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  ACRE  

Geografia

 

Localização: Extremo oeste da Região Norte.

Área: 153.149,9 km².

Relevo: depressão na maior parte do território; planície estreita a N.

Ponto mais elevado: serra do Divisor ou de conta(609m).

Rios principais: Juruá, Xapuri, Purus, Taraucá, Muru, Embirá, Acré, Moa.

Vegetação: floresta Amazônica.

Clima: equatorial.

Nº de Municípios: 22 (1999).

Municípios mais populosos: Rio Branco (259.537), cruzeiro do Sul (62.691), Feijó (25.086), Taraucá (23.894), Sena Madureira (22.595), Xapuri ( 14.231), Brasiléia (13.930), Senador Guiomard (13.830), Plácido de Castro (11.911), Epitaciolândia (10.357) (est. 1999).

Hora local: 2h.

Habitante: acreano.

População: 527.937 (est. 1999).

Densidade: 3,45 hab./ km².

Crescimento demográfico: 3% ao ano (1991 - 1996).

Migração interna: 14,93% (1997).

IDH: 0,75 (1996)

 

Saúde 

 

Mortalidade infantil: 44,7% (1998).

Médicos: 4,77 por 10 mil hab. (1999).

Leitos hospitalares: 2,8 por mil hab.( 1999).

Hospital públicos: 23 (1999).

 

Educação

 

Criança de 7 a 14 anos fora da escola: 20, 7% (1996).

Matrículas no ensino fundamental:144.181 (1999).

médio: 22.832 (1999).

Matrículas no ensino superior: 3.514 (1998).

Analfabetismo: 17,71% (1996).

 

Governo 

 

Governador: Jorge Viana ( PT).

Tel. Governo de Estado:

End. Internet: www.ac.gov.br

Tel. Assembléia Legislativa:

 

Senadores: (3)

 

Marina Silva      PT

Nabor Júnior     PMDB

Tião Viana (1)    PT

 

Deputados federais (8)      

 

lldefonço Cordeiro   PFL

João Tota               PPB

José Aleksandro      PFL

Márcio Bittar           PPS

Marcos Afonso        PT

Nilson Mourão         PT

Sérgio Barros         PSDB

Zila Bezerra            PFL

 

Deputados estaduais : 24.

 

Eleitores: 318.955 (1998).

 

Capital  Rio Branco

 

Data de fundação: 28/12/1882

Altitude: 153 m

Área do município: 9.962,4 Km²

Habitante: rio-branquense

População: 259.537 (1999)

Prefeito: Mauri Sérgio Moura de Oliveira (PMDB)

CEP: 69.900-000

Tel. Prefeitura Municipal:

End. Internet:

Tel. Câmara Municipal:

End. Internet:

Telefonia:

9 ESTADOS – ACRE         

 

Até o início do século 20 o Acre pertencia à Bolívia. Porém, desde o princípio do século 19, grande parte de sua população era de brasileiros que exploravam seringais e que e que, na prática, acabaram criando um território independente. Em 1899, os bolivianos tentaram assegurar o controle da área, mas o brasileiros se revoltaram. Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do tratado de Petrópolis, o Brasil recebeu a posse definitiva da região em troca de terras do Mato Grosso, do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas e do compromisso de construir a estrada de ferro Madeira-Marmoré. O Acre foi então integrado ao Brasil como território, dividido em três departamentos. Em 1920 unificando e, em 15 de junho de 1962, elevando à categoria de Estado.

 

9 ESTADOS – ACRE            

 

 

No extremo oeste da região Norte, divisa com Peru e Bolívia, 2 183 de fronteiras formam dois lados de um tosco triângulo de 153.150 km². É o Acre, Estado criado em 15 de julho de 1962. Vinte e cinco anos de pois, seu principal problema ainda é a dificuldade de contato com o resto do Brasil: em 1986, o Estado contava pouco mais de 2 000 km de rodovias.

 

No Acre, a mais importante via de Comunicação e transporte são os rios. Mas essas "estradas de água" só podem ser navegadas na época das cheias, pois durante a seca só se pode percorrê-las em canoas leves. Por isso, os principais, portos que escoam a produção acreana situam-se no Estado do Amazonas: Boca do Acre, para a bacia do rio Purus, e Eirunepé, para a do rio Juruá. Esse relativo isolamento do Acre, somado à grande extensão de suas fronteiras internacionais, tem outras conseqüências . Assim, o arroz, os óleos combustíveis, enlatados e outros industriais de Cruzeiro do Sul, segundo cidade mais populosa do Acre, vêm sobretudo de Pucallpa, no Peru, a preços bem inferiores aos do mercado brasileiro. Da mesma forma, ao longo dos 1565 km que fazem limite com o Peru, muitas são as crianças que atravessam diariamente a fronteira e aprendem espanhol nas escolas peruanas, por falta de escolas nacionais na região. Os prolongamentos orientais dos Andes peruanos vão perdendo altitude pouco a pouco. Ultrapassada a serra do Divisor, também chamada da Contamana - barreira entre as bacias dos rios Juruá e Ucayali -,já se está em terras do Brasil. Nessa região, as maiores altitudes não ultrapassam 600 m. O relevo do Acre é formado por uma vasta planície de terras firmes, de altitude entre 100 e 300 m. Não existem aí as grandes várzeas tão comuns no resto da região Norte. De modo geral, os terrenos são formados de rochas sedimentares ("areias" resultantes do desgaste de terrenos antigos). A falta de afloramentos rochosos (e o Acre é o único Estado brasileiro nessa situação) cria um problema especial: é difícil construir os alicerces das casas, calçar as ruas e conservar o piso das poucas estradas, pois o chão é "arenoso". Como em toda a Amazônia, o clima do Acre é muito quente e úmido. Ocorre, entretanto, uma curta mas nítida estação seca entre junho e agosto: durante um ou dois meses as chuvas praticamente desaparecem. Em sua maioria, os rios do Acre têm leitos estreitos e várzeas insignificantes. Os principais são o Juruá, o Puru, o Acre, o Abunã, o Iaco, o Tarauacá e o Envira. Apesar dos rios e do relevo sem acidentes, a ocupação do Acre foi dificultada pela presença de uma densa mata de terra firme, cujas árvores alcançam porte incomum no resto da região Norte.

 

Povoamento e economia

 

O povoamento do Acre foi feito principalmente por nordestinos, em fins do século passado. Em busca da borracha, subiram os cursos do Purus e do Juruá, ultrapassando de muito as fronteiras do Brasil estabelecidas em 1750 pelo tratado de Madri (que cedia aos portugueses terras a oeste do meridiano de Tordesilhas, antes pertencentes aos espanhóis). Quando o Governo boliviano tentou impor tarifas às mercadorias entradas e saídas da região, seus habitantes rebelaram-se e, liderados por Plácido de Castro, foram vitoriosos em diversos choques armados. Em 1903, o Tratado de Petrópolis solucionou os conflitos: o Brasil ficava com o Acre, comprometendo-se a indenizar a Bolívia com a quantia de 2 milhões de libras e a construir a Estrada de Ferro Madeira - Mamoré, facilitando o escoamento dos produtos bolivianos. Com o declínio da borracha, nos anos, 20, o Acre sofreu um esvaziamento demográfico: em 1920 possuía 92 379 habitantes, que se reduziram a apenas 80 000 em 1940. Em 1980, os acreanos somavam 301 303 habitantes, e a taxa de crescimento era a menor de toda a região Norte. Mais de 1/3 da população do Estado se concentra na capital, Rio Branco, que tinha 117 103 habitantes em 1980 e funciona como centro comercial de uma vasta área que se estende além dos limites estaduais.

 

 

Extrativismo e subsistência

 

O pequeno crescimento demográfico do Acre é conseqüência de seus problemas econômicos. Ao contrário dos demais Estados, é  o único que ainda depende do extrativismo vegetal. É o primeiro produtor nacional de borracha e o terceiro de castanha-do-pará. A agricultura, baseada no cultivo de mandioca, arroz, milho e feijão, é praticada apenas ao redor de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, para consumo local. A pecuária, embora esteja ocupando as terras, serve ao desenvolvimento de superlatifúndios ligados a grandes grupos econômicos do sudeste e sul do país. Donos de vastas extensões de terra chegam a transformar a mata em pastos (expulsando "posseiros" que vivem do extrativismo), mas ainda não há estradas que tornem viáveis a importação de gado e o comércio de carne e outros produtos da pecuária (como o leite e o queijo).