|
|
||
|
As Amazonas Historiadores afirmam que o navegador
Orelhana, cuja aventura vimos
antes, não combateu com mulheres. Na verdade, teria se defrontado com uma tribo
de índios encabelados, os quais, na guerra, eram auxiliados pelas mulheres, daí
Orelhana ter se confundido. Mas outros, inclusive o Frei Gaspar de Carvajal,
que participou da expedição, dão o testemunho da existência das mulheres
guerreiras, no que são acompanhados por descrições de diversos índios... Mas
estes não falavam em amazonas, até porque não sabiam o que significava. Os
índios falavam em Icamiabas, que significa "mulheres sem maridos". Era no Lago Verde que as Amazonas faziam seus muiraquitãs Motivos semelhantes levam esse grande contigente populacional a se deslocar para Alter-do-Chão, uma vila turística localizada na margem direita do rio Tapajós e ligada por via rodoviária à cidade de Santarém. O rio Tapajós possui característica única entre os afluentes do Amazonas – suas águas são cristalinas – e, em frente à vila, com a descida das suas águas durante o verão, surge uma lagoa cor de esmeralda cercada por bancos de areia branca apropriadamente denominada de “Lago Verde”. O Lago Verde, também chamado de Lago dos Muiraquitãs, era ponto de passagem obrigatório das índias Amazonas. Amazonas foi o nome dado às mulheres guerreiras da Antiguidade que habitavam a Ásia Menor e cuja existência alguns historiadores consideravam um mito. Segundo a lenda, elas removiam um dos seios para melhor envergar o arco, deixando o outro para amamentar seus rebentos, que, se nascessem do sexo masculino, eram impiedosamente sacrificados. Amazonas, aliás, quer dizer sem seios (“mazos”) em grego. No século XVI, essa designação foi dada a mulheres com as mesmas características, cuja existência histórica é discutida e que combaterem os conquistadores espanhóis no baixo-Amazonas. Era no Lago Verde, considerado sagrado pelos indígenas, que as Amazonas recolhiam a nefrita (um mineral esverdeado), para produzir seu muiraquitãs, pequenos artefatos talhados na referida pedra em forma de sapos, tartarugas e serpentes, e ao qual se atribuem virtudes de amuleto. Os muiraquitãs eram oferecidas à mãe lua, em troca de favores. Diz a lenda que no fundo do lago há uma pedra mágica escondida. É essa pedra que dá ao lago a sua cor azul nas primeiras horas da manhã, mas que se transforma num verde intenso, durante o dia. Na realidade, isso pode ser o efeito do sol penetrando as águas transparentes e iluminando o fundo do lago, rico em nefrita. |
||