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| RONDÔNIA | ||
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Geografia Localização: oeste da Região Norte. Área: 238.512,8Km² Relevo: planície a O, depressões e pequenos planaltos a N, planalto a SE. Ponto mais elevado: serra dos Pacaás (1.126m) Rios principais: Madeira, Ji-Paraná, Guaporé, Marmoré Vegetação:floresta Amazônica e cerrado a oeste Clima: equatorial Nº de Municípios:52 (1999) Municípios mais populosos: Porto Velho (309.750), Ji-Paraná (93.346), Cacoal (75.171), Ariquemes (73.228), Jaru (47.126), Vilhena (46.482), Rolim de Moura (43.699), Ouro Preto do Oeste (40.443), Guajará-Mirim (39.853), Pimenta Bueno (31.710) (est. 1999). Hora local: 1h Habitante: rondoniano. População 1.296.856 (esta 1999) Densidade:5,44 hab. /Km² Crescimento demográfico: 1,5% ao ano (1991 - 1996) Migração interna:57,84% (1997) IDH: 0,82 (1996) Mortalidade infantil: 34,76‰ (1998) Médicos: 4,62 por 10 mil hab. (1999) Leitos hospitalares: 2,6 por mil hab. (1999) Hospitais públicos: 90 (1999) Educação crianças de 7 a 14 anos fora da escola: 14,9% (1999) Matrículas no ensino infantil: 2.276 (1999) Matrículas no ensino fundamental: 322.870 (1999) Matrículas no ensino médio: 45.674 (1999) Matrículas no ensino superior: 9.306 (1998) Analfabetismo: 7,58% (1996) Governador: José de Abreu Bianco (PFL) Tel. Governo de Estado: (69) 223-1176 End. Internet: Tel: Assembléia Legislativa: (69) 224-7600/224-4898 Senadores: (3) Amir Lando (1) PMDB Ernandes Amorim PPB Moreira Mendes PFL Deputados federais: (8) Agnaldo Muniz PDT Confúcio Moura PMDB Eurípedes Miranda PDT Expedito Júnior PFL Marinha Raupp PSDB Nilton Capixaba PTB Oscar Andrade PFL Sérgio Carvalho PSDB Deputados estaduais: 24 Eleitores: 836.179 (1998) Capital Porto Velho Data de fundação: 2/10/1914 Altitude: 85 m Área: 34.209,5 Km² Habitante: porto-velhense População: 309.750 (est. 1999) Prefeito: Carlos Alberto de Azevedo Camurça (PDT) CEP: 78.900-000 Tel. Prefeitura: (65) 224-5943/224-6228/224-6317 End.
Internet: Tel.
Câmara: (65) 225-1785/225-1716/225-1160 End. Internet: Telefonia: TELERON – Tele Centro Sul: (65) 105-4111/105-4114 Uma história de desbravamento Até o século XX, a região
do Estado de Rondônia, no oeste da Amazônia, era praticamente desconhecida dos
brasileiros. Antes disso, apenas alguns bandeirantes procuraram explorá-la, em
busca de ouro e pedras preciosas. A trilha dos bandeirantes foi retomada em
1907 por um major do corpo engenharia militar, Cândido Mariano da Silva Rondon,
encarregado de estender o telégrafo de Cuiabá para o alto Purus e o alto Juruá.
A primeira expedição de Rondon foi atacada pelos índios nhambiquaras, em
outubro daquele ano, às margens do rio Juruena. Rondon foi obrigado a recuar ,
mas voltou nos anos seguintes, até completar sua missão. Ele se recusava a
atacar a população indígena. Pelo contrário, procurava por todo os meios
protegê-la. "Morrer, se necessário. Matar, nunca", era seu lema. Embora
a população de Porto Velho tenha aumentado cerca de 60% entre 1970 e 1980 (de
84 048 para 133 898 habitantes), ela ainda não possui um comércio desenvolvido.
A indústria, em fase de implantação, abrange apenas alguns estabelecimentos de
preparação de borracha, serrarias, olarias e fábricas de mosaicos. Porto Velho e a estrada de ferro As origens de Porto Velho estão ligadas à construção da Estrada de Ferro Madeira - Mamoré, iniciada em 1907, como parte do acordo firmado entre Brasil e Bolívia, no momento da compra do Acre (1903). Essa ferrovia foi construída pela empresa norte-americana May Jechyl & Randolph (do magnata Percival Farquhar) para escoar a produção de borracha da região a oeste do rio Madeira, que lá não é navegável, devido às corredeiras. Partindo de Guajará-Mirim (na fronteira com a Bolívia), a ferrovia percorria mais de 300 km em território brasileiro, na direção leste, acompanhando o rio Madeira até o trecho em que ele se torna navegável. Nesse trecho, a borracha era embarcada me navios que a levavam ao Atlântico, através do Amazonas. Esse pequeno porto é que deu origem a Porto Velho. Inicialmente, a vila de Porto Velho foi sendo povoado pelos próprios funcionários da Madeira - Mamoré e por comerciantes de borracha. Mas o desenvolvimento foi tão rápido que a vila foi elevada à categoria de cidade já em 1919 9 ESTADOS – Rondônia Em dezembro de 1981, uma nova estrela passou
a brilhar na bandeira do Brasil. Trata-se de Rondônia, o 23.° Estado da
federação, uma terra cheia de aventuras e aventureiros em busca das riquezas
naturais que o Estado oferece: madeira, cacau, ouro, borracha e as preciosas
minas de estanho. Desmembrado do Estado de Mato Grosso, foi criado, em 1943, o território de Guaporé. Em 1956, passou a se chamar Rondônia, em homenagem a Rondon, o grande desbravador dos sertões mato-grossenses. Finalmente, a 22 de dezembro de 1981, Rondônia tornou-se o 23.° Estado brasileiro. Sua área 238513 km²) é mais ou menos equivalente à do Reino Unido e à do Estados de São Paulo. Porto Velho, a capital, situa-se às margens do rio Madeira. Liga-se a Guajará-Mirim por ferrovia e a Cuiabá por rodovia. O clima é quente e úmido, e a temperatura média anual é de 26°C. O grande número de rios navegáveis facilita o transporte, beneficiando a indústria extrativista, base da economia do Estado. Borracha e estanho Em 1970, Rondônia tinha 111.064 habitantes. Dez anos depois, a população aumentara para mais de 490 000 pessoas. Esse crescimento aconteceu sobretudo por causa dos projetos de colonização implementados pelo Incra, que desde a década de 70 passou a distribuir lotes de terra aos lavradores, estimulando várias culturas, como a de borracha, mandioca, milho, cacau, café, arroz e feijão. De todas essas culturas a que mais recebe incentivos é a de borracha, que obteve, em 1980, a maior parte do crédito agrícola. O objetivo desses incentivos é rentabilizar o cultivo comercial das seringueiras, de modo que o Brasil se torne novamente um dos principais exportadores de borracha. Em 1960, foram descobertas ricas jazidas de cassiterita - mineral que dá origem ao estanho. Desse modo, a extração de cassiterita passou a ser a atividade mais importante de Rondônia, que, por sua vez, se tornou o primeiro produtor nacional de estanho, com cerca de 8 000 t por ano. Em 1971, o Governo federal proibiu a exploração de cassiterita por garimpeiros independentes e o minério passou a ser lavado mecanicamente por empresas autorizadas pelo DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral). A expectativa do progresso rondoniano é tamanha, que se estima para o ano 2000 uma população de 1,5 milhão de habitantes no Estado. |
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