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  PARÁ  

Geografia

 

Localização: Centro da Região Norte.

Área: 1.253.164,5 km²

Relevo: planície amazônica a N, depressões e pequenos planaltos.

Ponto mais elevado: serra do Acari (906 m).

Rios principais: Amazonas, Tapajós, Xingu, Jari, Tocantins, Pará.

Vegetação: mangues no litoral, campos na Ilha de Marajó, cerrado a S e floresta Amazônica

Clima: equatorial.

Nº de Municípios: 143 (1999)

Municípios mais populosos: Belém (1.186.926), Ananindeua (400.940) Satarém (241.771), Marabá (167.795), Castanhal(127.634), Abaetetuba (111.258), Itaituba (101.320), Cametá (92.779), Bragança (87.866), Altamira (85.901) (est. 1999)

Hora local: a mesma

Habitante: paraense

População  5.886.454 (est. 1999)

Densidade: 4,69 hab./ km²

Crescimento demográfico: 2,2% ao ano (1991 - 1996)

Migração interna: 18,25% (1997)

IDH: 0,7 (1996)

 

Saúde

 

Mortalidade infantil: 35,83‰ (1998)

Médicos:6,66 por 10 mil hab. (1999).

Leitos hospitalares: 1,9 por mil hab. (1999)

Hospital públicos: 208 (1999)

 

Educação

 

Crianças de 7 a 14 anos fora da escola: 14,8% (1996)

Matrículas no ensino infantil:259.171 (1999)

Matrículas no ensino fundamental: 1.631.108 (1999)

Matrículas no ensino médio: 238.954 (1999)

Matrículas no ensino superior: 38.902 (1998)

Analfabetismo: 12,41% (1996)

 

Governo

 

Governadores: Almir José de Oliveira Gabriel (PSDB)

Tel. Governo de Estado: (91) 248-1344/248-4844/248-7544

End. Internet: www.pa.gov.br

Tel: Assembléia Legislativa: (91) 213-4200/241-2344

 

Senadores(3)

 

Ademir Andrade                     PSDB

Jader Barbalho                       PMDB

Luiz Otávio Campos(1)                    PPB

 

Deputados federais: (17) 

 

Anivaldo Vale             PSDB

Deusdeth Pantoja       PFL

Elcione Barbalho         PMDB

Gérson Peres              PPB

Giovanni Queiroz         PDT

João Batista Babá        PT

Jorge Costa                 PMDB

José Priante                PMDB

Josué Bengtson           PTB

Nicias Ribeiro              PSDB

Nílson Pinto                 PSDB

Paulo Rocha                PT

Raimundo Santos        PFL

Renildo Leal                PMDB

Valdir Ganzer              PT

Vic Pires Franco          PFL

Zenaldo Coutinho       PSDB

 

Deputado estaduais: 41

 

Eleitores: 3.220.778 (1998)

 

Capital Belém

 

Data de fundação: 12/1/1616

Altitude: 10 m

Área: 1.070,1 Km²

Habitante: belenense

População: 1.186.926 (est. 1999)

Prefeito: Edmilson Brito Rodrigues (PT)

CEP: 66.000-000

Tel. Prefeitura: (91) 242-3344

End. Internet:

Tel. Câmara: (91) 242-5522/233-2907

End. Internet:

Telefonia: Embratel: (91) 0800-902000/216-8182/222-2200

Telemar - PA: (91) 105-1011

Telesp Celular: (91) 222-2111/222-3544

9 ESTADOS – PARÁ

 

Pará: Privilegiado até na localização

 

Pará é um Estado privilegiado geograficamente, por se localizar numa posição estratégica na Região Norte ou Amazônica e, para efeito de planejamento econômico, na Amazônia Legal (de acordo com a SUDAM – Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia). É atravessado no extremo norte pela linha do Equador, possuindo terras, portanto, nos dois hemisférios, com predominância territorial no hemisfério sul. Limita-se ao Norte com a Guiana e o Suriname, através do Planalto das Guianas (representado pelas Serras de Acarai e Tumucumaque); a Nordeste com o Estado do Amapá (através do Rio Jarí) e com o Oceano Atlântico; a Leste, com o Estado do Maranhão (através do Rio Gurupi); a Sudeste com o Estado do Tocantins (através do Rio Araguaia); ao Sul e Sudeste com o Estado do Mato Grosso (através do Planalto Central, representado pelas Serras dos Gradaús e Cachimbo e o Rio Teles Pires); a Oeste com o Estado do Amazonas (através de uma linha imaginária e do Rio Jamundá); e no extremo Noroeste com o Estado de Roraima (através do Planalto das Guianas, representado pelo prolongamento da Serra do Acarai).

Com uma superfície de 1.253.164,5 km² é o segundo maior Estado da Federação: sua área representa 14,66% de todo o território brasileiro. Todo o litoral paraense, com 562 km de extensão, é banhado pelo Oceano Atlântico. Tem uma vegetação marcada pela variedade de espécies; uma fauna igualmente rica; inúmeros e caudalosos rios, igarapés, lagos, furos e paranás; clima quente e úmido, que varia entre meses com muita chuva e outros com menor índice pluviométrico, e um relevo dividido entre planície e áreas mais elevadas.

 

COORDENADAS GEOGRÁFICAS

02º37’36’’ de latitude Norte

09º50’27’’ de latitude Sul

46º03’18’’ de longitude Leste

58º53’42’’ de longitude Oeste (Greenwich)

 

9 ESTADOS – Pará – População

 

Perfil demográfico

 

A população paraense é estimada pelo IBGE em 5.332.187 habitantes. Até 1991, segundo o IBGE, a densidade demográfica do Estado era de 5,07 habitantes por km². As maiores concentrações populacionais estão na Região Metropolitana de Belém, nas Microrregiões de Santarém, Cametá e Guamá.

 

Na formação do povo, paraense predomina a influência indígena, pois sua área, desde a pré-história, foi habitada por um grande número de nativos, pertencentes a grupos diferentes. Esta influência continua a se fazer sentir não somente no seu biótipo, como também em nossa cultura, através dos ritmos, alimentação, artesanato, em suma, no nosso folclore. Ainda hoje a população indígena do Pará é bastante significativa, principalmente no extremo Norte e no Centro Sul do Estado, predominado nas áreas do Parque Indígena do Tumucumaque, nas áreas indígenas do Rio Paru d’Este e de Cuminapanema, áreas indígenas de Menkranotire, Kaiapó e Baú, além de outras dispersas, especialmente ao Sul do Rio Amazonas, entre as Bacias do Xingu e do Tocantins.

No início do século XVII chegaram os colonizadores portugueses, liderados por Francisco Caldeira Castelo Branco, que se estabeleceram na foz do Rio Guamá onde fundaram o Forte do Presépio, posteriormente denominado Forte do Castelo, marco de origem da hoje capital do Estado, Belém ou Santa Maria de Belém do Grão-Pará.

Pedro Teixeira, um dos remanescentes da expedição de Castelo Branco, conhecido como “Conquistador da Amazônia”, anos depois partiu de Belém, seguindo através do Rio Amazonas em direção às suas nascentes, percorrendo como desbravador as terras paraenses em direção ao Oeste. Seguiram-se outras expedições, fundou-se outro forte, na cidade Óbidos, no “cotovelo do Amazonas”, ponto estratégico pelo fato de aí, o grande rio apresentar sua menor largura – 1,5 km. Muitos foram aqueles que se dirigiam ao interior paraense em busca das chamadas “drogas do sertão”ou “especiarias”, destacando-se dentre elas a canela, o sândalo, o patchouli, o pau d’água etc.

Posteriormente foi o Ciclo da Borracha o responsável pela vinda de imigrantes, que se estabeleceram nos seringais, onde os seringalistas – os donos – de origem portuguesa, iniciaram o período de atração de imigrantes internos, nordestinos, que passaram a trabalhar como seringueiros – como peões – nas “estradas”da borracha. O auge do Ciclo da Borracha trouxe grandes riquezas para a Região Amazônica como um todo e, também, especialmente ao Pará. Belém transformou-se em metrópole da Amazônia, importando padrões de vida característicos da Europa. O período de 1850 – 1910 representou um marco exponencial na fisionomia e na vida de Belém – construíram-se palácios, teatro, avenidas, monumentos; traziam-se artistas famosos diretamente da Europa para apresentações não só em Belém, como na capital do vizinho Estado do Amazonas. No entanto, com a queda do Ciclo da borracha, veio a decadência, que teve como conseqüência, inclusive, uma diminuição da população no período de 1920 – 1940. Enquanto no período de 1900 – 1920 a população paraense havia mais do que duplicado, entre 1920 – 1940 ocorreu um decréscimo de cerca de 40.000 habitantes, voltando a crescer, embora em ritmo lento, no período de 1940 – 1950.

Nas décadas de 50 e 60, a população voltou a crescer, tendo como principais causas a construção de Brasília e a abertura da Belém – Brasília. No entanto, foi a partir da década de 70 que houve um maior incremento populacional, devido à implantação dos grandes projetos agropecuários e extrativistas (vegetais e minerais) que se estabeleceram no Estado, atraídos pelos incentivos fiscais da SUDAM.

Nesta época se iniciou a fixação de grandes correntes de imigrantes, principalmente no Sul e Sudeste paraenses, formadas por gaúchos, catarinenses, paranaenses, mineiros, goianos e outros, dando origem a um caldeamento étnico diversificado, tendo em vista que o paraense originariamente era formado pela mistura de índios com brancos de origem portuguesa e posteriormente pela mistura com nordestinos, com pequena influência negra. Atualmente apresentamos uma fisionomia mais diversificada, uma vez que os imigrantes provenientes do Sul são descendentes de alemães e italianos.

Embora com uma das mais baixas densidades demográficas médias do Brasil – 4,16 hab/km² - e uma população absoluta de 5.181.570 habitantes (Sinopse Preliminar do Censo Demográfico de 1991 – FIBGE), o Pará teve seu crescimento demográfico acelerado no Sul do Estado devido aos grandes projetos. Porém, as maiores concentrações ocorrem na Área Metropolitana de Belém e nas microrregiões de Santarém, Cametá e Guamá.

As estimativas para 1995, apresentam uma previsão de 5.332.187 habitantes (segundo o IBGE). No entanto, devido a uma reversão de expectativa no sucesso da implantação dos chamados “grandes projetos” e a diminuição da taxa de crescimento populacional que vem ocorrendo em todo o país, resultante do controle da natalidade, este dado tende a não se confirmar.

A falta de uma política definida de estímulo à fixação do homem no campo e, também, o já referido insucesso dos “grandes projetos”, seu início com maior intensidade, ao êxodo rural, com um grande contingente populacional deslocando-se para a capital. De acordo com o Censo de 1991, a distribuição rural/urbana da população paraense, por sexo.

Constata-se, portanto, que já há uma predominância da população urbana (52,46%). Por sua vez, enquanto que tradicionalmente há maioria, embora pequena, do sexo feminino em grande parte dos Estados brasileiros, no Pará isto não acontece, pois a população masculina é de 50,55%. Na zona rural, para onde se dirigiram as correntes migratórias do Sul e Sudeste, que constituíram mão-de-obra para os projetos agropecuários, minerais e extrativistas vegetais, esta mão-de-obra, masculina quase exclusivamente, também é responsável pela maior incidência deste sexo no interior, correspondendo a 52,59%. No entanto, na zona urbana, há mais mulheres, correspondendo a 51,29% da população urbana paraense.

A área Metropolitana de Belém, por sua vez, nas últimas décadas, sofreu um verdadeiro inchaço populacional, possuindo, de acordo com o Censo de 1991, 1.447.251 habitantes, correspondendo a 29,24% da população paraense, com uma predominância de mulheres – 755.298 (52,19%) sobre homens – 691.953 (47,81%). Este crescimento acelerado deu origem a uma série de problemas urbanos, por falta de infra-estrutura em todos aspectos, destacando-se as grandes concentrações populacionais na área das baixadas, na periferia urbana, onde o problema das invasões se agrava cada vez mais. Em sua área metropolitana – na Grande Belém – localiza-se a maior área de invasão da América Latina, no município de Ananindeua, o PAAR (sigla que homenageia os Estados do Pará, Amazonas, Acre e Roraima).

Contata-se a tendência da população brasileira em geral,  que corresponde a de áreas consideradas novas/ subdesenvolvidas ou periféricas, onde há uma predominância da faixa etária de crianças e pré-adolescentes, representando 42,52% na faixa etária de 0 a 14 e de jovens e adultos até 39 anos, que constituem 40,24%, na faixa etária de 40 a 59 anos correspondem a apenas 12,35% e, acima desta idade, temos apenas 4,39%. Portanto, há uma verdadeira pirâmide, com uma base larga, esta se afunilando até chegar a um vértice estreito.

Se considerarmos que a população ativa seria a da faixa etária entre 15 e 65 anos de idade, de acordo com a realidade atual, uma vez que já existem muitas crianças e jovens no mercado de trabalho com idade inferior a 18 anos e habitantes com mais de 60 anos também, assim mesmo temos uma faixa de cerca de 50% da população ativa para sustentar os outros 50% que não o são.

Se do total de habitantes na faixa etária de 15 anos a mais, por sua vez, 24,39% são analfabetos, significa que cerca de ¼ da população ativa o é, constituindo, portanto, mão-de-obra não qualificada, que se dedica ao subemprego/ mercado informal, quando não se encontram desempregados.

Esta perfil da população paraense precisa mudar, para que se possa garantir uma transformação no panorama sócio- econômico do Estado e deixarmos de constituir fonte de exportação de matéria-prima e importação de produtos industrializados, o que representa um déficit bastante sério em nossa balança comercial e um entrave ao nosso desenvolvimento.

9 Estados - Pará

 

Estado regido pelas águas, o Pará se caracteriza por sua intrincada rede de rios, dominada pelo Amazonas. Rico em reservas minerais, o Pará entrou na década de 80 com duas grandes metas: desenvolver o Projeto Grande Carajás (ferro, cobre, manganês, bauxita, níquel e ouro), de que faz parte a hidrelétrica de Tucuruí, e o Projeto Jari (gado, caulim, madeira e papel).

O Estado do Pará, verdadeiro mundo de águas e florestas, ocupa uma superfície de 1.253.165 km². Sua população está distribuída, na sua maior parte, em 87 municípios, dos quais os principais são : Belém (capital do Estado, situada no rio Pará, braço sul da foz do rio Amazonas), Santarém (às margens do Tapajós) e Conceição do Araguaia (às margens do Araguaia). Belém é a mais importante cidade da região Norte do País. É através de seu porto que se escoam as riquezas da Amazônia (madeira, frutas, minérios etc.). A cidade possui diversas indústrias (metalúrgicas, tecelagens, fábricas de sapatos e de móveis etc.). O principal mercado de Belém é o Ver-o-Peso, ao lado do porto. Lá se vendem os produtos típicos da Amazônia - frutos como o cupuaçu (marrom, com cerca de 20 cm de diâmetro, próprio para fazer sucos e compotas; seu sabor é parecido com o da jaca), taperebá (pequeno fruto amarelo, de sabor agridoce, usado para fazer doces e sucos), açaí (pequenos frutos roxo, extraído da palmeira de que se obtém o palmito; serve para fazer sucos e licor), pupunha (pequenos frutos avermelhado extraído de uma palmeira; é cozido com sal, fazendo parte do café da manhã dos caboclos), jambo (vermelho, de sabor agridoce), sapoti (marrom, com gosto de caqui), graviola, manga, castanha-do-pará etc. No Ver-o-Peso pode-se comprar também uma infinidade de ervas da medicina caseira. E saborear os pratos de uma das mais famosas cozinhas típicas do Brasil - a do Norte, baseada no peixe e na mandioca : pato no tucupi (molho de mandioca temperado com jambu, uma erva picante), tacacá (sopa de mandioca com jambu e camarão seco), maniçoba (creme de folhas de mandioca com carne, servido com arroz) etc. Outra das grandes atrações de Belém é o Museu Emílio Goeldi, que possui uma importante coleção de cerâmica précabralina ( de culturas indígenas, como as de Marajó, Trombetas e Santarém, que existiam na Amazônia antes da chegada de Cabral, no século XV. O museu tem também zoológico e um jardim botânico, com animais e plantas da Amazônia. Mas a principal atração da cidade é a procissão do Círio de Nazaré, que se realiza no segundo Domingo de outubro e reúne milhares de pessoas.

 

O barco é o meio de transporte 

 

Para ir a Belém fazer compras ou vender produtos (peixes, frutas da selva etc.) a população dos vilarejos do interior (geralmente mestiços de brancos com índios) utiliza canoas e barcos a motor ("gaiolinhas"). Para viagens mais longas, partem do porto de Belém imensas "gaiolas" (barcaças a motor com dois andares, providas de cabines - 1.° classe - e suportes para redes de dormir, no convés - 2.° classe). Essas embarcações é que fazem a ligação com Manaus, no Amazonas

(cinco dias de viagem). Belém está ligada a Brasília pela rodovia Belém - Brasília, e ao Nordeste pela BR - 316. A rodovia Transamazônica, partindo da cidade de Rio Branco, no Acre, corta o sul do Pará. Fora essas grandes rodovias, a principal via de locomoção da população do Pará são os rios - verdadeiras estradas de água. Afinal, o Estado é dominado pelas águas. Por ele passam o rio Amazonas e inúmeros de seus afluentes, como o Tapajós e o Xingu, na margem direita; e o Jari, o Paru, o Trombetas e o Nhamundá, na margem esquerda. Nos vilarejos do interior, situados às margens dos rios ou ilhas, as crianças usam canoas par irem à escola.

 

As riquezas do Pará 

 

Os principais produtos da economia paraense são os agrícolas: juta, mandioca, arroz etc. Além disso, a floresta equatorial oferece uma infinidade de madeira de lei e vários produtos naturais: castaha-do-pará, cravo, cacau, baunilha, salsaparrilha, noz-do-pará (pixurim) etc. Em 1985, o Pará produziu 3 888 t de borracha natural (extraída das seringueiras nativas), o equivalente a 11% da produção brasileira. A pecuária paraense está concentrada nos municípios de Santarém, Oriximiná, Alenquer e Monte Alegre, e sobretudo nos campos de Marajó, totalizando 3 485 368 cabeças de gado em 1985. O Pará também é rico em minérios. A serra dos Carajás, por exemplos, tem uma serva de minério de ferro calculada em 18 bilhões de toneladas, além de cobre (1 bilhão de toneladas), manganês (56 milhões de toneladas), bauxita, níquel e ouro. O Estado ainda possui reservas de cassiterita , calcório, chumbo, diamante, caulim, carvão e cromo. Em 1980, o Governo federal começou a implantar um projeto de exploração do minério de ferro, que recebeu o nome de Projeto Grande Carajás. Com a finalidade de fornecer energia para o projeto, o Governo deu início, em 1987, à construção da hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins, a 300 km de Belém. Desde 1979, através do Projeto Jari (na divisa dos municípios de Almeirim, no norte do Pará, e Mazagão, no Amapá) e da mineração Rio do Norte (no município de Oriximiná), o Estado está produzido caulim e bauxita. O Projeto Jari, aliás, tem uma longa história: começou na década de 60, quando o empresário norte-americano Daniel Ludwig comprou na região uma área de 1 600 000 há ( isto é, 16 000 km², o que corresponde a quinze vezes o antigo Estado da Guanabara). Contando com incentivos do Governo brasileiro, Ludwig começou a explorar os minérios da região de caulim (um tipo de argila) e agropecuários: plantação de árvores para corte, arroz, criação de búfalos etc. Em 1982, o Projeto Jari foi nacionalizado, e vendido a empresários brasileiros. Em fevereiro de 1980, começava uma enlouquecida corrida ao ouro descoberto em Serra Pelada, no sul do Pará. Em poucos meses, aquelas jazidas de aluvião já tinham produzido 1 500 kg do minério. E, no médio Amazonas, a Petrobrás localizou uma das maiores bacias de sal-gema do mundo, que se estende de Monte Alegre até o Estado do Amazonas.

 

9 Estados -  Pará           

 

A conquista do "grande mar"

 

A história do Pará começa com a vinda de uma expedição comandada pelo capitão português Francisco Caldeira de Castelo Branco, que recebera a incumbência de fundar uma nova capitania na região abandonada pelos franceses ( que foram expulsos por tropas portuguesas), conhecida como França Equinocial (que incluía também as terras do Maranhão). Assim, depois de costear o litoral entre São Luís e a foz do Tocantins, Castelo Branco fundou, em janeiro de 1616, o forte do Presépio, que daria origem á cidade de Nossa Senhora de Belém, núcleo da nova capitania do Grão-Pará, Esse nome foi tirado parcialmente do tupi pa'ra ("mar"): denominação que os índios davam ao braço direito do rio Amazonas, que se alarga muito ao confluir com Tocantins. Daí o nome da capitania: Grão-Pará ("grande mar"). Belém funcionou durante trinta anos como centro avançado da civilização ibérica (Portugal e Espanha estavam unificados desde 1580), em luta com os invasores franceses, holandeses e ingleses.  A partir de meados do século XVII, a economia paraense firmou-se com a exportação de cana-de-açúcar, algodão, café (introduzido na região - e no Brasil - em 1727, por Francisco de Melo Palheta, que trouxe mudas das Guiana Francesa) e cacau. A escassez de mão-de-obra, no entanto, gerava graves conflitos entre os jesuítas e os colonos, na disputa pela utilização do trabalho indígena. Em julho de 1661, um desses conflitos terminou com a prisão e expulsão do padre português Antônio Vieira (famoso pela qualidade literária de seus sermões) e de vários outros jesuítas. No século XIX, Belém já apresentava aspecto de grande centro urbano, beneficiando-se do esplendor do "ciclo da borracha", também obtida na região. São testemunhos desse período imponentes edifícios, como o Teatro da Paz.