua
primeira viagem à Europa desde que chegou ao poder, em janeiro.
O protocolo de Kyoto foi assinado em 97 pelos EUA e por vários outros
países, e prevê a redução gradual da emissão de gases que
produzem o Efeito Estufa por países desenvolvidos.
China
Bush disse que os EUA percebem uma responsabilidade na luta para
diminuir a emissão de gases que agravam o aquecimento global.
No entanto, segundo o presidente, o protocolo de Kyoto contém sérios
falhas.
Ele argumentou que os embora os EUA sejam o maior emissor mundial de
gases, alguns países em desenvolvimento que não foram obrigados a
implementar as medidas do documento - como é o caso da China - também
deveriam adotar medidas para combater o Efeito Estufa.
A China é o segundo emissor mundial de CO2 (dióxido de carbono), um
dos principais gases causadores do problema.
"Reconhecemos nossa responsabilidade de reduzir nossas emissões",
disse Bush. "Mas também reconhecemos o outro lado da moeda, que
o resto do mundo emite 80% dos gases que produzem o Efeito Estufa e
que muita poluição é produzida pelos países em
desenvolvimento".
O presidente americano completou: "Mesmo com os melhores
cientistas, com a mais avançada tecnologia, nós sabemos que os EUA não
podem sozinhos resolver esse problema global".
Propostas
George W. Bush, anunciou algumas propostas para combater o problema do
aquecimento global.
Ele sugeriu que haja maior investimento na pesquisa de novas
tecnologias a fim de diminuir a poluição atmosférica e também uma
maior cooperação entre EUA e os demais países do mundo nesse setor.
Segundo o presidente americano, os EUA poderiam ajudar a estabelecer
estações de monitoramento climático em países em desenvolvimento.
Três semanas atrás, Bush apresentou o seu plano para a área de
energia - em que deu a entender a muitos analistas que aumentar o
consumo de carvão e petróleo era a solução para a crise energética
do país.
Além disso, o presidente disse que pelo menos 1.300 novas usinas de
energia teriam que ser construídas nos próximos 20 anos - muitas
delas usinas nucleares e termoelétricas.
Os EUA jogam na atmosfera quase seis bilhões de toneladas de CO2
anualmente, 25% das emissões mundiais.
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11/06/01 - Amazônia
é solução para crise energética
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Franca Siqueira
Com um potencial hídrico de
geração dimensionado em 130.000 Megawatts (MW), a região amazônica
passa a ser encarada, a partir de agora, como a única solução possível
para a grave crise do setor elétrico brasileiro. Esgotada a
capacidade de aproveitamento dos recursos hidrelétricos existentes
nas demais regiões do País, excetuando-se algumas usinas de pequeno
e médio porte no Centro-Oeste, não existe na verdade outra saída:
está na Amazônia a fonte primária de suprimento energético do
Brasil.
E nesse novo cenário, que deve
ganhar contornos mais nítidos dentro dos próximos dez anos, o Estado
do Pará, hoje o quarto colocado no ranking nacional, vai emergir como
o maior produtor de energia elétrica do País. Seu potencial hídrico,
inventariado por estudos da Eletrobrás, é de 61.095 MW. Isso
representa quase a metade (46,9%) dos aproveitamentis disponíveis em
toda a Região Norte e equivale à capacidade de geração de todo o
parque hidrelétrico atualmente em operação no território
brasileiro.
Para que melhor se compreenda a
grandeza desse potencial, basta apenas um dado comparativo. A atual
potência instalada do País, incluindo a usina binacional
(Brasil/Paraguai) de Itaipu, tem sua capacidade de geração limitada
em torno de 60.000 MW, o que é menos da metade do potencial
inventariado na Amazônia.
No Estado do Pará, somente através
de quatro grandes hidrelétricas, poderiam ser gerados quase dois terços
desse total, ou 39.000 MW. Nesta conta se incluem a usina de Tucuruí,
com 8.000 MW quando à plena capacidade, a de Belo Monte, no Xingu,
com 11.000 MW, uma outra também no Xingu, com 6.000 MW, e uma no
Tapajós que, com capacidade de geração para 14.000 MW, será a
maior do mundo.
Tapajós - Pouco conhecido até
hoje, esse mega-aproveitamento do Tapajós fica próximo a Itaituba,
à altura da localidade de São Luís. Ali está localizada a maior
queda sofrida pelos grandes rios que cruzam o Estado do Pará e vão
desaguar na margem direita do Amazonas. Ela resulta do mesmo fenômeno
geológico que afeta também os cursos do Xingu e do Tocantins e que
garante ao Pará uma condição excepcional em potencial de geração
hídrica.
As águas dos três grandes rios,
nascidos nas regiões serranas do Centro-Oeste Brasileiro, nos Estados
de Goiás e Mato Grosso, descem pelo maciço Cristalino e, ao atingir
os limites da planíce amazônica, onde alcançam o curso final para a
desembocadura no Amazonas, sofrem um desnível acentuado, que chega a
70 metros no Tocantins, a 90 no Xingu e a mais de cem metros no Tapajós.
No Tocantins, o maior aproveitamento
- mas não o único - inventariado pela Eletrobrás é o de Tucuruí,
cuja potência instalada será de 8.000 MW quando estiver operando à
plena capacidade. A sua bacia, que inclui como principal afluente o
Araguaia, comporta também uma série de outras hidrelétricas de médio
porte. No Tocantins, podem ser relacionadas, além de Tucuruí, outras
nove usinas - Serra da Mesa, Canabrava, Peixe, Ipueiras, Lajeado,
Tupiratins, Estreito, Serra Quebrada e Marabá. A estas se acrescentam
mais cinco aproveitamentos inventariados no Araguaia: Couto Magalhães,
Barra do Peixe, Torixoréu, Barra do Caiapó e Santa Izabel.
Potencial - Qualquer uma das
quatro grandes hidrelétricas projetadas para os rios Xingu, Tocantins
e Tapajós tem, isoladamente, uma grandeza que não pode ser
desprezada. Para efeito comparativo, basta que se mencione outro
aproveitamento hidrelétrico também situado em território paraense.
A usina de Cachoeira Porteira, no rio Trombetas, também um importante
afluente do Amazonas - mas já na sua margem esquerda -, terá potência
instalada de 1.400 MW. Um potencial considerável, mas que seria
suficiente para atender apenas à atual demanda do Pará, com seu
parque de indústrias eletrointensivas.
É para essa feliz combinação de
fatores, que vai transformar o Pará dentro de poucos anos no maior
produtor brasileiro de minérios e energia elétrica, que deve se
voltar desde já a atenção dos nossos governantes, das lideranças
políticas, dos dirigentes empresariais e da sociedade como um todo:
como aproveitar essas riquezas e transformá-las em instrumentos
efetivos de desenvolvimento econômico do Estado e de bem-estar para
sua população?.
Hidrelétricas se destacam
Com seu encanto inicial perdido desde
o final da década de 80, as hidrelétricas voltam a recuperar prestígio,
especialmente agora com o drama do racionamento, e devem retomar uma
posição de destaque na política energética do país, conforme
admite o próprio Ministério de Minas e Energia, que já tem pronta
uma listagem de nada menos que 28 novas usinas a serem licitadas até
o final do ano que vem. Entre elas, Belo Monte, no Xingu, e Santa
Izabel no rio Araguaia, na divisa com o Tocantins.
As hidrelétricas começaram a perder
terreno em 1988, quando em Altamira o roqueiro Sting e a atriz Lucélia
Santos mobilizaram a opinião pública nacional e internacional contra
a usina de Kararaô - que agora está renascendo como Belo Monte -, e
a índia Tuíra humilhou o então diretor de engenharia da Eletronorte,
José Antônio Muniz Lopes (hoje presidente da empresa),
esfregando-lhe um facão na cara. Para alguns, a cena foi divertida,
mas que acabaria tendo um preço alto: decorridos 13 anos pode-se
considerar que ela foi em parte responsável pelo racionamento que
hoje castiga a população brasileira.
“O discurso a partir de agora será
fortemente hidrelétrico, porque essa é a vocação natural deste país”,
diz o secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Afonso
Henriques Moreira Santos, acrescentando: “Faremos todo o esforço
possível para viabilizar o maior número possível de hidrelétricas
que sejam ambientalmente aceitáveis e economicamente atrativas”. A
usina de Belo Monte, projetada para o Xingu, cabe bem neste figurino.
Na antiga concepção do projeto, seu reservatório alagaria uma área
de 1.200 km quadrados. No projeto atual, o lago terá apenas um terço
disso - 400 km. Em qualquer dos casos, muito menor que o de Tucuruí,
cuja extensão é de 2.875 quilômetros quadrados.
Esta é uma formidável vantagem
comparativa do ponto de vista ambiental, mas há outras igualmente
importantes no aspecto econômico. Segundo uma alta fonte da Eletrobrás,
os custos estimados de Belo Monte são de US$ 3,7 bilhões na obra
civil e de US$ 2,8 bilhões na transmissão. Considerando-se sua potência
instalada, esses custos se diluem para uma faixa de US$ 11 dólares na
geração e de US$ 22 na ponta de consumo mesmo em centros distantes
como São Paulo, por exemplo, o que faz dela, na ótica oficial, um
empreendimento atraente também para os investidores.
Mas ainda sem dispor da energia de
Belo Monte e de novas fontes de geração hídrica, o próprio
ministro de Minas e Energia, José Jorge de Vasconcelos, já avisou
que 2001 e 2002 serão “anos críticos” e, externando as preocupações
do governo, anunciou que medidas emergenciais vão ser adotadas para
enfrentar a crise do setor elétrico. Além da licitação de novas
hidrelétricas, o ministro estima que serão instaladas em todo o
Brasil até o final de 2003 nada menos que 55 usinas termicas, que vão
adicionar ao sistema perto de 15.000 MW. Uma dessas usinas, com
capacidade de geração para 1.300 MW, tem sua construção projetada
para o município de Barcarena, no Pará.(F. S.)
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21/05/01 - Incra quer
identificar desmatamentos ilegais na Amazônia
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O Incra (Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária) vai solicitar ao Inpe (Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais) cópia do relatório que acusa crescimento dos
desmatamentos na Amazônia.
O objetivo é identificar os locais dos desmatamentos para que o
governo possa adotar providências para combater a ilegalidade.
De acordo com o secretário nacional de Reforma Agrária, Orlando
Muniz, essa prática ocorre mais em função da pressão de
madeireiros do que por iniciativa dos agricultores assentados nos
projetos de reforma agrária.
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21/05/01 -
Reserva da biosfera
vai facilitar investimento no Pantanal
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O ministro do Meio Ambiente, José
Sarney Filho, afirmou há pouco que é muito importante a Reserva
Internacional da Biosfera Pantanal porque fica claro que os estados de
Mato Grosso do Sul e Mato Grosso fizeram o seu dever de casa na questão
dos estudos.
Segundo Sarney Filho, o reconhecimento internacional da Biosfera do
Pantanal vai possibilitar a obtenção de financiamento externo.
O ministro, em entrevista há pouco na Associação Comercial e
Industrial de Corumbá, comentou que o ecoturismo vai ser a principal
alavanca no desenvolvimento da região pantaneira.
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